quinta-feira, 23 de julho de 2009

ESTÁ PARA NASCER PIOR MINISTRA DA EDUCAÇÃO

À parte o assunto que aqui importa abordar, hoje fiquei estupefacto ao ouvir, no Jornal da Sic, Sócrates dizer, com aquelas sílabas com que se convencem coitadinhos: "Está para nascer um primeiro-ministro melhor do que eu"! Não vai ser o ferrete do século, mas deve andar por lá perto.

Mutatis mutandis, o mesmo deve acontecer com a ministra da Educação, não tanto por aqueles empurrões aos jornalista na noite das europeias, mas por muita outra coisa, nomeadamente aquelas que a elevam à categoria de detentora da verdade suprema.

Assim, coisa recentinha... Vejam:

Já em Fevereiro, se havia posto em causa a eficiência do Conselho Científico, nomeadamente ao reconhcer "que o processo actualmente em curso nas escolas teria decorrido com menos sobressaltos se tivesse sido precedido de uma fase experimental, num pequeno grupo de estabelecimentos." (A CIÊNCIA DA CONSELHO CIENTÍFICO).

Em Junho, um Parecer do mesmo CCAP veio referir que 56 por cento das escolas "acompanhadas pelo CCAP reportaram clima de perturbação e tensão provocado pelo processo de avaliação de desempenho docente, enquanto outras acrescentaram 'um clima geral de medo', provocado pela tutela ou colegas" (in Expresso).

Mas a Sra Ministra, detentora da verdade suprema, veio dizer que qual quê, qual CCAP, os professores não são nenhuns incompetentes (in Público).

Agora, em Julho...


Ministra da Educação tinha pedido um parecer
Conselho Científico não se pronunciou sobre qual a avaliação docente para o próximo ano

A ministra da Educação perguntou qual dos modelos deveria ser adoptado no próximo ano, mas o Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) não respondeu a esta questão.

De acordo com um parecer do CCAP, emitido a 6 de Julho e hoje divulgado, este órgão optou antes por lembrar as recomendações anteriormente emitidas e sublinhar que, qualquer que fosse a decisão a adoptar, o Governo deveria salvaguardar e garantir um conjunto de princípios.

A 19 de Junho, depois de conhecido um relatório deste órgão sobre o processo, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues solicitou um parecer sobre se no próximo ano deveria ser adoptado o modelo original, com as alterações consideradas necessárias, ou mantido o regime simplificado aplicado em 2008/09.

Na quinta-feira passada, o Governo anunciou a manutenção do regime simplificado em termos idênticos ao aplicado este ano, manifestando-se disponível para analisar propostas de alteração que os sindicatos viessem a apresentar. Por outro lado, admitiu que a aprovação de alterações ao modelo original, que nunca chegou a ser aplicado, ultrapassam o mandato deste Governo.

“Independetemente da decisão que venha a ser tomada sobre a configuração precisa da avaliação de desempenho docente para o próximo ciclo avaliativo, há um conjunto de princípios que devem ser respeitados. Esses princípios serão apresentados [...] como um contributo para fundamentar a decisão política”, lê-se no parecer do CCAP de 06 de Julho.

Assim, nesse documento, o CCAP recorda a “pertinência” de algumas das recomendações já conhecidas, como a necessidade de formação especializada para os avaliadores, o alargamento dos ciclos avalialitvos, actualmente de dois anos lectivos, e a experimentação das medidas a tomar antes da sua generalização.

Acrescenta que, “qualquer que seja a decisão tomada”, deve ser salvaguardada “a centralidade da dimensão científico-pedagógica, sua supervisão e avaliação no processo de avaliação de desempenho docente”.

A componente científico-pedagógica foi este ano, tal como será no próximo, facultativa. Assim, a observação de aulas deverá ser requerida apenas pelos professores que queiram aceder às classificação mais elevadas: “Muito Bom” e “Excelente”.

O CCAP considera ainda que se deve garantir “o aperfeiçoamento e sustentabilidade do processo por via de formação a desenvolver no contexto das escolas, com possibilidade de parcerias e apoio adequados, de acordo com as opções e necessidades por elas identificadas”.

Por outro lado, deverá ser assegurado que os dispositivos de avaliação e instrumentos de registo “sejam concebidos contextualizadamente por cada escola, que deverá responder pela sua qualidade”.

In Público.

2 comentários:

Anónimo disse...

Atenção que Francisco Louçã prepara-se para se aliar com PS para nova maioria... Muita atenção, vejam lá em quem vão votar.

Alda disse...

Será que estamos na República das Bananas? Com tanta ignorância...

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