Negócio do Magalhães «é uma ilegalidade grosseira»
Rangel acusa Governo de ter concebido «um esquema ilegal» para contornar o concurso público
O líder do PSD, Paulo Rangel, acusou o Governo de ter concebido «um esquema ilegal» para dar o negócio do computador Magalhães à empresa JP Sá Couto e questionou o que mais se passará «nos negócios na penumbra, naqueles que não conhecemos». Paulo Rangel referia-se à Fundação das Comunicações Móveis, afirmando que se «trata de um escândalo, de uma fraude à lei, de uma fuga inaceitável à regra do concurso público. O Governo serve-se de um expediente, uma fundação fantasma, ficticiamente privada, para entregar a compra de todos os Magalhães à mesma empresa. Eis uma ilegalidade grosseira», disse.
O líder parlamentar do PSD afirmou que, «querendo fazer um ajuste directo à empresa que produziria o famoso computador Magalhães», a JP Sá Couto, «o Governo convidou as operadoras de telecomunicações a fazerem uma fundação privada», a Fundação das Comunicações Móveis. Paulo Rangel explicou que essa fundação «é privada, mas recebe fundos públicos e é o Estado quem nomeia os seus administradores, que são assessores do ministro Mário Lino». «Como são empresas privadas não precisam de fazer qualquer concurso», disse.
«É caso para perguntar como pode o Governo, num dos eixos centrais e mais propagandeados da sua política, dar-se ao despudor de engendrar um esquema ilegal para fugir ao concurso público?», questionou o líder parlamentar do PSD. Rangel afirmou em seguida que «em qualquer país do nosso espaço civilizacional um escândalo como este já teria dado origem à demissão do ministro. Mas sabemos já, por experiência longa, que no Ministério das Obras Públicas tudo pode mudar de tempo ou de lugar, menos o ministro».
In Portugal Diário.










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