domingo, 19 de julho de 2009

A REALIDADE DA ESCOLA QUE MUITOS DESCONHECEM

Um colaborador "mupenho" deu-nos conta de uma situação que está longe de ser única em Portugal, mas que é desconhecida de muitos portugueses.

Todos sabemos no que se transformaram as "Novas Oportunidades". Agora acrescente-se o que se passa no ensino regular... e ("bingo"!) percebemos a realidade que os nossos governantes escondem atrás da propaganda. Mas, quando olhamos para
isto, já nada nos surpreende!


Peço desculpa, mas não resisto e acho que deve divulgar-se. Passou-se numa escola de Portugal (Viana do Castelo). Tive a "honra" de lá trabalhar e, naturalmente, tive conhecimento pessoal do caso!... Não quero pôr em causa ninguém, apenas denunciar o sistema em que vivemos actualmente. As notas são públicas, podem consultá-las aqui na Página da Escola do Monte da Ola (a ligação directa ao documento está aqui).

Vejam as notas do Ivo, nº 13 (aqui deu sorte!...) do 8º C. Sim, viram bem: a criatura teve 9 negativas e, mesmo assim, TRANSITOU (como se lê na pauta).
"Bibo o Ibo!!! Biba Portugal!!!"
Ele é o maior!...



Nota: Apesar de os resultados serem públicos, optamos por preservar a identidade dos alunos da turma.

31 comentários:

Anónimo disse...

Mostrem à ministra!

celeste caleiro disse...

A ministra já sabe, é assim que quer. Mostrem é à comunicação social, às pessoas que vão votar!

Anónimo disse...

Deveria passat nas televisões...
AS estatisticas são óptimas assim!!!

Milu disse...

Olá, boa tarde,

Cheguei a este blog um pouco por acaso, e deparei-me com uma crítica, ainda que velada,à iniciativa das "Novas Oportunidades", como se, acaso, fosse uma forma menos credível de certificar conhecimento. Não sou dessa opinião, porque eu mesma obtive a equivalência ao 12º através do RVCC. É certo, que já detinha o 11º ano. É certo que estudei numa altura, em que o nível de exigência pouco ou nada tem a ver com os índices actuais, e que, por isso, não encontrei qualquer dificuldade que fosse, no desenvolvimento e conclusão deste processo. Contudo, com uma certeza fiquei, que existem inúmeros jovens detentores do 12º ano, pela via normal, dos quais não duvido, que enfrentariam imensas dificuldades para elaborarem o trabalho, que eu à semelhança de muitos outros, fizemos no processso do RVCC das "Novas Oportunidades". Quanto mais não seja, pela ausência de espírito crítico e capacidades necessárias para a sua expressão! Não esqueçamos, que muitos jovens transitam de ano à tangente, o que revela, logo à partida, que fizeram uma aprendizagem muito relativa. É que nem tudo o que parece é!
Saudações!

de Sousa disse...

E ainda há os casos que não se vêem nas pautas porque é feita a devida pressão sobre alguns professores para darem notas positivas à partida. Dar é mesmo o termo...

Safira disse...

A comunicação social devia saber disto. Os partidos da oposição deveriam tomar conhecimento. Os professores sabem que este panorama se passa em várias edscolas do país. Este não é caso único!

# Milu, você obteve o diploma pelas "Novas Oportunidades", mas estudou até ao 11º ano em que ainda havia exigência e o nível ea muito diferente, logo na sua situação as Novas opotunidades faz toda a diferença!

Anónimo disse...

O quê? Desconheciam esta realidade? Há escolas que já estão muito à frente,como aquela em que lecciono,por exemplo.O Conselho Pedagógico aprovou uma "orientação" para as reuniões de conselho de turma de avaliação (excepto para 6º e 9º anos)segundo a qual os alunos que se encontrem em situação de dupla retenção (isto é,aqueles que vão reprovar pela segunda vez no mesmo ano)devem transitar para acompanhar a turma.A ideia é não "entupir" as turmas com alunos mais velhos e evitar retenções repetidas que,segundo alguns "teóricos",promovem o insucesso repetido.Também temos casos destes por lá.

Anónimo disse...

Na sequência do último comentário, a questão terá de ser a ponderação de interesses entre o conhecimento obtido e o risco de exclusão social e de abandono escolar derivado de demasiados chumbos. Dá-se uma oportunidade de a pessoa poder ficar mais interessada a certa altura da vida.

