PORTUGAL
Ah, quanto de mim é sal
Borboto, rasgão no peito
Sangue fervendo no frontal
Por ver o reino deste jeito
Ah quanto de mim são cardos
Por olhar e ver murchas rosas
Num jardim mal cuidado por bastardos
Que teimam em mentir em doces prosas
Ah, quanto de mim é vento
Feroz chuva, temporal
Não ver no firmamento
Uma luz para Portugal
Ah, quanto em mim chove
Chuva fria e dilacerante
Por ver tanto que me comove
Neste poder desgovernante
Ah, quanta força eu desejo
Para poder gritar e lutar
E conseguir dizer a esse Tejo
Que Portugal há-de acordar
Delfim Peixoto,
in http://merlin4.blogspot.com/
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
PORTUGAL HÁ-DE ACORDAR
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