quinta-feira, 18 de junho de 2009

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Entrevista à SIC José Sócrates: «Estou muito satisfeito comigo»

Ontem

O primeiro-ministro assumiu que os resultados das europeias «revelam um desgaste político» que atribui à crise financeira e às «tensões e conflitos» gerados com «muitas reformas em pouco tempo». José Sócrates assumiu o «erro» de uma avaliação de professores «burocrática», mas fez um balanço positivo do seu mandato: «Estou muito satisfeito comigo»

Sócrates reconhece um erro de governação

In SOL.

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Primeiro-ministro em entrevista à SIC
Sócrates diz estar "muito satisfeito" consigo

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que o objectivo do PS para as próximas eleições é fazer "uma coligação com o país", sem esclarecer o que fará no caso de não alcançar uma maioria absoluta nas legislativas."Eu tenho um objectivo e não devo comentar outros cenários que retirem força a esse objectivo", afirmou, em entrevista à SIC e SIC-Notícias, lembrando que já em 2004 se recusou a admitir outra hipótese que não fosse a maioria absoluta. Instado a avaliar o seu papel como primeiro-ministro, José Sócrates respondeu: "Estou muito satisfeito comigo (...) É preciso muita determinação para andar na vida pública. Mas não quero ser juiz em causa própria, vamos deixar esse julgamento para os portugueses".

In Público.

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Sócrates: "Estou muito satisfeito comigo"

Clique aqui para aceder ao especial sobre a entrevista do primeiro-ministro, José Sócrates, à SIC . Um dossiê que contém noticiário, reacções, opinião do leitor e comentários áudio de Clara Ferreira Alves e Daniel Oliveira.

In Expresso.

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Entrevista do PM à SIC
José Sócrates: “Estou muito satisfeito comigo”

No rescaldo da moção de censura apresentada pela oposição, o primeiro-ministro José Sócrates abordou hoje, em entrevista à SIC, alguns temas mais polémicos da sua legislatura, como obras públicas, défice, avaliação de professores e BPN/BPP. A entrevista foi conduzida por Ana Lourenço.


Sobre o fracasso eleitoral

José Sócrates afirmou que “é preciso fazer uma leitura séria dos resultados, mas também lúcida e realista”, considerando que a expressão eleitoral revelou “um desgaste político, mas também um estímulo para o PS fazer melhor”.

O primeiro-ministro aponta como causas do fracasso “as muitas reformas que tivemos de fazer em pouco tempo, o que gerou conflitos e tensões em alguns sectores da sociedade, a que se somou a crise económica e financeira mundial. Estes dois factores criaram alguma desilusão”.

Sobre o ensino

Em relação às políticas na área do ensino, que geraram grande polémica, José Sócrates considerou que, embora necessária, “gostava de não ter apresentado uma avaliação de professores tão exigente e tão burocrática”. No entanto considerou que, no geral, as reformas feitas no ensino “tornaram melhor o nosso sistema escolar”, salientando que “quando se olhar para trás, veremos que o que foi feito hoje era necessário”, dando como exemplos a aposta no ensino profissional e o combate ao insucesso escolar. “Quando chegámos ao Governo 11% das crianças chumbavam na segunda classe, conseguimos passar para 6%”, disse.

Sobre o défice, a crise e a manutenção dos empregos

José Sócrates prevê que a sua legislatura vá acabar com o défice previsto de 5,9%. “Está em linha com a média da UE”, disse. “Era o maior défice da UE”, mas “neste momento não há défice excessivo”. “Estamos numa posição confortável. Já ninguém olha para Portugal como um problema a este nível”, acrescentou.

Ana Lourenço questionou o primeiro-ministro sobre a “manutenção artificial dos empregos” que o Estado implementou na sequência da crise. Sócrates revelou que a mensagem que deu às empresas foi: “Em vez de despedirem as pessoas, ponham-nas em formação. Nós pagamos. (...) A Leon, uma das fábricas que ajudámos, já está a trabalhar, até com horas extraordinárias”.

José Sócrates invocou a crise mundial iniciada em 1929 com o crash da bolsa de Wall Street e a doutrina de Keynes: “[nessa altura,] a única resposta inteligente foi o investimento do Estado.”

“Neste momento, o sector privado não faz investimento, tem de ser o Estado a fazê-lo”. Sócrates justifica assim a antecipação das reformas previstas para os próximos anos.

Sobre o TGV

O primeiro-ministro criticou o “atraso na execução dos grandes projectos”, afirmando que “o adiamento destes investimentos e hesitação há quinze anos prejudicam o País”. “O que está em causa é o seguinte: queremos uma estação de alta velocidade em Lisboa ou queremos ir apanhá-lo [TGV] a Badajoz? Não quero que o país fique para trás”, disse.

Em resposta às críticas do PSD em relação ao TGV, José Sócrates relembrou aquilo que disse, esta tarde, no Parlamento, mostrando um documento assinado por Durão Barroso em 2004 que se comprometia com “5 linhas de TGV”.

Contou: “Vivia na Covilhã e durante a minha geração demorávamos cinco horas a chegar a Lisboa. (...) Pagámos a factura [das autoestradas] durante décadas, mas eu aceito pagar. (...) Pagámos a ponte 25 de Abril durante várias gerações.”

Sócrates acha que o comentário do Presidente da República sobre o facto de o Governo ter remetido o TGV para a próxima legislatura, “aplaudiu o escrúpulo democrático do Governo. (...) É melhor esperarmos que o próximo Governo tome posse para decidir.”

