sexta-feira, 24 de abril de 2009

O CONSELHO DA FENPROF...

Professores fazem auto-avaliação sob protesto

«Significa anexar uma declaração em que os professores digam "estamos a entregar porque a isso estamos legalmente obrigados"», afirma Mário Nogueira

Os professores que participam nas reuniões de consulta sobre o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente estão a ser aconselhados a fazerem a sua auto-avaliação mas sob protesto, anunciou esta sexta-feira o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, avança a Lusa.

«Significa anexar à ficha de auto-avaliação uma declaração em que os professores digam "estamos a entregar porque a isso estamos legalmente obrigados, mas isto não significa que tivéssemos passado a concordar com o modelo de avaliação"», explicou Mário Nogueira aos jornalistas em Viseu, onde esta sexta-feira participou em mais uma das cerca de 1.400 reuniões que a Plataforma Sindical dos Professores está a promover por todo o país.

A medida, que está a ter «uma aceitação extraordinária» e que deve ser tomada por «todos os professores, independentemente de terem ou não feito a entrega da sua proposta de objectivos individuais», visa deixar claro que continuam a achar que o modelo de avaliação é «desadequado, incoerente, desqualificado e não serve para avaliar professores».

Mário Nogueira justificou a necessidade de o fazer para que o Ministério da Educação não venha dizer que «os professores entregaram na maioria objectivos individuais ou vão entregar todos a auto-avaliação porque já estão de acordo», reiterando que «a esmagadora maioria dos colegas que entregaram os objectivos individuais fizeram-no em contexto de pressões».

«O Ministério da Educação fazer leituras de que entregaram porque de repente leram melhor o decreto e ficaram de acordo é perfeitamente ilegítimo e falso e, portanto, a prova ou confirmação do desacordo dos professores vai ser no momento da auto-avaliação, precisamente com esta manifestação de desacordo e de exigência de substituição do modelo», sublinhou.

Nas reuniões, que começaram segunda-feira e se vão prolongar pela próxima semana, tem aparecido «a necessidade de novamente dar expressão pública ao protesto», ainda que as opiniões se dividam sobre como se fará.

Segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), uns consideram que «uma manifestação nacional era muito importante», outros entendem que sendo descentralizada «permitiria uma participação maior»; uns acham que «deveria ser num sábado para não interromper aulas», outros que «seria muito importante» acontecer durante a semana.

«Haver uma manifestação pública, se centralizada, se descentralizada, se ao sábado, se à semana, está presente no discurso. Agora, como é que ela se concretizará, exactamente o formato, isso é que temos que ver e estamos a apurar», acrescentou.

Contou que há professores que defendem que a acção de protesto deve ser «mesmo em cima» do início da campanha para as eleições europeias, no dia 22, e que surgem várias «nuances» que revelam «a riqueza do debate» que tem sido feito.

«Há quem defenda que deveria ser uma manifestação de luto. Finalmente que acaba a legislatura, morreu essa política educativa», disse Mário Nogueira.

No entanto, outros entendem o contrário, «com um sentido de humor diferente»: que tem de ser feita «uma grande festa de despedida da senhora ministra e dos seus "muchachos"».

«Os professores entendem que devem fazer nesta altura do final do ano um protesto enorme contra aquilo que foi esta legislatura e o mandato deste Governo, isso aí não há dúvida. E querem já dar um sinal para o próximo, isso aí também já há certeza», sublinhou.

In Portugal Diário.

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