BONJOVI disse...

Já agora..porque tem de ir os meninos às escolas????

Perder tempo a ouvir os professores...custa muito

a carregar os livros...custa muito

a abrir cadernos...custa muito..

a copiar do quadro para o caderno..custa muito..

a fazer os TPC...custa muito...

trazer o material para a aula..custa muito....

acordar cedo e ir motivado para a escola...custa muito....

ser professor..custa muito.

joão sebastião disse...

um aluno é uma "criatura"? isso é forma de um professor designar um aluno? contra estas faltas de respeito pelos alunos não "resistem"?

rodmarcos disse...

Estive a ver o resto das notas desse pdf... Apenas há 1 aluno retido no ensino básico... Como é possível?
E no 10º apenas 2 alunos ficaram "retidos". Lol.
Não sei até que ponto o ministério da educação pressiona os professores para fazerem isto... Certo é que quando andei no básico, também se conheciam histórias de alunos que passavam assim com 4, 5 negativas...
Mas pronto, 9 é mesmo aquele exagero. LOL.

Marta disse...

Tomei conhecimento deste honrado (só para vocês que partilham a mesma raça) blog através duma notícia no Público online. Chamou-me a atenção a frase por eles transcrita que incluía a palavra CRIATURA.

Acho formidável como querem ganhar alguma credibilidade com comentários e expressões como estes! :)

Achei igualmente interessante reparar que Sr. Ilidio teve o bom senso de censurar o nome da criança e inclusive de ter referido no fim "Nota: Apesar de os resultados serem públicos, optamos por preservar a identidade dos alunos da turma." (parece que o vejo a dizer isto com uma aureola, uma túnica branca angelical e um sorriso inocente bem à moda de Santo que por tanto gostam de passar), no entanto não deixou de divulgar o link original que dá acesso à pauta das notas e ao nome do aluno.

Era de facto necessário, não era? Acima de tudo que nunca duvidem da veracidade das suas palavras, não é mesmo?!

De qualquer das formas e pelo que li no Publico, a mim pareceu-me que a situação não é assim tão linear.

Sim, sou uma leiga na matéria, mas a verdade é que já lá vai o tempo em que o ensino em Portugal era bom. De quem é a culpa??? Obviamente que é da senhora ministra... Essa grande cabra, aos olhos de todos vós. São incompetentes, mas a culpa é SEMPRE da ministra. Não têm qualquer tipo de vocação para o que fazem e são frustrados, mas a culpa é SEMPRE da ministra.
O grande problema é que por causa dos maus pagam os bons e ainda bem que ainda há alguem que vos enfrenta e faz frente.


Se uns se acham no direito de utilizar o termo desprezível "criatura", eu sinto-me no direito de me despedir de forma similar:

Um bem haja a todos os vermes que me criticam ao ler este comentário, e votos de que todas as vossas lutas sejam em vão! :)

Anónimo disse...

A "criatura" que escreveu este post é, no mínimo, grosseira e mal formada. Não acredito que seja professor(a). Adiante. Talvez não fosse mau tentarem saber o que está por detrás da decisão. Talvez não fosse mau conhecer o miúdo e todas as circunstâncias que rodeiam a sua vida. Eu tive um aluno, com 10 anos, que quando chegava a casa tinha de cuidar de dois irmãos mais pequenos, estando os pais ausentes em trabalho. Praticamene não brincava nem estudava. Chegava às aulas e só queria dormir. E ainda assm era extremamente forçado. Isto é a vida real, senhores professores. Mas fez-me de facto impressão o desprezo com que alguém (ainda por cima "professor") se refere a uma crança que, pasme-se, nem sequer conhece.

Julio

Anónimo disse...

Em minha opinião, há por aqui comentadores que não sabem ler nem escrever. Pelo menos parece que não souberam ler o post. Depois, acirradas pela percepção de que algum tapete lhes foge (viverão à sombra de quê?), disparam em todas as linhas.

Não tenho procuração para defender quem quer que seja, mas haja decoro e dê-se o "seu a seu dono".

Não obstante, felicito o MUP por lançar para a discussão pública o sucesso estatístico muito ao gosto do "interesseirismo" e parasitismo português.

Rita Maria disse...

