Depois dos ferozes ataques a que os professores foram sujeitos por parte do PS (governantes, deputados, militantes e invejosos), prescindir do direito de voto, é o equivalente a admitir que somos coniventes com o fabrico artificial de estatísticas, com a propaganda indecente e com o recrudescer do autoritarismo, obscurantismo, injustiça, prepotência, incompetência, ignorância, intolerância, arrogância e outras “ânsias”. É o mesmo que admitir que somos coniventes com o ECD, ADD, Prova de Ingresso, CCAP, Novo Modelo de Gestão Escolar, Estatuto do Aluno, Novas Oportunidades e todas as tretas inventadas pelo ME para nos desprestigiar, infernizar a vida e para nos martirizar. Fomos atingidos ilegitimamente na nossa dignidade.
Um destes dias ainda virão dizer que, graças a eles, o parque escolar tem mais qualidade, mais quadros interactivos, mais projectores de vídeo, mais Magalhães. O que eles não vão dizer, é que os milhões gastos nessas negociatas, de cuja legalidade até a própria Comissão Europeia duvida, foram roubados aos professores, os quais durante esta legislatura, viram as suas carreiras irremediavelmente congeladas e, com elas, as correspondentes remunerações. Fomos roubados indecentemente nas nossas expectativas remuneratórias.
Nós professores, temos o dever moral e cívico de denunciar todos os deputados e governantes que, de uma forma oportunista, ao longo desta legislatura, sempre colocaram os seus interesses particulares acima do interesse geral e do bem do país e espezinharam os direitos de todo um grupo profissional.
O acto de votar é um dever de todos os cidadãos. Os professores e educadores devem dar o exemplo de como se exerce a cidadania e, como tal, devem ir votar no domingo e, mais do que isso, devem apelar ao voto.
Mas o voto é mais que um dever, é também um direito. Não podemos, de forma alguma, prescindir dos nossos direitos. É imperativo que todos os professores exerçam o seu direito. Por isso colega, não esqueças do que este PS te fez. Por isso colega, domingo vai passear, vai à praia, à serra, ao campo, ao jardim, ao centro comercial ou fica em casa, mas não deixes de ir votar.
Luís Moura









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