domingo, 31 de maio de 2009

É PRECISO CAPITALIZAR A RESISTÊNCIA DOS PROFESSORES

FNE não desiste e sublinha coragem e persistência dos professores e educadores portugueses

Para a FNE, a capacidade de luta dos professores e educadores portuguesas ficou patente em mais uma grande manifestação contra as políticas gravosas do Ministério da Educação.


Não entrando na habitual guerra de números, usada para confundir a opinião pública, e crendo nas estimativas da PSP que apontaram para 50 a 55 mil manifestantes em Lisboa neste 30 de Maio de 2009, a FNE sublinha essencialmente a força, a coragem e a persistência dos professores e educadores portugueses que se deslocaram à capital em grande número, não deixando de estar atentos ao trabalho desenvolvido nas escolas em final de ano lectivo e, sobretudo, não deixando que a intransigência da Tutela vença a dignidade de ser professor.

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação acredita na força dos docentes portugueses, e é por essa mesma razão que hoje (30 de Maio), em Lisboa, subscreveu o abaixo-assinado da Plataforma que reúne as onze organizações sindicais, exigindo que o Ministério da Educação abdique definitivamente da intenção iníqua de dividir a carreira docente em categorias hierarquizadas, que abdique da imposição de vagas no acesso a professor titular e que abdique das quotas para atribuição de 'muito bom' e 'excelente' na avaliação de desempenho. Estes são os três pontos fundamentais pelos quais a FNE se bate e pelos quais espera que haja ainda uma negociação efectiva, antes de uma eventual publicação de um diploma que possa regulamentar questões tão gravosas para o ensino no nosso país o que, a acontecer, demonstra uma teimosia sem limites e que atenta mais uma vez a carreira docente.

Que fique claro, tal como a comunicação social tem vindo a publicar nos últimos dias que antecederam a manifestação de hoje, que a FNE irá sempre privilegiar a negociação, esperando vir a encontrar um parceiro disponível para processos negociais sérios, verdadeiros, rigorosos e efectivos. É essa a forma de estar no sindicalismo da parte desta Federação, o que não quer dizer que não esteja preparada a qualquer momento para acções de rua, greves e todos e quaisquer mecanismos legais que possam parar as injustiças e ilegalidades que a Tutela tenha cometido e possa cometer. Aliás, a FNE deposita ainda grandes expectativas nas decisões dos Tribunais aos quais foram entregues providências cautelares relacionadas com a avaliação de desempenho docente.

A FNE não desiste de lutar para que o Ministério da Educação valorize e reconheça os professores e educadores portugueses, seja em que circunstância for. Merecem-no o sistema de ensino e merece-o a sociedade portuguesa. E porque a FNE não desiste, vai continuar a sua luta com a entrega de um roteiro para a legislatura aos partidos políticos, com as reuniões com todos aqueles que estão envolvidos na Educação, directa ou indirectamente, vincando as suas propostas há muito entregues à Tutela e diversas entidades com responsabilidade política e representantes da sociedade civil.


Lisboa, 30 de Maio de 2009
Departamento de Informação e Imagem

1 comentário:

Anónimo disse...

Esta avaliação é uma vergonha...cada dia é um acumular de injustiças...este caminho leva ao que se diz, - Dividir para Reinar -

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