E os juncos, solitários, rangem, partem, um a um
E nenhum reparou ainda que separados afinal
Não detêm a força que os destroça, não sobrevivendo nenhum
O vento sabe como soprar
E os juncos da terra arrancar ferozmente
E continua a bater e a forçar
Esse grupo duramente
No campo ao lado, as canas juntaram-se
Fazendo do todo um grupo só
E com as suas forças entrelaçaram-se, amarraram-se,
Debatendo-se contra o temporal que perdeu contra esse nó
No primeiro campo tudo ficou desfeito
Tudo ficou deserto, inerte, vazio,
No segundo, as canas viçosas ergueram-se do rio, no leito,
Aquecendo-se umas às outras e esquecendo do vento a força e o frio
E o vento não voltou
Nem olhou para trás
Porque a derrota saboreou
E soube que a União de tudo é capaz
(adaptação de uma lenda/conto tradicional)
Delfim Peixoto,









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