Muitos não puderam ir. Milhares de outros recusaram-se a participar, não porque tenham desistido da luta, mas porque fazem parte do grande número daqueles que apenas se revêem em acções mais radicais que possam derrubar de vez a prepotência dos responsáveis governativos.
Uns e outros continuam a demonstrar que a sua dignidade não tem preço a dar um sinal claro de que não permitirão que este Governo continue a espezinhar os professores e a destruir a Escola Pública.
A Manifestação deste Sábado permitiu ainda mostrar que os professores continuam disponíveis para combates futuros e que esperam das direcções sindicais acções mais ousadas e eficazes, que pressionem efectivamente o Ministério e que não se limitem a passar o tempo em processos negociais arrastados que servem unicamente os interesses do actual Governo.
Esta luta não pode ser encarada num calendário demorado e sem limites, como temos ouvido a alguns dirigentes sindicais. Muito do que está em causa, o tempo tornará irremediável.
O que se efectivamente se passa nas escolas e o que está na origem desta luta já demorada exigem um definitivo endurecimento da luta, sob pena de nada se ter ganho ou se vir a ganhar. O tempo urge e há que, de forma inteligente, ser o farol dos professores e encontrar formas de luta que obriguem ao recuo da Ministério da Educação.
Tal como até agora, o MUP continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance - apoiando, colaborando e lançando inciativas próprias - para que a luta dos professores se centre no essencial e todos consigamos os objectivos que têm estado na origem dos nosso protesto, até que, finalmente, consigamos a satisfação das nossas justas reivindicações.









2 comentários:
Está na hora de "endurecer a luta". Se continumaos neste ram ram não vamos lá....é como diz o ditado: "o tempo apaga tudo"...os sindicatos que saibam aproveitar esta persistência dos professores...
Aos sindicatos não lhes interessa nada mudar de estratégia na luta dos professores. Eles são políticos, não são professores.
O que é preciso é que os MOVIMENTOS ganhem força e poder para representarem a classe, porque esses sim estão no terreno e são professores. Bem hajam aos movimentos!
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