segunda-feira, 1 de junho de 2009

SONDAGEM: "QUE MEDIDA(S) PARA PACIFICAR A CLASSE DOCENTE"?

Durante alguns dias, o MUP disponibilizou uma sondagem cujo objectivo era tentar compreender que medida(s) essencial(ais), na opinião dos professores, seria(m) necessária(s) para pacificar a classe docente.

Quer a sondagem, quer as projecções que ora aqui se fazem carecem, naturalmente, do rigor científico (?) das apresentadas pelas empresas que se dedicam ao assunto.

Independentemente desse facto, abordaremos aqui os números obtidos e possíveis projecções/conclusões a tirar, na medida em que os 1.841 votos entrados não são desprezáveis.

1º Os sete itens previamente colocados à disposição na sondagem parecem coincidir com os pontos fundamentais para a pacificação da classe docente, visto terem percentagens significativas. A alternativa "Outra" apenas obteve 5% dos votos.

2º Em termos absolutos, a "reposição da autoridade do professor" é o que os professores consideram como a medida essencial (66%), facto que não deixa de ser interessante, sobretudo porque supera o "fim da divisão da carreira", embora com pouca margem.

3º O "fim da divisão da carreira" (62%) parece ser também dado incontornável a que os políticos devem dar atenção, caso pretendam que os professores terminem os seus protestos e a calma regresse às escolas.

4º O "fim do actual modelo de avaliação" (54%) e o que tem mais pernicioso ("fim das quotas para progressão" - 55%) são medidas exigidas pela maioria dos professores portugueses, não sendo a avaliação pelos pares o que mais incomoda os professores (apenas 38%),

5º É manifestamente significativa a opinião de que a "reposição da gestão democrática nas escolas" é fundamental (54%) para pacificar a classe docente e as escolas.

6º Não deixa de ser revelante que quase metade dos professores (45%) considera que se deveria "voltar atrás quatro anos e recomeçar tudo de novo" - proposta já apresentada publicamente pelo MUP.


O MUP agradece aos 1.841 visitantes que aceitaram colaborar nesta "sondagem".

9 comentários:

Anónimo disse...

A avaliação pelos pares é uma aberração e meio caminho andado para os amiguismos (já para não falar da (in)competênica de quem avalia)
Deveria ser feita por elementos exteriores às escolas e com formação específica em Supervisão pedagógica em Ensino...
Outra coisa que nunca li ninguém escrever: sim às aulas assistidas, mas surpresa e não calendarizadas, só para inglês ver...

Anónimo disse...

Não concordo com o anónimo acima. Tenho conhecimento de que a avaliação está a ser usada como arma de arremesso!

O meu percurso foi feito sempre no ensino público antigo "NÃO HAVIA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES" (à maneira de Sócrates) e tive professores exigentes e professores menos exigentes, todos foram diferentes na forma de dar as suas aulas. Sempre gostei de todos.

Mas afinal o que é isso de ser Bom ou ser Mau. Quem é que decide? O tipo que está ao meu lado?

Não é possível ter um estatuto de aluno onde tudo é permitido e um estatuto de professores onde nada é permitido.

Penso que a AVALIAÇÃO DE PROFESSORES deveria ser feita pelo grau académico e capacidade intelectuais através da prestação de provas e nunca em contexto de sala de aula por pares pedagógicos, que considero uma aberração, neste sistema de ensino que está instalado onde metade do tempo da aula é para mandar calar... meninos que não querem fazer absolutamente nada.

Anónimo disse...

Não concordo com o anónimo acima. Tenho conhecimento de que a avaliação está a ser usada como arma de arremesso!

O meu percurso foi feito sempre no ensino público antigo "NÃO HAVIA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES" (à maneira de Sócrates) e tive professores exigentes e professores menos exigentes, todos foram diferentes na forma de dar as suas aulas. Sempre gostei de todos.

Mas afinal o que é isso de ser Bom ou ser Mau. Quem é que decide? O tipo que está ao meu lado?

Não é possível ter um estatuto de aluno onde tudo é permitido e um estatuto de professores onde nada é permitido.

Penso que a AVALIAÇÃO DE PROFESSORES deveria ser feita pelo grau académico e capacidade intelectuais através da prestação de provas e nunca em contexto de sala de aula por pares pedagógicos, que considero uma aberração, neste sistema de ensino que está instalado onde metade do tempo da aula é para mandar calar... meninos que não querem fazer absolutamente nada.

Li

FÁTIMA PAIS disse...

Avaliação sim, mas por agentes exteriores às escolas secundárias- com nome reconhecido em Supervisão/ Metodologia e Didáctica. Só assim seria um processo justo e não a fogueira de vinganças das horríveis invejas dos incompetentes instaladíssimos, que fizeram uma carreira "cantando e rindo", trabalhando mal ou nem sequer trabalhando e tentando minar o trabalho dos colegas que têm consciência .
Maria de Fátima Pais-Escola Secundária António Sérgio

Anónimo disse...

Eu também acho que devia haver "visitas" a aulas sem aviso, era isso e também uma visitas ao local de emprego do 1º ministro é que isto de dormir até ás duas da tarde acabava logo, já agora também uma vistas a alguns locais de trabalho de certos trabalhadores não só da função publica como fora e era já hoje, tive meia hora á espera que uma java.... me atendesse porque a madame estava na galhofa e no riso com as amigas, era já posta na rua. A mer... enquanto não for toda limpa deste pais isto nunca mais lá vai.

Vista supresa para o badarm... com ideias idiotas era logo a limpeza perfeita.

Anónimo disse...

avaliar professores

punir juizes

fiscalizar policias

libertar presos,

só falta multar a brigada de tansito quando for em serviço

são tudo ideias bonitas mas este pais ja chegou ao limite!!!!

Anónimo disse...

O que está em causa não é pacificar, aqui ninguem tem que ser pacificado nem calado.

Coloquem um ensino serio e não esta feira de mentiras, hipocrisia e fantochadas em q alunos nem aprendem, nem profs conseguem trabalhar como deve ser.

Anónimo disse...

Os elementos exteriores ás escola não têm competencia para avaliar seja o que for, porque estão fora do meio, não conhecem a realidade das escolas iria ser uma barbaridade.

Só mesmo quem não dá aulas pode fazer comentários destes, tipicamente quem desconhece o que diz.

Avaliar um prf. numa escola boa, não é a mesma que avaliar um prof. ali na escola de Chelas.Se tivesse calado ganharia melhor com isso.

Ja agora tem que me dizer onde trabalha, talvez lhe fizesse uma inspecção supresa.

É muito bonito a falar sem saber o que diz, é pena é só vires para aqui destabilizar, vá mas é trabalhar o seu mal é esse.

Anónimo disse...

Esta avaliação e determinados comentários só têm um objectivo:

Lançar confusão, para cortar de uma maneira vergonhosa no salário dos professores, enquanto andarem distraidos com isto, não reclamam.

Como é possivel que antigamente um coronel do exercito ganhava tanto como um professor reformado e agora sem fazer nenhum e estando só sentado a uma secretaria assinando meia duzia de papeis ganha mil contos (em moeda antiga). Quem atura miudos mal criados e tem que fazer fichas todos os dias, corrigir testes, reuniões e tem a responsabilidade que tem, traz 150 contos para casa e para o ano não sabe onde fica ou se até tem emprego.

Este pais não tem futuro, quando um professor ganha tanto como um operario fabril.

Não contem comigo para esta palhaçada.OUVIRAM!??

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