Permitem que vos explique que este post é uma vergonha. Primeiro, é uma vergonha a falta de respeito pelos colegas que tomaram esta decisao, como se a tivessem tomado em cima do joelho (e isto de um movimento de "unidade" de professores). Apenas agravada pelo facto de a notícia ter realmente sido acolhida por um jornal (mas os jornais já nao costumam respeitar o trabalho dos professores - ah, nao, espera, este blog está do outro lado!).

Depois, uma ENORME falta de respeito pela situaçao escolar de uma criança que assim foi transportada para a praça pública. Eu nao tenho nada a ver com o Ivo, nao sei nada da sua situaçao e nao me sinto no direito de ter uma opiniao sobre se ele deve ou nao passar de ano. Nao acho que ele tenha pedido para chegar ao Público ou a um blogue que, sempre que nao está preocupado com a unidade dos professores, está apostado em desfazê-la. Amanha ou logo à noite, a situaçao familiar do Ivo, as suas notas e a sua vida escolar estarao a ser dissecadas por orgaos de comunicaçao social e demagogos ansiosos de um "no meu tempo é que era".

E por último, é de pensamento muito pequenino. Como se passar ou nao passar fosse uma recompensa, um prémio dado injustamente ao menino, esse arqui-inimigo. E nao, possivelmente, uma decisao pedagógica tomada com o objectivo de ajudar uma criança a aprender.

Anónimo disse...

Porque é que não se critica a escola por publicar os resultados na sua página?

Anónimo disse...

Ena!

Há por aqui tantos pedagogos da desgraça!

Anónimo disse...

Ilídio,

Dos muitos comentários da notícia no Público online, retirei este que talvez ajude a calar essas vozes maternalistas, muitas delas coniventes com este estado.

21.07.2009 - 12h48 - Manel do Coiso, Alguidares de Cima, Dá-de-Frosques
No meu 9º ano chumbei. Passei o ano mais preocupado com os atributos físicos das colegas de turma do que com os livros. Não estudei. Chumbei. E depois ?... Foi justo, os meus colegas passaram e eu não. Serviu-me de lição. Se o "José" tem dificuldades sociais, pois que seja apoiado, mas JAMAIS lhe deveriam dar a ele de graça o que exigem aos outros com esforço. Como disse um pensador "em vez de lhe darem peixe, deviam dar-lhe uma cana e ensiná-lo a pescar!" De que lhe servirá o diploma quando ele nem consegue ler o que lá está escrito?

Um abraço.

Rita Maria disse...

Parece-me que seja possível que a escola o faça no interesse dos alunos e dos pais, que podem assim ter acesso directo às pautas através de casa, e na boa fé de que ninguém tivesse algum interesse em utilizar essas informaçoes de modo abusivo. Vou supor também que retirarao do caso as conclusoes necessárias passando a disponibilizar as mesmas através de password.

Mas o caso nao retira nem responsabilidade aos que decidem divulgar a vida escolar de uma criança nem permite que o façam.

Se alguém quiser, pode amanha ir à escola da minha irma, copiar-lhe as notas e publicá-las num blogue, sem as descobrir na internet nem nada. Continua a nao ser legítimo que o faça.

Se alguém quiser, pode ir também a uma escola, descobrir um professor que só dá más notas e questionar nas páginas do Público a sua incapacidade de leccionar o programa e motivar os alunos para notas melhores. Ou o contrário, com um que nunca chumbe ninguém. Na verdade, o que nunca faltou no país foram arautos que duvidam das capacidades dos professores de avaliar os alunos.

Podemos todos começar a questionar todas as notas de todas as escolas do país, de preferência com fotos da criança, do professor, do pai, do chefe do pai, da mae, do amante da mae, do cao e do periquito. De preferência em roupa interior.

Anónimo disse...

Em vez de porem na pauta nove negativas, pusessem lá tudo positivas. É o que se faz em muitas escolas, para respeitar a legislação e não ficarem mal vistas.

Queira-se ou não o problema não está no aluno, na escola, no blogue ou nos jornais.

O PROBLEMA, MEUS AMIGOS, SÃO OS NOSSOS POLÍTICOS E OS NOSSOS AMENS A TUDO.

Anónimo disse...

preservar a identidade da turma, excepto a da infeliz criatura que nada merece para além da exposição pública. Espero que nenhum destes mup's seja professor dos meus filhos.

Marta disse...

