José Carlos Jacinto (zeca.abt@hotmail.com)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
CONTRA OS CANHÕES MARCHAR… MARCHAR
Como profissionais do ensino não podemos, nem devemos ficar inebriados pelos “pseudo-avanços” alcançados com a definição de objectivos individuais por alguns PCE e acantonados logo a seguir, mas sim prosseguir a luta; pois só reforçando e enfrentando as situações de frente é que elas podem ser ultrapassadas e resolvidas. Dar tréguas é reconhecer o fracasso de ideias e convicções de quem nelas acredita. Maria de Lurdes Rodrigues e restante comitiva é fria e insensível como a ‘pedra’ e não cede aos argumentos apresentados pelos intervenientes no processo educativo (professores e alunos) e distancia-se, só admitindo mesmo fazer parte da solução e nunca parte do problema! Com um governo cúmplice que lhes dá cobertura e trata aliás os seus professores como professorzecos, ratos, coitadinhos… nunca e em tempo algum pode ser credível e estar de boa-fé. Não é adoptando um regime de avaliação meramente economicista; não é mantendo um ECD inconstitucional (porque não negociado); não é tentando precarizar a profissão docente com uma lei suspensa mas não revogada (Lei 12-A/2008); não é com um novo modelo de gestão imposto às escolas com a figura do Director que se conseguem resultados. Por muito esforço que faça, não consigo compreender a visão tecnocrática dos que se convencem que fazendo despachos as coisas avançam. As coisas avançam mudando a realidade das escolas. É nesse sentido que devemos estar prontos e continuar a exigir em consciência e determinação a mudança radical nas políticas levadas a cabo pela actual equipa ministerial; bem como continuar a luta pela suspensão deste processo estapafúrdio chileno de ADD. Foi preciso continuar o espírito da jornada com nova paralisação em 30 de Maio e certamente serão precisos muitos mais dias já no início do próximo ano lectivo, a cair em cima das autárquicas ou das legislativas! Sejamos pois participantes, participativos e coerentes nas nossas tomadas de posição. Esta avaliação e este ECD não serviram, nem nunca podem servir o interesse dos docentes, da escola pública, dos alunos e da educação. Citando Brecht: “ temos de ser nós todos, o povo baixo, a dar a volta a esta trampa. Leve o tempo que levar”.
Um abraço/ leitor e assinante devidamente identificado
Etiquetas:
Avaliação de Desempenho,
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Opinião
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6 comentários:
O OBJECTIVO PRIORITÁRIO NOS PRÓXIMOS TEMPOS ...
... Deveria ser pressionar os actuais partidos da oposição para revelarem em detalhe quais os seus programas eleitorais -e de governo- para a área da educação e arrancar-lhes compromissos públicos com o eleitorado docente:
O que farão com o actual ECD? Em que pontos o irão alterar ? Em que sentido vão as alterações ?
E a avaliação de docentes?
E a divisão artificial TITULARES/PROFESSORES?
E a gestão das escolas, quais os planos ?
Os Movimentos de Professores, como organizações não-sindicais podiam fazer esse trabalho - que penso já iniciaram - e a seguir divulgar em detalhe os planos de todos os partidos - ítem por ítem - em relação a estes problemas da escola pública, num estudo comparado.
Uma ampla e clara divulgação dos planos dos partidos para a educação irá vincula-los publicamente aos seus compromissos eleitorais.
Só assim a escolha eleitoral dos professores será consciente !
Só assim saberemos quem tem verdadeira consideração pelas classe docente e quem quer defender a escola pública e a democracia nessa instituição.
SÓ DESTA MANEIRA TEREMOS CHANCES DE USAR DE FORMA LIVRE E CONSCIENTE O NOSSO VOTO COMO UMA ARMA DE DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA.
Mas precisamos de SABER CLARAMENTE E EM DETALHE OS PLANOS QUE AS DIVERSAS LIDERANÇAS PARTIDÁRIAS TÊM PARA A EDUCAÇÃO para não votarmos de olhos vendados como alguns querem.
" Vamos tomar cuidado, com as promessas assinadas em papel molhado "
Subscrevo inteiramente o comentário de carlos das 17:02.
Foi-te atribuído o prémio PRÉMIO LEMNISCATA pelo blogue porquemedizem. Os meus parabéns e um abraço.
Ver: http://porquemedizem.blogspot.com/2009/06/premio-lemniscata.html#links
O Colega Carlos tem toda a razão, VOTAR DE CONSCIENCIA INFORMATIVA...
Concordo com o Carlos, mas convêm não esquecer este modelo de gestão que é uma vergonha. Os Directores preparam-se para exercer o poder...
Também não fazia mal nebhum explicar aos partidos os pontos a alterar e porquê!
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