segunda-feira, 11 de maio de 2009

A PROPÓSITO DAS FORMAS DE LUTA NO 3º PERÍODO

Quem mandatou as direcções da Plataforma para decretarem uma paralisação de 2 tempos lectivos?! Foi esse o resultado de 1400 reuniões de “consulta geral”??

Pelos dados da FENPROF, na última “Consulta Geral” foram realizadas cerca de 1400 reuniões sindicais. Era objectivo destas reuniões auscultar a classe acerca do ponto da situação e das possíveis formas de luta até ao final do ano. Por isso, a primeira responsabilidade das direcções sindicais da Plataforma Sindical é a de divulgarem os resultados destas 1400 reuniões. Até agora, isso não foi feito! Nenhum sindicato, a começar pelo SPGL, publicou os resultados, escola a escola, dessas reuniões de consulta geral. Sabemos que foram discutidas diversas propostas de mobilização - desde a das direcções, de mais uma manifestação nacional a um sábado, até às greves às avaliações ou aos exames, passando pela proposta, apresentada por alguns movimentos, de greve rotativa de uma semana que culminaria com uma 6.ª - feira de greve nacional com manifestação.

No entanto, para espanto de muitos professores e educadores, além de mais uma manifestação nacional em Maio (o que estava previsto na moção dos dirigentes), a Plataforma Sindical, através do seu porta-voz, Mário Nogueira, em conferência de imprensa, anunciou também outra forma de luta: paralisação de dois tempos lectivos no próximo dia 26 Maio de 2009 numa chamada “Jornada Nacional de Protesto, de Luta e de Luto dos Professores e Educadores”… O que não se entende é: onde é que isso foi discutido ou aprovado nas nossas escolas?

Das duas, uma: ou durante a “Consulta Geral” surgiu simultânea e espontaneamente em várias centenas de escolas (e aí que digam os nomes dessas escolas) ou então, essa “nova” forma de luta surgiu, mais uma vez, das mesmas cabeças, dos mesmos dirigentes sindicais de sempre… e, mais uma vez, a opinião dos docentes “consultados” que estão no dia-a-dia nas salas de aulas não foi considerada.

Infelizmente, os actuais dirigentes da Plataforma Sindical (incluindo a FENPROF e SPGL) não têm emenda. A sua concepção de um sindicalismo burocrático, desligado das escolas e de conciliação com ME (ver Memorando de Entendimento de Abril de 2008) deve ser responsabilizada por todos os docentes, pois tem sido ela que tem levado e continua a levar à desmobilização da nossa classe.

No entanto, os professores e educadores, que impulsionam a Lista D, não confundem o sindicato com os dirigentes sindicais; isso levaria a um maior enfraquecimento da nossa luta contra o governo e, por consequência, a uma maior perda de direitos da nossa classe. A alternativa para saírmos deste “pântano”, por muito trabalho que implique, passa também ajudarmos a construir alternativas democráticas e combativas dentro dos sindicatos.

Nós demos a cara para começar a Renovar, Refundar e Rejuvenescer o maior sindicato do país e a luta da nossa classe…

In http://3rs-spgl.blogspot.com/

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