Também já vai fartando a desculpa do costume... Temos professores muito bons e profissionais, mas a verdade é q os maus exemplos é q dão nome à casa.

A maus exemplos entenda-se professores incompetentes, frustrados porque não tinham média para entrar noutro curso na fac. sem ser ensino ou por não terem conseguido arranjar trabalho em qualquer outra coisa (não me venham cá dizer que são todos por vocação...), e são acima de tudo mal formados.

Repito: MAL FORMADOS.

E estando à vista de todos com este post, também não são muito dados a princípios éticos.

Sr. Zé: Não diria maternalistas... Diria humanos. Exemplos destes sempre houveram e hão-de haver. A privacidade é um direito q nos deveria calhar a todos.

Anónimo disse...

Andam para aqui comentadores preocupados com privacidades e questões laterais.
Se a escola tornou públicas as notas, passaram a ser públicas.
Que eu saiba, ainda nos resta um pouco de liberdade. Basta de mordaça.
Pelo que leio e avalio, não está aqui em causa um aluno, mas um sistema educativo que incentiva o facilitismo e a ignorância.
Casos destes devem ser resolvidos com acções adequadas realizadas por psicólogos e outros profissionais que dêem apoio aos alunos e às famílias e não com passagens ilusórias que em minha opinião deveriam ser criminalizadas.
Uma coisa reconheço nesta publicação: relança a discussão para a mesquinhez de um país de pessoas mesquinhas, mesquinhez essa que começa nos nossos governantes que impõem coisas destas.
A escola deveria ser um local de aprendizagem exigente. Para a cura de outros males que se criem instituições adequadas.

Anónimo disse...

Ensinem o rapaz a jogar futebol e vão ver que lhe resolvem o problema de vez.

Anónimo disse...

Novo slogan para os estrangeiros:
"PORTUGAL, LIDER DAS ESTATÍSTICAS."

Anónimo disse...

Por este andar, ainda chega a Inginheiro e depois a primeiro-ministro.

cristina disse...

Qual é o ganho que a sociedade tem, em reter este aluno? O mundo não é feito só de seres intelegentes, é preciso respeitar os que tem mais dificuldades e ajudá-los a encontrar o caminho, do qual se sintam realizados, para evitar de lançar para uma vida profissional mais uma pessoa frustada.
Senhores professores, por favor, deixem de se armar em vitimas e justifiquem o dinheiro que recebem no final do mês.

Anónimo disse...

Eu, pela parte que me toca, nem sequer fico indignada com a falta de ética deste post. Que existem professores pobres de espírito,de mentalidade tacanha, todos o sabemos. Que existem, embora em minoría, professores que são realmente padagogos (vejam o significado e a origem desta palavra no dicionário),interessando-se verdadeiramente pela PESSOA que cada aluno seu é, também é verdade, felizmente. Este caso, do garoto que agora sei o nome, graças à falta de ética do autor deste post, só os intervenientes sabem o que é melhor. E o melhor, como alguém aqui disse e bem, não tem a ver com retenção ou transição, tem a ver com o que é melhor para o processo de aprendizagem do aluno. Isto obviamente que o autor deste post, assim como os seus simpatizantes, não entendem. Este caso é sinal dos tempos, um bom sinal dos tempos, quer queiram quer não.

Pela parte que me toca, e como faço parte desta sociedade, vou denunciar a todas as autoridades competentes a sua falta de ética ao expor publicamente a identidade deste aluno.

Maria de Lurdes Almeida

Marta disse...

Maria de Lurdes Almeida

Diga-me quais os passos a dar e igualmente o farei!

Anónimo disse...

O que me dói é ver os meus impostos gastos com estas criaturas que só querem exigir mais e mais e mais e não dão nada em troca.

São incompetentes e andam a passear o ano todo e, claro, não querem ser avaliados.

Cambada de chulos!

Anónimo disse...

Esta gente nem conhece o seu País!!! A palavra "criatura", no Minho", não tem o sentido pejorativo que aqui lhe atribuem.
Até parece que também apenas fizeram as Novas Oportunidades.
Vão ao dicionário, seus ignorantes. A palavra "criatura" não tem sentido ofensivo.
Tal como diz um comentarista a propósito do mesmo assunto noutro post do blogue, sentiram-se incomodados, não sabiam o que dizer, e pegaram no supéfluo, para não dizer que se enganaram redondamente.

Parabéns ao MUP.

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