quarta-feira, 20 de maio de 2009

TODAS AS FORMAS DE LUTA PRECISAM DE TODOS

A posição dos colegas de Lousada, a propósito da Manifestação de Professores, no dia 30, em Lisboa, gerou alguma reflexão sobre as formas de luta necessárias para se conseguirem resultados concretos. A questão não gera unanimidade, que não se confunde com "união". Publicamos hoje a resposta de um colega à carta-aberta vinda do Norte.

Da nossa parte, julgamos não haver outra forma que não seja o endurecimento da luta. Até que os sindicatos se decidam a isso... É TEMPO DE REERGUER A VOZ!



Desculpa entrar por aqui sem ser convidado…

Estive a reler a vossa carta. Repassei a vista pelos comentários e reparei num smile a um comentário meu, cliquei no nome e dei com o funtasticschool (gostei do nome e do conteúdo), encontrei o e-mail. Se fosse para não se encontrar não estaria ali, pensei, e resolvi bater à porta.

Compreendo perfeitamente os vossos argumentos. Fui sindicalizado desde 83 até Novembro do ano passado. No interior dos próprios sindicatos da Fenprof não há unanimidade, é por isso que há várias listas no spgl e a votação é hoje.

Contesto, tal como vocês o fazem, a actuação da plataforma sindical. A nossa acção foi enfraquecida estrategicamente (estou convencido disso), mas não eram precisos os sindicatos para nos desunir. O consenso foi milagre de maria de lurdes!

Também estou farto, mas não tão farto que consiga calar-me na contestação mínima. Aquela manifestação, e aquela data, existem, é o que temos, a manifestação não é dos sindicatos, é dos professores. Queremos mais, vamos dizê-lo.

Condenei a minha carreira à estagnação por não alinhar em nada desde o início, não vou agora ser cúmplice do esvasiamento total ao desparticipar em tudo, é o ME que canta vitória.

Não critico quem vai nem quem deixa de ir. Contudo, lamento a desmobilização. Há quem se acomode ao mais fácil em nome dos erros alheios.

Se a vossa escola foi sempre tão combativa, tão unida, tão clarividente e generosa, não vejo razões para deixar de o ser. Se têm fôlego, gostava de contar convosco em Lisboa. Três ou quatro escolas dessas, em peso (com a minha não posso contar e isso é que é triste), com energia, com alegria e cor, eram suficientes para fazer ouvir a contestação e exigir o endurecimento da luta. Ficando em casa ninguém vos ouve. Receberam resposta à carta?

Os sindicatos a norte parecem mais favoráveis ao endurecimento da luta, podem ter acesso a um microfone… Vamos tomar de assalto o palanque.

Protelar tudo para as eleições não vai resolver. Não são as eleições que vão pôr fim à deseducação e não é pela minha desistência que me vencem.

Desculpa a intromissão, gostaria muito de não ter saudades vossas no dia 30.

Um abraço solidário.

Teodoro Manuel

3 comentários:

AlexM disse...

Concordo perfeitamente com o colega Teodoro. Compreendo a posição da escola mas a verdade é que só com professores é que se luta pelo respeito aos professores. TODOS são precisos por isso era importante irmos todos para a rua...

Ana, professora disse...

Teo, subscrevo! Até dia 30 :-)

celeste caleiro disse...

Vá lá, há pessoas sensatas e calminhas e conseguem fazer o desenho a estes colegas de Lousada, para que entendam que estas lutas vão ser sempre duras e muitos desistem a meio e baixam os braços, e dizem mal do que é possível fazer, porque é mais fácil...psicologia pura, que pode ser a lógica do diabo.Estejam mais atentos...

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