sábado, 4 de abril de 2009

PROMISCUIDADES?

Presidente do Sindicato dos Professores da Zona Centro não condena
Comissão Provisória de Santo Onofre tem dois dirigentes sindicais

03.04.2009 - 19h43 Graça Barbosa Ribeiro

O presidente e uma das adjuntas da Comissão integram a Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, são dirigentes do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC), confirmou, em declarações ao PÚBLICO, o presidente desta organização sindical que é, simultaneamente, vice-secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FNE), José Ricardo.

O presidente do SPZC, que disse ter tomado conhecimento da situação através do PÚBLICO, afirmou que o sindicato não foi ouvido pelos dois elementos que aceitaram o convite do director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo. Mas sublinhou que, na sua perspectiva, “não tinham de o fazer”. “Não agiram como dirigentes sindicais mas como professores e fizeram, com toda a certeza, o que pensam ser o melhor para a escola”, considerou.

José Ricardo, que disse não se querer pronunciar na qualidade de dirigente da FNE, não quis também comentar a decisão do Ministério da Educação, que ontem fez cessar o mandato do Conselho Executivo eleito e o substituiu pela tal Comissão Administrativa Provisória.

Na origem da decisão do ministério – fortemente contestada pela Fenprof e pelos movimentos independentes dos professores – está o facto de no agrupamento não ter sido constituído o Conselho Geral Transitório. E tal não aconteceu porque nenhum dos cerca de 180 professores e educadores se candidatou a representar os colegas naquele órgão, ao qual, de acordo com o novo modelo de gestão das escolas, cabe escolher o director.

Ontem, na Assembleia da República, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues justificou a intervenção dizendo que “o cumprimento da lei não é uma questão facultativa”, mas “uma obrigação”. Em declarações ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, responsabilizou os professores que, disse, “não quiseram participar na governação das suas escolas e não cumpriram um dever de cidadania: o de apresentar uma ou mais listas ao Conselho Transitório”.

Notícia reformulada às 20h37

In Público.

3 comentários:

Joaquim Ferreira disse...

Se exercem as funções de docência, não são menos professores que os demais… Qual é o mal? Do mesmo erro padece o autor deste blog ao referir que “Se ler a notícia, vai ficar a saber que a direcção da FNE não foi consultada para o efeito” depois da alusão a “um senhor de nome João Dias da Silva, secretário-geral da FNE” porque demonstra também a superficialidade e o erro da leitura. De facto, a notícia refere “O presidente do SPZC, que disse ter tomado conhecimento da situação através do PÚBLICO, afirmou que o sindicato não foi ouvido pelos dois elementos que aceitaram o convite do director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo”. Pois bem… O presidente do SPZC é José Ricardo e não “João Dias da Silva, secretário-geral da FNE”… percebe? Então, meu caro, retrate-se e mantenha o direito a ser tratado com a dignidade que os professores merecem… Para deturpar a realidade já basta o Ministério. Unamo-nos contra quem nos ataca e deixemos de dividir e levantar sempre armas contra os sindicatos. Eliminem os vossos comentários porque só vêm dar razão a quem aqui escreve que os professores têm de ser avaliados porque são uns incompetentes…
Já trabalhei em (em mandatos de dois Ministros da Educação com partidos diferentes no poder). Já trabalhei em Gabinetes do Ministério com Assessores de Ministros e Directores Gerais e outros que vieram a desempenhar a função de Directores Regionais. AGORA SOU UM SIMPLES PROFESSOR COM HORÁRIO LECTIVO COMPLETO. E, como elemento da Direcção de um Sindicato que integra a FNE, faço parte de um Órgão de Direcção da FNE. E acrescento, COM ORGULHO. Enquanto estive no Ministério da Educação, admirei a capacidade de trabalho, de organização e criação de muitos daqueles com quem tive a oportunidade de trabalhar. Gente mesmo muito competente! MAS confesso que, me surpreendeu ver a forma de trabalho da FNE… A competência e a capacidade organizativa, de criação, debate e construção de documentos dos elementos que integram a direcção da FNE. E que se reúne muitas vezes às suas custas e com tempos muito limitados que o Ministério lhes dá para apresentarem propostas sérias e credíveis! Por isso, desculpem o já longo desabafo mas, custa-me ver professores a atacarem professores. Eu gostaria de ter a competência de João Dias da Silva, pode crer… Deixem-se, pois, de atacar os que estão nos Sindicatos. Façam chegar as vossas reclamações mas também propostas e sugestões… Eu até 2004, nunca tinha entrado como sócio de nenhum sindicato.
Mais… Que se saiba, nenhum professor perde os seus direitos profissionais só porque é “sindicalista”! E quantos de nós estão nas escolas, a trabalhar como os nossos pares… Ou também defende, como seria por ventura vontade do governo, que ser-se sindicalista é sinónimo de preguiçoso, incompetente, balda, etc?... Tenho a máxima carga de horas lectivas (e o senhor? Nem faço ideia, mas pouco me interessa.)! Para além disso ainda dedico parte da minha vida a defender professores que, se fossem todos como o colega, imediatamente trataria da minha "vidinha" e... ponto final. Percebe? O que vale é que muitos nem crédito lhe dão... Continue a ajudar o Governo a desunir os professores.

