Assunto: Colocação de docentes de Ensino Especial
Exmo. Senhor
Na qualidade de professora especializada em educação especial – domínio cognitivo e motor – venho expor a situação em que, tal como outros colegas, me encontro face ao concurso para colocação de docentes de ensino especial:
- Sou professora há 11 anos, dois dos quais cumpridos no grupo de Educação Física do 2º ciclo e um no 1º ciclo – grupo 110. Nos últimos oito estive colocada como docente de ensino especial, em regime de destacamento, apoiando directamente crianças e jovens portadores de NEE de carácter permanente, bem como os seus professores e respectivas famílias;
- No ano lectivo 2007/2008 participei na elaboração de um projecto de uma Sala de Ensino Estruturado para o 2º ciclo numa E.B. 2/3, sala essa cujo funcionamento assegurei ao longo do ano 2008/2009.
Na primeira fase do actual concurso de professores concorri para transitar do grupo de recrutamento 110 para o grupo 910 para o qual sou portadora de qualificação profissional. Não tendo ficado colocada obrigo-me a concorrer na 2ª fase (DACL) para o meu grupo de provimento.
Está assim criada uma situação em que:
- Por um lado estou impedida de me candidatar a uma das várias vagas que vão ser postas a concurso na área do ensino especial;
- Por outro lado o lugar que ficou vago na área em que tenho trabalhado (tais como lugares idênticos noutros agrupamentos) poderá vir a ser preenchido por um docente a quem não se exige a necessária prática pedagógica, nem especialização neste domínio tão específico da docência;
- Acresce que toda a formação complementar no âmbito do ensino especial que fui investindo ao longo destes anos (seminários, cursos e acções de formação) acaba por ser desaproveitada com manifesto prejuízo para mim própria e para os alunos a quem a escola serve.
Assim, permitimo-nos chamar a atenção de V. Exa. para a necessidade de assegurar a colocação de docentes especializados, ou pelo menos com experiência nesta área, nomeadamente nas unidades de intervenção especializada em que quer os professores, quer as escola e os próprios pais foram levados a depositar muitas das suas expectativas para um atendimento de qualidade às crianças em causa.
Loures, 15 de Julho de 2009
Eduarda Camacho









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