segunda-feira, 11 de maio de 2009

QUE LUTA ATÉ AO FINAL DO ANO LECTIVO?


Durante alguns dias, o MUP disponibilizou uma sondagem cujo objectivo era tentar compreender qual (quais) seria(m), na opinião dos professores, a(s) forma(s) de luta a desenvolver até ao final do ano lectivo.

Quer a sondagem, quer as projecções que ora aqui se fazem carecem, naturalmente, do rigor científico (?) daquelas que quase todos os dias nos entram por casa dentro ou com que deparamos ao desfolhar um jornal.

Independentemente desse facto, abordaremos aqui os números obtidos e possíveis projecções/conclusões a tirar, na medida em que os 3.532 votos entrados não são desprezáveis.

1º A Manifestação Nacional é a forma de luta mais votada, embora não passe dos 50%. Assim, será de prever que a manifestação de 30 de Maio terá entre 65.000 a 75.000 professores, número bem interessante se tivermos em conta o "desgaste" da luta. No entanto, o MUP esforçar-se-á para uma mobilização maior.

2º Só 4% dos professores não se revê nas tradicionais formas de luta (excluindo a greve de zelo), o que nos parece muito pouco, quer tendo em conta os resultados até agora obtidos, quer porque se trata de uma classe com obrigação de ser mais criativa.

3º A greve nacional de um dia parece ser algo que os professores não estão dispostos a fazer, pois só colheu a adesão de 10% dos votantes, quase dois terços aquém de uma greve por tempo indeterminado (27%).

4º Além da manifestação nacional, percentagens razoáveis de professores são por formas de luta mais duras: não são desprezáveis os dados da greve às avaliações, que surge em segundo lugar com 34%, a greve por tempo indeterminado (27%) e a greve aos exames (21%).

5º Pelas projecções, caso fosse decretada uma greve às avaliações, seria expectável uma adesão de 45.000 a 55.000 professores e, no caso de uma greve por tempo indeterminado, uma adesão de 30.000 a 40.000 professores.

6º Tendo em conta os dados e o período em que foram recolhidos, parece que se as formas de luta tivessem sido mais duras em Janeiro e/ou durante o 2º Período - tal como sustentámos -, se tivessem sido "trabalhadas" e tivesse havido um esforço abnegado das grandes organizações, teríamos feito história e conseguido muito daquilo por que ainda lutamos.


O MUP agradece aos 3.532 visitantes que aceitaram colaborar nesta "sondagem".

6 comentários:

celeste caleiro disse...

Vamos lá animar de novo o pessoal e continuar a nossa luta! É claro que há muitos distraídos, mas nós fazemos com que abram os olhos. Basta começar a colocar cartazes apelativos a meio do caminho da sala de professores e incentivá-los a participar.Os sindicatos precisam de todo o apoio nas acções propostas e espero que se lembrem que até isso nos podem vir a tirar... Os mais resistentes têm que continuar a resistir! Força!Vamos lá!
Celeste

Anónimo disse...

Os sindicatos existentes estão demasiado apegados a formas de luta que não resultam mais.Foi preciso criar movimentos de professores à margem deles, para que estes percebessem que se não se mexessem perderiam definitivamente o comboio.No entanto, tanbém têm emperrado o suficiente... Isto só serve para dizer que a luta tem que continuar e é preciso fazer mais do que manifestações, por importantes que sejam.E, quanto mais tempo passa, à espera não sei de quê, e a decidir o que fazer, mais a técnica do desgaste vai funcionando e o desânimo alastrando como uma doença contagiosa.É preciso continuar!É preciso ousar e apostar nas outras formas de luta que foram sugeridas! Já!Não percebo como se deixou passar tantos meses desde a última manifestação para fazer algo só no final do ano lectivo! E a greve às avaliações?Fica para o ano, ou para o dia de São Nunca?E outras formas de luta sugeridas? Não se lembram da nêspera que ficou à espera e veio uma velha e comeu-a?
Toca a mexer!

Teacher Eduarda Sousa disse...

Na minha escola Grijó já há 33 pessoas inscritas. Quase um autocarro no segundo dia de inscrições. Gostava de saber como vai pelo resto do país

Anónimo disse...

