João Dias da Silva não comenta destituição do Conselho Executivo
FNE “respeita” decisão dos sindicalistas nomeados pelo ME para escola de Sto Onofre
03.04.2009 - 21h17 Graça Barbosa Ribeiro
O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FNE), João Dias da Silva, disse ontem respeitar a decisão de dois dirigentes do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) que aceitaram os cargos de presidente e de adjunta do presidente, respectivamente, da Comissão Administrativa Provisória (CAP) do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, um órgão imposto aos professores pelo Ministério da Educação.
“Se eles aceitaram o convite que lhes foi feito [pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo] não é à FNE que cabe pôr a sua decisão em causa. Tal como o meu colega, presidente do SPZC, estou certo de que o fizeram na defesa dos interesses da escola, dos professores e dos alunos e com o objectivo de pôr em marcha os mecanismos necessários à instalação dos órgãos dirigentes previstos na lei”, afirmou, quando contactado pelo PÚBLICO.
Alegando “insuficiência de informação”, João Dias da Silva escusou-se a comentar a decisão do Ministério da Educação, que ontem, através da DREL, nomeou a CAP e fez cessar as funções do Conselho Executivo cujo mandato terminava no final do próximo ano lectivo.
“Independentemente de ter sido uma boa ou uma má decisão, o que é um facto é que, assim que o ministério destituiu o Conselho Executivo, o agrupamento deixou de ter direcção, uma situação que não podia manter-se”, comentou. Nesse sentido, disse compreender “a necessidade de nomear a CAP, de forma a pôr em funcionamento o novo modelo de gestão que, não sendo o ideal, é considerado pela FNE como um dos modelos possíveis”.
Na origem da decisão do ministério – fortemente contestada pelos docentes da escola, pela Fenprof e pelos movimentos independentes dos professores – está o facto de no agrupamento não ter sido constituído o Conselho Geral Transitório. E tal não aconteceu porque nenhum dos cerca de 180 professores e educadores se candidatou a representar os colegas naquele órgão, ao qual, de acordo com o novo modelo de gestão das escolas, cabe escolher o director.
Ontem, na Assembleia da República, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues justificou a intervenção dizendo que “o cumprimento da lei não é uma questão facultativa”, mas “uma obrigação”. Em declarações ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, responsabilizou os professores que, disse, “não quiseram participar na governação das suas escolas e não cumpriram um dever de cidadania: o de apresentar uma ou mais listas ao Conselho Geral Transitório”.
In Público.









3 comentários:
Será só a de Sindicalismo?
Que dizer de atitudes prepotentes na qualidade de avaliadores tomadas por dirigentes de Movimentos?
De facto, não existe verdadeiro sindicalismo em Portugal, pelo menos no sector docente; caso existisse, isto seria impossível.
Como solução, só vislumbro a hipótese de tal comissão provisória nomeada pelo ME ser substituída em assembleia de docentes no dia 14, por outra com a composição idêntica ao cons. exec. exonerado. Isso seria um acto de coragem colectiva e de afirmação de maturidade cívica face a vermes rastejantes que se passeiam nas alcatifas do poder!
Manuel Baptista
A Comissão Executiva Provisória de Stº Onofre
Pois é, agora já se sabe quem faz parte da Comissão Executiva Provisória imposta pelo ME / DREL ao agrupamento? Dois dirigentes da FNE, pois, isto veio em todas as notícias. Mas, pasmem, também faz parte o camarada David Caetano, sócio do SPGL e candidato pela Lista B (afecta ao ao PCP) às eleições para a direcção do SPGL (ou pelo menos fazia, suponho que o substituirão se não o substituíram já).
Haja Berloques!
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