terça-feira, 12 de maio de 2009

ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO PARA PERCEBERMOS ESTE PS

ESTRATÉGIAS DA MANIPULAÇÃO

Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade

por Sylvain Timsit


1 - A estratégia da diversão

Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.

A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

"Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas" )


2 - Criar problemas, depois oferecer soluções

Este método também é denominado "problema-reacção-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.


3 - A estratégia do esbatimento

Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente,
tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.


4 - A estratégia do diferimento

Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.


5 - Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas

A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que?

"Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )


6 - Apelar antes ao emocional do que à reflexão

Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos...


7 - Manter o público na ignorância e no disparate

Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.

"A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )


8 - Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade

Encorajar o público a considerar "fixe" o facto de ser idiota, vulgar e inculto…


9 - Substituir a revolta pela culpabilidade

Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!...


10 - Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios

No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos

4 comentários:

odnamra disse...

CLARO QUE ESTA ESTRATÉGIA SÓ É CONHECIDA E ENTENDIDA POR UMA PERCENTAGEM DE 20 OU 30% DOS PORTUGUESES. SÃO AS PESSOA QUE QUE SE INFORMORAM QUE LÊEM QUE SABEM O QUE QUEREM. QUANTO A ESTES O PS SABE QUE OS PERDEU. POR ISSO A ESTRATÉGIA É CONVENCER OS QUE NÃO LIGAM, NÃO QUEREM SABER, OS POUCO IMPORTA, MAS QUE VÃO LÁ VOTAR NA ESPERANÇA DE RECEBER QUALQUER COISA DIRECTA OU INDIRECTAMENTE.
MAS O PSD JÁ USOU O MESMO MANUAL.
NENHUM DOS PARTIDOS INSTALADOS ME CONVENCE. VOTAREI EM UM DOS NOVOSOU NUM NACIONALISTA QUE BEM PRECISAMOS DE REAVIVAR PORTUGAL.

Anónimo disse...

Excelente post!É exactamente esta a receita para se instalar uma ditadura! Junte-se a estes ingredientes uma maioria absoluta e um tipo sem escrúpulos com nome de filósofo ateniense e fica pronto para consumir!

Ricardo disse...

Pelo contrário, acho o 'post' vago, sem qualquer objectividade.
Isto poderia dizer-se praticamente de qualquer povo, por uma qualquer facção descontente ou discordante, maior ou menor, à esquerda ou à direita, acima ou abaixo, do equador.
Convido a reflectir esta receita, em cada um dos itens, enumerados, no discurso e acções do dito PS, em particular para com a classe.
Abraços,

Anónimo disse...

30% com capacidade para pensar é suficiente para captar mais 30% que não tenha capacidade de pensar… basta um conquistar um para dobrar os votos. Isto foi aquilo de que o Eng. Se esqueceu. E nós vamos mostrar no dia 27 de Setembro que não o queremos mais. FORCA.

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