“O TGV dá emprego e oportunidade de negócio.”

“Na altura em que o BPN foi nacionalizado, foram nacionalizados sete bancos europeus. (...) O Governo americano não agiu [na falência do Lehman Brothers] e a consequência foi a quebra generalizada da confiança nos bancos.”

O primeiro-ministro voltou a dizer que a decisão de nacionalizar o BPN foi tomada porque a falência do banco comprometia o sistema bancário português. “Tomámos uma posição diferente no BPP agora porque temos a certeza de que não afectará o conjunto” e “se o BPP desaparecer isso não cria problemas para o sistema bancário”, insistiu.

O Governo aceitou "que o banco pode falir” . Sócrates considera que o concedeu ao banco uma “morte assistida”, garantindo os depósitos dos clientes.

Sobre os clientes do Retorno Absoluto, que tinham adquirido capitais de risco, o primeiro-ministro disse: “Encontrei muitas dessas pessoas e estão muito longe de ser pessoas riquíssimas, muita gente tinha [no BPP] as poupanças da suas vidas, e parte-se-me o coração saber que o banco lhes mentiu”.

No entanto, concorda com as declarações do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que disse aos clientes que deveriam colocar o banco em tribunal e que o responsável pelo que lhes aconteceu não é o Estado e, portanto, não deve ser o Estado a resolver o problema.

“Tenho esperança de que as coisas melhorem e de que os activos valorizem para as pessoas recuperarem os seus investimentos”, declarou Sócrates. Questionado sobre se seria possível ajudar estes clientes, afirmou: “abriríamos um precedente terrível: teríamos de indemnizar todos os investidores que fossem alvo de vigarices por causa de um banco”.

Sobre se Vítor Constâncio se deve demitir

Partidos como o PCP e o CDS-PP têm dito que o Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, se deve demitir por não ter agido no caso BPN. Sócrates acha “injusta” a avaliação.

“Custa-me ver a comissão de inquérito ser tão respeitosa com aqueles que cometeram as irresponsabilidades que cometeram com a administração do banco e tão agressiva com o governador do Bando de Portugal. Acho isso chocante."

Para Sócrates, a comissão foi “solícita e compreensiva" com os administradores.” Mas admite que “no caso da supervisão temos que tirar lições”, embora refira que “as falências são provocadas pela crise, mas os males do banco devem-se a uma gestão absolutamente irresponsável, para não dizer suspeita, de actos criminosos absolutamente indecorosos”.

Sobre o futuro governo

Em relação às próximas eleições e a um futuro governo, José Sócrates afirmou que “o futuro governo será um governo com novas realidades”, salientando que “fizemos reformas que ninguém teve coragem de fazer e que agora estão feitas. O futuro governo não terá de olhar para trás. Os sacrifícios que pedimos aos portugueses foram para pôr as contas públicas em ordem. Se não tivéssemos feito isso agora não podíamos ajudar ninguém”.

Na entrevista, o primeiro-ministro não revelou detalhes sobre uma possível coligação. Disse apenas:"O objectivo do PS é fazer uma coligação com o país."

Para Sócrates, a derrota nas europeias não abalou a legitimidade do Governo. “A nossa legitimidade está intocável”, disse. “Considero um abuso daqueles que querem transformar as europeias em legislativas”, e acrescentou que "questionar a legitimidade do Governo é um desrespeito para a democracia”.

Demarcou-se do PSD: "distingue-me do PSD um ponto: as funções sociais do Estado. O Estado tem um papel na nossa sociedade, proteger quem deve ser protegido, não deixar ninguém para trás e deixar áreas na mãos do Estado como educação, saúde e Segurança Social."

José Sócrates acusou a agenda do PSD de estar "escondida" quando defende a privatização parcial da Segurança Social.

Lembrou as declarações mais polémicas de Manuela Ferreira Leite: "Não me ocorreria dizer que o casamento tem como objectivo a procriação ou que as obras públicas servem para cabo-verdianos e ucranianos".

"Sou de uma esquerda que acha absolutamente necessário que o Estado tenha as contas públicas em ordem."

"O próximo-primeiro ministro não precisa de se preocupar com as contas do Estado."

Para finalizar, Ana Lourenço perguntou a José Sócrates se se achava um bom primeiro-ministro. A resposta foi: "Estou muito satisfeito comigo."

In Diário de Notícias.

3 comentários:

Anónimo disse...

O senhor Ministro ainda vai bem a tempo de corrigir os erros, basta revogar ou anular tudo que esteja relacionado com a Avaliação de desempenho...depois ouça os profissionais com atenção. Desejamos ser avaliados com justiça e corencia.
Acabe com as duas carreiras.

Anónimo disse...

Quem cometeu tantos erros não pode nem tem o direito de obrigar outros a serem avaliados...Suspensão imediata desta avaliação.

Afinal quem teve uma nota bastante negativa foi o Ministro e a Ministra e Seus Secretários barrocos.

Anónimo disse...

O QUE DEVE FAZER QUALQUER PESSOA SENSATA QUANDO VERIFICA QUE ERROU?

DEVE OU NÃO CORRIGIR O ERRO?

RECONHECER O ERRO SEM ALTERÁ-LO DE NADA SERVE.

ANULE-SE DESDE JÁ ESTA AVALIAÇÃO.

UTILIZE-SE TODO O TRBALHO E TEMPO PERDIDO COMO UM INSTRUMENTO MERAMENTE FORMATIVO.

Desde 01-01-2009


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