domingo, 21 de junho de 2009

MODELO DE AVALIAÇÃO A PARTIR DO ZERO

Em 18 de Abril de 2008, referi, num debate na Comuna, em Lisboa:

"A solução não pode passar por mais uns remendos ou uma reforma do mal reformado. A solução tem de ser “partir do zero”. E partir do zero significa qualquer coisa como voltar ao momento da não discórdia. E isso significa, imagine-se, voltar quatro anos atrás e começar tudo de novo. Incrivelmente, a única solução passa por branquear quatro anos de governação atroz, especialmente em matéria de educação. Imaginar que tudo isto foi um pesadelo..."



Professores
Soluções do ministério para avaliação rejeitadas

Modelo. Ministra pediu ao Conselho Científico para optar entre prolongar Simplex ou voltar ao modelo inicial, com alterações. Docentes reafirmam que solução passa por ter um novo em Setembro

Sindicatos e movimentos de professores rejeitam as duas opções colocadas pela ministra da Educação para o futuro da avaliação. Nem o prolongamento do Simplex nem a aplicação do modelo inicial, mesmo com alterações, servem. Defendem, pelo contrário, a suspensão do modelo em vigor e a construção de um novo, de raiz, para aplicar em Setembro. E alertam para a confusão que virá de uma sobreposição dos dois modelos, entre Setembro e Dezembro.

Está prestes a terminar um ciclo de aplicação do modelo avaliativo e o Governo incumbiu o Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) de decidir o que fazer no próximo ano lectivo, altura de iniciar um novo ciclo. Apesar das críticas e dúvidas levantadas pelos conselheiros no seu relatório publicado na sexta-feira, Maria de Lurdes Rodrigues pediu ao CCAP para decidir entre a manutenção do modelo simplificado ou o regresso ao original, com as alterações necessárias.

"Nenhuma tem sentido", diz Ilídio Trindade, do Movimento Mobilização e União dos Professores (MUP), defendendo um regresso à estaca zero e o fim dos "remendos". "Não houve condições para serenar este processo. Tanto um modelo como outro insistem nas quotas, que rejeitamos", acrescenta.

João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação (FNE) também acredita que a melhor opção é começar a negociar um novo modelo. "De Simplex em Simplex, era óbvio que o modelo ficaria esgotado", disse ao DN. O secretário geral da FNE afirma ainda ser uma "desconsideração" da ministra pedir aos conselheiros que tomem uma opção, quando fizeram tantas críticas ao modo de implementação do modelo.

Para a Fenprof, a posição assumida por Maria de Lurdes Rodrigues é "inqualificável e um atestado de incompetência do Ministério a si próprio". Mário Nogueira, secretário geral da federação, diz que pedir ao CAAP para optar por uma destas soluções é "a prova de que o ME não é capaz de construir um novo modelo".

O também porta-voz da plataforma sindical considera ainda esta posição de Maria de Lurdes Rodrigues "um desrespeito pelo compromisso assumido na Assembleia da República de alterar ou até substituir o modelo". Mário Nogueira lembra os protestos e a contestação à entrega de objectivos individuais. E promete: "Se os docentes chegarem a Setembro, e forem confrontados com a mesma avaliação, com quotas e objectivos, a senhora ministra não termina o seu mandato sem mais uma manifestação na Avenida da Liberdade".

Apesar da missão do Conselho Científico, está prevista uma ronda de negociação com os sindicatos sobre a avaliação. Este assunto inclui-se na revisão do Estatuto da Carreira Docente e, segundo a FNE, poderá ser abordado já na próxima reunião de quinta-feira. "Nós já entregámos a nossa proposta de modelo em Fevereiro. Aguardamos a do ME", lembra João Dias da Silva. Já a Fenprof não está tão confiante na apresentação de uma proposta da tutela na reunião com o ME, na sexta feira.

Paulo Guinote, autor do blogue Educação do Meu Umbigo, considera que a posição do Governo "é a admissão que o modelo estava errado, e tem de ser mudado, sem, contudo, nunca ter sido aplicado". Ao DN, o professor sublinhou ainda as confusões que podem decorrer da sobreposição dos dois modelos: o que vigora e, cuja aplicação pode ser estendida até 31 de Dezembro, e o que surgirá em Setembro.

Recorde-se que, apesar de muitas escolas terem definido a entrega da auto-avaliação para Junho e Julho (até porque há concursos este ano), o calendário da avaliação estende-se até ao final do ano. "Durante quatro meses, podemos ter avaliadores a concluir avaliações com base num modelo e já a aplicar outro", afirma Paulo Guinote. "É ridículo. Reconhece-se que o modelo em vigor não serve. Mas leva-se a sua aplicação até ao fim, correndo o risco de o aplicar ao mesmo que tempo que este já foi substituído por outro supostamente melhor".

4 comentários:

Anónimo disse...

O Conselho Cientifico deveria pedir de imediato a sua suspensão da Avaliação de Desempenho e de seguida pedir a sua demissão deste orgão.... se tivessem .....nos sitios!

Anónimo disse...

Governo incumbiu o Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) de decidir o que fazer no próximo ano lectivo, altura de iniciar um novo ciclo.

PARA QUE SERVE AS OPINIÕES SE O GOVERNO NÃO QUER DAR ATENÇÃO NEM OUVIDOS....A CONTINUÇÃO DESTE SENHORES É UMA VERGONHA. ONDE ESTÁ A DIGNIDADE E O RESPEITO.

Anónimo disse...

Aos sindicatos: é agora ou nunca! O governo está fragilizado: Tenham Juízo e aproveitem esta onda...eu, sindicalizada, vou dar mais um voto de confiança ao meu sindicato, mas apenas só mais um! Espero que consigam que este modelo seja suspenso e que a avaliação deste ano não tenha efeitos nenhuns, além de uma efectiva revisão do ECD.

Safira disse...

É arrasar com essa gente de vez! Mas não podem ser os profs sozinhos a fazer essa empreitada. Têm que se unir todos na defesa da escola pública e dos seus direitos profissionais!!!

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