Anónimo disse...

Ó Joaquim, o Pedreira também foi (é?) sindicalista.

Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele.

Joaquim Ferreira disse...

PARA O Anónimo que disse: "Ó Joaquim, o Pedreira também foi (é?) sindicalista." INCRÍVEL... Pensei que as pessoas poderiam não ter rosto mas que pelo menos dessem o nome, ainda que mostrar-se o rosto... Mas não. Terei de o tratar por “Anónimo” mas não será por isso que escapa a uma resposta! A frase "Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele", não se aplica neste caso... O secretário-geral da FNE, João Dias da Silva (JDS) bem como José Ricardo (JR), secretário-geral do SZC, não interferiram (e muito bem, porque não tinham que interferir!) na decisão de professores pertencentes à sua Organização pois são, em democracia, cidadãos livres (Sim… Sim! Por muito que lhe custe, meu caro, muito embora a Ministra os amordaçar, para a FNE, os professores serão sempre cidadãos livres e de pleno direito. Triste é que sejam os colegas de profissão a querer reduzir-lhes os direitos de cidadania garantidos na Constituição…
Se me pergunta se eu aceitaria o convite…. A resposta é clara: Não. Mas não por ser dirigente Sindical… Mas por outras razões que aqui não tenho de expressar e que só a razão poderia entender! Por isso, não disse eu que concordava ou que apoiava o facto de professores terem aceite o convite. Mas não creio que esteja em desacordo comigo quando afirmo que SER DIRIGENTE SINDICAL NÃO É INCOMPATÍVEL COM SER DIRIGENTE DE QUALQUER ORGANISMO.
Se existe incompatibilidade terá de publicar aqui qual é a Lei que expressa essa incompatibilidade, porque, pelo que parece, só o senhor Anónimo a deve conhecer.
Porém, SE ME DISSESSE QUE UM SINDICALISTA COLOCADO EM ESTRUTURAS DE DIRECÇÃO DE ESCOLAS ATENTA CONTRA OS DIREITOS DOS PROFESSORES (sócios ou não do seu Sindicato), teria razão em dizer que é inaceitável. Até aí, nem pensar, meu caro. Bem pelo contrário. Que bom seria para os professores que em vez de uma Maria de Lurdes tivéssemos a a Ministro da Educação qualquer um dos João (Nogueira ou Dias da Silva!) que actualmente dirigem as maiores estruturas sindicais de educação portuguesas.
Pode crer que gostaria eu ( e muitos professores apoiariam!) que os dirigentes da federação em que me encontro (como sócio, pagando quotas, e como dirigente, gastando horas e horas do meu tempo que deveria ser livre para dedicar aos meus filhos) fossem colocados como governantes da Educação de Portugal. É que, para que saiba, é no meu tempo livre que luto pelo direito de todos! Mas não. Sócrates escolhe quem quer… São as regras democráticas… Foram as “grandes” conquistas do 25 de Abril (ou talvez não, porque foram, efectivamente, deturpadas por aqueles que hoje governam o país! pois nem uma hora tenho de descarga no meu horário lectivo para o trabalho sindical que desenvolvo, garanto-lhe, com sacrifício para depois menosprezado, quase mesmo, anonimamente odiado!). Aí, nem duvide: as reivindicações dos professores poderiam ter garantia de que passariam a lei... Mas quem governa é contra os sindicatos... Aliás, não é por acaso que o governo cortou nos destacamentos para sindicatos (com o apoio claro de muitos professores ditos independentes mas, seguramente, dependentes de uma incompreensível inveja ): para lhes retirar força. O que considero LAMENTÁVEL É QUE SEJAM CERTOS PROFESSORES QUE SE AUTO-EXCLUEM DO SINDICALISMO (talvez por vergonha da democracia em que vivemos ou porque não reconhecem as regras do estado de direito democrático...) a desempenhar o papel de DIVIDIR PARA REINAR atacando aqueles que defendem os interesses da Educação e dos Profissionais da Educação, como são estes elementos do SPZC e, da FNE.
Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !

Desde 01-01-2009


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