Novo Estatuto da Carreira Docente deve entrar em vigor no próximo ano lectivo
Estão na recta final as negociações sobre o Estatuto da Carreira Docente. O Ministério da Educação quer fechar o documento dentro de um mês e meio para poder entrar em vigor no início do próximo ano lectivo. A Fenprof não está de acordo com vários pontos do estatuto e ameaça afastar-se das negociações.
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In TSF.
Avaliados pelo 'simplex' penalizados com prova
Os professores contratados avaliados pelo modelo simplificado têm de fazer a prova de ingresso. Só serão dispensados os que têm mais de quatro anos de serviço e tido Muito Bom, Excelente ou pedido avaliação completa.










4 comentários:
Como é de esperar, a esquerda reformista vai fazer pesar um enorme esforço de propaganda para a tal «alternativa eleitoral» de esquerda. Isto significa que os militantes dos partidos de esquerda que estão a participar activamente em processos da luta de classes (seja ao nível das empresas ou de outras lutas de classe não directamente laborais) serão induzidos a pôr entre parêntisis essas tais lutas, para se dedicarem à propaganda política. Surgirá mais uma vez uma acalmia da luta de classes num momento em que a classe trabalhadora está sob fortíssimo ataque.
Por outras palavras, os burocratas sindicais/políticos estão já a congeminar um desviar das energias para a pugna eleitoral, a qual nunca irá resolver nada, sobretudo porque é escusado termos a ilusão de que com ESTES burocratas na direcção dos sindicatos e dos partidos teremos uma perspectiva revolucionária da luta de classes.
Sempre, em Portugal, os períodos eleitorais são de «paz social».
Muitas lutas, ou são completamente abandonadas pelos trabalhadores, desencorajados pelo fraco apoio e solidariedade, ou então mantidas num isolamento pavoroso, num silenciamento, não apenas pelos detentores do poder capitalista, como dos representantes sindicais nos quais os trabalhadores confiaram.
A luta em Portugal é mais difícil porque é necessário conduzi-la desde o seio da classe trabalhadora contra o grande capital, mas igualmente contra a classe coordenadora que se apossou das direcções sindicais para se auto-perpetuar.
Com esta medida todos os contratados terão que começar a solicitar a avaliação completa (componente científica) para obter o MB ou o Excelente. Só assim estão dispensados do tal exame.
Trata-se de uma forma subtil, em meu entender, de dividir o corpo docente e subverter (artificialmente) o tradicional lema "a antiguidade é um posto".
Ao verem-se ultrapassados por pessoal mais novo, os "veteranos" sentir-se-ão também eles, naturalmente compelidos a solicitar a referida avaliação completa, para não se verem "ultrapassados". E assim a engrenagem começa, finalmente, a funcionar em pleno.
Convenhamos que há algo de perverso e maquiavélico mas, ao mesmo tempo, de intencional nesta medida, cujo fundamento se alicerça na conhecida divisa "dividir para governar".
Com este paradigma, o que se ganha em competição (doentia), perde-se, seguramente, em relação ao clima de camaradagem e cooperação.
As grandes empresas terão, desde já, abandonado esta forma de organizar o trabalho, fundamentadas em estudos psicológicos.
Só, mesmo, neste país, com estes pseudo pedagogos ...
Leitor Atento
Como isto é só para os contratados ninguém se vai importar...
E o que estão a fazer os sindicatos tão caladinhos?
Então os professores ajudam a derrotar o PS (não tenhamos dúvida que, no meio de tanta abstenção, os professores foram votar em massa!) e os sindicatos não aproveitam para fazer mais qualquer coisa? Que andam a fazer em pseudo-negociações? Parece que cada vez que há uma negociação ficamos pior....agora mais esta da prova! Que andam afinal os sindicatos a negociar? Em vez conseguirem qualquer coisa de bom para os professores há cada vez mais notícias más? Tou a ficar farta dos sindicatos! Vamos dar cada vez mais força aos movimentos independentes!
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