Eu vou à manifestação.Apenas porque é melhor do que nada. Mas, caros colegas, não vamos lá só com manifestações.Abram as orelhinhas e escutem à vossa volta:muitos que estiveram na 1ª linha,estão cheios de dúvidas agora. Foi uma desgraça não aproveitar o ímpeto criado pela última manifestação e deixar passar tanto tempo a ver passar os combóios... Por mais que nos custe e que pensemos nos nossos alunos, há que ser firme e adoptar estratégias mais radicais. Lembrem-se que eles serão no futuro tão afectados como nós por terem como professores gentinha medrosa, sem espinha dorsal, incapaz de se fazer respeitar e de, no momento exacto, dar um murro na mesa, virá-la de pernas para o ar e gritar:BASTA!!!! Desculpem, mas se só sabemos fazer manifestações, banalizamo-las, corremos o risco de se tornarem folclore!... E ainda por cima ao sábado?! Ah, pois, não queremos prejudicar ninguém... A não ser a n´s própris. E depois admiram-se que nos chamem "professorzecos"?Onde está a nossa dignidade pessoal e profissional?! Vou à manifestação, mas se isto continua assim vamos levar um enterro de trampa. Oxalá me engane, mas dia 30 veremos se estou enganada. Ei, inconformistas, está na hora de pressionar de todas as maneiras, não apenas os sindicatos, mas também os os movimentos de profs!!! Lembrem-se das sufragistas, de Emmeline Pankhurst e das suas apoiantes! Elas não conseguiram o direito de voto apenas com manifestações pacíficas! Com este governo e com a gentinha da 5 de Outubro temos que endurecer a luta, se preciso acorrentarmo-nos à porta das escolas e fazer perceber a todos, incluindo aqueles que nos atacam, que sem professores não há escolas a funcionar! Afinal o que temos feito estes anos todos? Não temos andado a tapar os buracos criados pelo ME, uma cambada de ignorantes que, com pseudo reformas sucessivas, só tem instalado problemas nas escolas que, se não rebentaram ainda, foi porque quem tem resolvido os problemas "in loco", temos sido nós? Deixem-se de má consciência e não deixemque vos façamlavagem ao cérebro! Olhem para os vossos filhos! A culpa do estado a que chegou a educação e o caminho para a degradação crescente que está em curso não é culpa da globalidade da classe, antes pelo contrário!NÃO TÊM VERGONHA DE SEREM TRATADOS ASSIM?O TEMPO DOS PANINHOS QUENTES ACABOU!
SOMO PESSOAS E PROFISSIONAIS OU SOMOS "ESPARGUETE", como diz a uotra, que nem sabe escrever português correcto? Somos cidadãos ou somos ratos?ACORDEM, COLEGAS!!!

Biapalha disse...

??
Manifestações, vigílias, greves...
Os sindicatos que temos, e que nós, professores, criámos, usaram as mesmas formas de luta que os movimentos agora propõem.
Pode ser uqe esteja a escapar-me alguma coisa, mas poderia o colega explicitar o que são 'as outras formas de luta sugeridas'?
Quanto a greve a avaliações e exames, o ME ganhou em tribunal contra os sindicatos: os professores têm agora serviços mínimos.
Por isso não foi possível a greve às avaliações e aos exames. Entraríamos em desobediência civil. E como a maioria dos professores de facto entregou os objectivos, é fácil ver o que aconteceria se tentássemos uma tal greve...

ILÍDIO TRINDADE disse...

Ao Bipalha:

Naturalmente, 'as outras formas de luta' seriam TODAS aquelas que não estão especificadas nos itens referidos!

Como deve compreender, numa sondagem deste género, não se poderiam expliciar TODAS as formas de luta possíveis, não só porque isso daria um "lençol" de opções, como, primeiro, teria de ser explicitado o conceito de cada uma.

Assim, optou-se por enumerar aquelas que todos conhecem... e reservar "OUTRAS" para todos os casos que nelas não coubessem.

Certamente, se "OUTRAS" tivesse uma votação significativa, ter-se-ia dedicado um texto de explicitação e reflexão sobre elas. Mas, como se vê, não foi o caso.

Assim...

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