O COMUNICADO DO MUP E DA APEDE está aqui.
Movimentos independentes de professores associam-se à manifestação nacional
25.05.2009 - 10h19 Romana Borja-Santos
Apesar de dizerem que a unidade é essencial, criticam que “se procurem silenciar outras perspectivas de luta e se imponham falsos unanimismos”, pelo que insistem na “divulgação pública das propostas de luta aprovadas nas reuniões de consulta aos professores”.
“Recusamos a ideia de que esta luta se vai arrastar por tempo indeterminado, sem radicalização, e com um passo de caracol ritmado por negociações sindicais incapazes de oferecer resultados visíveis”, lê-se num comunicado conjunto das duas associações.
Na nota, admitem ainda querer contribuir para “retirar a maioria absoluta ao partido de um primeiro-ministro arrogante e prepotente, que substituiu a governação do país por mera propaganda sem conteúdo e cuja passagem pelo poder teve, como únicos efeitos visíveis, o empobrecimento da vivência democrática, a retracção dos direitos laborais para níveis anteriores ao 25 de Abril e a consagração da desfaçatez impune como método de acção política”.
Depois, consideram este protesto especialmente importante numa altura em que Portugal se debate com “a maior crise económica, social e política dos últimos 20 anos”. E acrescentam: “Que ninguém mostre sinais de regozijo ou de alegria apenas porque a ministra da Educação está, supostamente, de partida. Os nossos problemas são graves, são imensos, e não se resolvem com a mera remoção desta equipa ministerial, por muito responsável que ela seja pelo estado de degradação a que chegou o sistema de ensino em Portugal”.
Por fim, apresentam os pontos fundamentais que exigem ver mudados: o polémico Estatuto da Carreira Docente, em especial a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas, a avaliação docente, os vínculos profissionais e a preservação dos quadros escola, a manutenção dos concursos de professores com o princípio que a melhor graduação corresponde à melhor colocação e o fim da administração escolar.
Plataforma admite menor adesão aos protestos
O comunicado surge no mesmo dia em que a Plataforma Sindical dos Professores, citada pela agência Lusa, admite que a adesão às acções de luta previstas para esta semana diminua, o que atribui ao "desgaste" e "desânimo" dos docentes, mas desvaloriza a questão afirmando que os motivos da "indignação" se mantêm.
Os professores realizam amanhã uma greve entre as 08h00 e as 10h30 e uma manifestação no sábado, em Lisboa. Os últimos dois grandes protestos de rua, a 8 de Março e 8 de Novembro de 2008, contaram com 100 mil e 120 mil participantes, segundo os sindicatos.
Álvaro Almeida dos Santos, presidente do Conselho das Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação, vai mais longe e diz mesmo que a contestação está a acalmar, o que diz ser "evidente".
Já o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FNE), João Dias da Silva, também em declarações à Lusa, espera que a adesão a estas duas iniciativas "seja idêntica" à de protestos anteriores, sublinhando que as razões do "descontentamento" não se alteraram, pelo que a "instabilidade" e a "tensão" continuam a existir.










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