quinta-feira, 30 de julho de 2009

SAFANÃO, NOVO ALENTO E NOVO RUMO

Quando o grau de exigência se eleva um pouco, os resultados são estes. E só se espanta quem anda alheio do ensino, da escola e das políticas de educação. Há muito que o diganóstico está feito, mas continua-se a apostar na estatística em vez da qualidade e em medidas que poupam uns milhares de um lado e gastam de outro, mas que não serevem a realidade portuguesa.

Em termos educativos, Portugal está a precisar de um safanão, um novo alento e um novo rumo.



Resultados das provas nacionais
Principais exames do secundário com médias negativas na segunda fase

Uma hecatombe. Todos os exames do ensino secundário mais concorridos tiveram média negativa na segunda fase, mostram os resultados divulgados hoje.

Aconteceu assim a Português e Matemática: na língua materna, da primeira para a segunda fase, a média desceu de 11 para 8,9; e a Matemática de 10 para 8,8. Nas disciplinas que já tinham tido média negativa na primeira fase, o desempenho ainda foi pior agora. A média em Física e Química passou de 8,4 para 8,0, enquanto em Biologia e Geologia desceu de 9,5 para 8,8. O Ministério da Educação atribui esta queda ao facto de nesta fase o "peso dos alunos externos" ser maior e por isso pesar mais "na determinação do sentido positivo ou negativo da média geral".

Os alunos externos são aqueles que não frequentaram as aulas durante o ano inteiro, mas que se autopropõem a exame. Entre estes há quem esteja chumbado na classificação interna e tente salvar o ano através da desistência das aulas e a aposta no exame. Há também quem desista da frequência para tentar garantir uma melhor média. A segunda fase também é feita por alunos que procuram subir a nota obtidas nas primeiras provas.

Segundo dados do ME, este ano os alunos externos representavam "mais de metade do total dos examinandos" que comparecerem nas provas de Português e Matemática A, respectivamente 10217 e 10 625. Nesta fase realizaram o exame de Português 19340 alunos e a Matemática A compareceram 21239. A média dos alunos internos nestes exames foi, respectivamente, 9,8 e 10,5.

Na primeira fase, a média a Matemática A (alunos internos e externos) foi 10 e a Português 11,1. Por comparação a 2007, os resultados na primeira disciplina caíram 2,5 pontos e a percentagem de negativas duplicou. Já a Português registou-se uma subida de 2,4 pontos, tendo as reprovações baixado para metade.

Na altura, a ministra responsabilizou a comunicação social pela descida dos resultados a Matemática.

Provas mais difíceis

Comentando as provas nos dias em que fora estas foram realizadas, associações de professores consideraram que tanto a prova de Português como a de Matemática foram mais difíceis na segunda fase.

Para a Sociedade Portuguesa de Matemática, o grau de dificuldade "mais elevado" significa que o exame foi "mais apropriado à exigência que deveria existir neste grau de escolaridade". A Associação de Professores de Português considerou, pelo sue lado, que o exame da primeira fase estava elaborado de forma "muito mais clara e explicita" do que o da segunda. Conclusão: não há um equilíbrio no grau de dificuldade entre as provas, a começar pelo facto de na primeira se ter pedido para analisar uma prosa – um excerto do Felizmente há luar! de Sttau Monteiro - e na segunda um texto poético – um poema de Ricardo Reis.

Notícia em actualização

In Público.

4 comentários:

Cristina Ribas disse...

Pode ser que os alunos tenham anulado também por pensarem que a facilidade se mantinha, como em anos anteriores, e que não era preciso estudar muito...

Anónimo disse...

Não é nada bonito ou aconselhável citar acriticamente um jornal. Claro que aqui interessa desancar no governo e por isso tudo serve. Não só não se podem comparar resultados da 1a e 2a fase dos exames, como olhar apenas para os resultados globais é enganador. Deviam ser comparados apenas os resultados dos exames dos alunos internos e de cada fase com anos anteriores. E aí não há hecatombe. Matemática A teve 10,5 de média contra 10,6 no ano passado. Não vejo anormalidade. Fisica e Biologia são inferiores, mas há outras que são superiores ao ano passado como Geografia A, Desenho A e Historia A. Parece-me normal

Anónimo disse...

Críticas haverá sempre. O pior é quando inconstância se torna regra. Já no ano passado o grau de dificuldade foi muito diferente de uma fase para a outra.

Anónimo disse...

Como é possível que um exame de Português de 12º ano fosse corrigido e avaliado em 10 valores e após uma segunda correcção (penso que pelo JNE)o mesmo fosse avaliado em 17 valores.
Não existem critérios de correcção?
Como mãe fico muito apreensiva!!!!

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