Mantém-se a ofensiva do governo José Sócrates contra os professores e o conjunto da Administração Pública, desta vez ameaçando uma conquista de décadas, como é o vínculo definitivo, substituindo-o por uma legislação que coloca nas mãos dos governantes o poder de terminar com a estabilidade mesmo para os "seguros". A precariedade que já atinge milhares de colegas contratados, alguns dos quais cada vez mais próximos do desemprego, é cada vez menos um exclusivo seu.
Uma resistência a esta política baseada em "greves e manifestações de dois em dois meses" intercalada com negociações que fazem o jogo do governo e da ministra é uma resistência falhada. Esta deve ser a grande lição do ano que se aproxima do fim. Um atentado à memória e luta dos professores deve ser considerada também a proposta de "90 minutos de greve" avançada pela Plataforma Sindical/FENPROF.
Precisamos de lutas fortes e consequentes, e acima de tudo democráticas e decididas na base e escolas.
No blog - http://3rs-spgl.blogspot.com/ - podes ver ainda um exemplo de solidariedade que a Lista D promoveu junto dos enfermeiros em greve e em luta no passado dia 12. Afinal, do que precisamos mais é de uma Frente Unida de Toda a Administração Pública contra a destruição das carreiras, e nada de divisões que fazem o jogo do governo.
Saudações de luta,
Eduardo Henriques









2 comentários:
Estes sindicatos são de uma inutilidade atroz. Penso que eles já se venderam ao socrates. Só apresentam lutas de merda que não levam a lado nenhum. Precisamos de luta a sério que faça doer não desta merda de grevitas que não aquecem nem arrefecem. Que bando de merdosos.
Acho que os sindicatos tiveram um momento muito mau quando assinaram o entendimento com o governo. No entanto, e apesar de defender que podiam ter feito muito mais, quer-me parecer que os professores são e serão os principais culpados de muita coisa que está a acontecer e que está para vir... Quando era altura de nos unirmos viu-se desunião e muitos a espezinharem-se (exemplo: a entrega dos objectivos). Quem luta pelos direito dos professores têm que ser os professores. Se estes não querem fazer nada para mudar, os sindicatos perdem toda a "força" que poderiam ter...
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