16/07/09 00:01 Diário Económico
O consumo de antidepressivos em Portugal disparou 32 por cento desde 2002, isto é, com os governos de Barroso, Santana e Sócrates.
Não é caso para menos. Não é que o período 1999-2002 tenha sido muito menos deprimente. Mas ainda havia a contrapartida de alguns efeitos sociais das políticas do primeiro Governo de Guterres. Depois revelou-se o "pântano" que, como hoje se sabe, vinha de trás. E mais à frente foi o descalabro: a política da "tanga" de Durão Barroso, o circo do Santanismo, a ferocidade e insensibilidade social de José Sócrates. E lá vão os portugueses a correr para os ansiolíticos, hipnóticos e sedativos.
A política em Portugal, para os governados, é altamente stressante. Os governantes, partindo e repartindo o banquete, comem a carne e sugam o tutano dos ossos, sempre crispados e zangados com os governados. E de Guterres guardam a herança de um raciocínio: como é que os vamos enganar? Agora, que se aproximam duas eleições e que alguém já perdeu uma anterior, mais que bombons, que o Orçamento da crise não dá para tanto, os portugueses recebem discursos. E o discurso para arrebanhar votos é o que promete direitos sociais, saúde e escolas públicas de qualidade. Um discurso calmo e calmante. Isto é, um radical químico, para combater a ansiedade e levar os eleitores a votar sob efeitos magnéticos.
E é assim que o país vai assistindo, por estes dias, aos discursos hipnóticos, às palestras sedativas, à oratória benzodiazepínica, ao palavreado ansiolítico, à arenga barbitúrica, ao aranzel opióide. A política, não podendo ir de férias, mergulhou em éteres, clorofórmios, e alguns pós medicinais com efeitos de dormideira. Entre a sonolência e a inconsciência, quando os eleitores acordarem o pior está para vir.
In Diário Económico.









1 comentários:
Cuidado com tanta oferta....cheira-me a esturro.
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