sexta-feira, 19 de junho de 2009

DE BESTAS A BESTIAIS

Muito por causa dos professores, os resultados das Europeias, que deixaram o PS e o Governo em estado de choque, e as legislativas que se aproximam têm destas coisas: levar os homens à incoerência.

Diabolizados, de "professorzecos" e responsáveis pelo insucesso, os professores são agora, por conveniência, os excelentes e competentes professionais...

Há quem tenha passado de "besta a bestial", mas também há quem continue a manter-se sem pinta.

Será que alguém acredita nestes (des)governantes?



Secretário de Estado da Educação em conferência de imprensa
Jorge Pedreira diz que críticas às provas de aferição põem em causa "seriedade" dos professores

O secretário de Estado da Educação afirmou hoje que as críticas de facilitismo feitas às provas de aferição colocam em causa, com “a maior leviandade”, a “seriedade e competência” dos peritos e professores que elaboram os exames.

“As críticas vêm sempre dos mesmos e as comparações que pretendem demonstrar que as provas são cada vez mais fáceis pecam por falta de rigor, seriedade e de profissionalismo, não obedecendo às mais elementares regras técnicas para comparar a facilidade ou a complexidade das provas”, frisou.

Para Jorge Pedreira, estas apreciações recusam-se a reconhecer e a valorizar o trabalho das escolas e dos professores com os seus alunos. “Os progressos, que aliás estão longe de serem espectaculares, são perfeitamente consistentes com o trabalho acrescido realizado nas escolas”, salientou, lamentando que este trabalho nunca seja “reconhecido como a razão das melhorias”.

O secretário de Estado acrescentou que as críticas, feitas “supostamente em nome do rigor, mas atribuindo sempre qualquer melhoria a mais facilidade, constituem, afinal, o maior desincentivo a que haja mais estudo e mais trabalho”.

Para Jorge Pedreira, existe na Educação em Portugal uma “petição de princípio que é impossível melhorar”.

“O sistema é mau, os alunos não trabalham, os professores não trabalham com os alunos, não se faz nenhum esforço e, portanto, é tudo mau. Uma qualquer melhoria de resultado tem de resultar de uma maior facilidade na avaliação”, ironizou.

Jorge Pedreira lamentou que haja “um grupo de pessimistas encartados relativamente à Educação em Portugal, que tem uma agenda política que vai no sentido da privatização da Educação e que, de facto, aquilo que querem é demonstrar sempre que é impossível melhorar o sistema”.

Por outro lado, salientou, “é preciso esclarecer, de uma vez por todas, que não é o Governo, nem nenhum gabinete ministerial que faz ou corrige as provas”.

As provas de aferição e os exames nacionais são elaborados e auditados por peritos e professores e são corrigidos por professores.

“As críticas põem em causa, sem nenhum fundamento e com a maior leviandade, a seriedade, competência e profissionalismo desses peritos e professores”, reiterou.

1 comentário:

Anónimo disse...

AH, mas não esqueçamos estes elaboradores de provas facilitistas estão ao serviço de um ME estatistico e de um comando técnico que os paga para assim serem...
Não esqueçamos...
Porque será que estes senhores do ME não estão ao menos calados, é que irritam menos se se remeterem ao silêncio.

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