segunda-feira, 27 de julho de 2009

ATENTADO À QUALIDADE DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO

E-mail do Director da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona, Jorge Proença.

Monitores e estagiários parece ser a grande aposta da qualidade que emerge da legislação portuguesa de cunho socrático.


Cursos Profissionais de Monitor de Actividades Físicas e de Técnico de Gestão Desportiva

Não foi a primeira e não será a última vez que somos surpreendidos – ainda nos surpreendem! -, com medidas governamentais lesivas da qualidade requerida à Educação, em geral, e à Educação Física, em particular.

O que agora se preparava – e pela acção pronta e determinada das entidades sócio-profissionais ficou ‘suspensa’ – é, sob todas as análises e critérios possíveis, um gravíssimo atentado à tão propagada qualidade da Educação – neste caso da Educação Física e do Desporto. Sendo-o também à classe profissional e às instituições de ensino superior, é, acima de tudo, um ataque à indispensável credibilidade da formação em Educação Física e Desporto. Ou será que foi, apenas, mais um teste ao estado actual de vigilância, vitalidade e prontidão das entidades sócio-profissionais e de todos nós? Não existem já no passado recente provas bastantes de que não estamos adormecidos e que a tolerância e compreensão, mesmo para os disparates, tem limites?

A ligeireza, roçando a leviandade, com que muitos responsáveis têm abordado matérias relativas à Educação Física e Desporto – de que o actual dislate constitui o último acto - é não só intolerável como incompreensível face ao conhecimento presente e às muito recentes preocupações, estudos e recomendações de especialistas e órgãos da União Europeia[1],[2] .

Ora, para que possam cumprir-se tais recomendações, torna-se indispensável a formação de profissionais conhecedores do ‘ofício’, com formação no ensino superior, e não ‘técnicos profissionais’ para profissão nenhuma, ou mão-de-obra baratíssima e descartável para ‘empreendedores’ em busca de ‘sucesso’.

O que falta é regular e qualificar a muita e diversa formação em Educação Física e Ciências do Desporto no ensino superior politécnico e universitário e não aumentar os graus de entropia existentes, criando falsas expectativas aos jovens estudantes e degradando o que importa credibilizar – a formação de quadros técnicos nesta área do conhecimento.

Porque ficará como registo de significativa incompetência e ousadia, leia-se o previsto ‘perfil de desempenho à saída do curso (anexo 2 da presente portaria)’ que se anexa.

A perplexidade perante um tal documento não tolhe a clarividência e necessária reacção.

O nosso reconhecimento à SPEF e ao CNAPEF e o incondicional apoio da Universidade Lusófona na incessante busca de credibilização da Educação Física e Desporto.

Jorge Proença
Director da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona


_________________
ANEXOS:


. Criação do Curso de Técnico de Gestão Desportiva

1 comentário:

Anónimo disse...

Este ano tb surgiu um desses cursos profissionais na secundária de Santa Maria da Feira. E tenho a certeza que os alunos e os pais não tem a noção exacta das saidas profissionais e tb tenho uma certa desconfiança que não há empregos para tal...enfim!

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