Estivadores fazem manifestação com petardos e insultos a Sócrates
08.07.2009 - 15h59 Lusa
Cerca de duas centenas de estivadores estão hoje a fazer uma manifestação em frente à Assembleia da República, com parte deles a gritar insultos dirigidos ao primeiro-ministro, José Sócrates, e a rebentar petardos.
De acordo com um dos agentes da PSP que faziam a segurança da manifestação e a protecção da entrada da Assembleia da República, foram já identificados pela polícia alguns dos estivadores autores de insultos ao primeiro-ministro e responsáveis pela utilização de petardos.
"Sócrates, escuta, és um filho da puta" e "O Sócrates não cumpriu, vai para a puta que o pariu" e "fascista" foram alguns dos insultos proferidos por estivadores.
Segundo o porta-voz da manifestação, entre os cerca de 200 estivadores concentrados à frente do Parlamento estão trabalhadores dos portos de Leixões, Viana do Castelo, Figueira da Foz, Aveiro, Lisboa e Sines.
Num comunicado que foi entregue à agência Lusa, a Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários acusa o Governo de ter aprovado a proposta de lei dos portos "sem qualquer tipo de discussão formal com as associações sindicais" e alega que o executivo pretende fazer "uma liberalização encapotada" do sector.
Os estivadores envergavam coletes reflectores, tendo a maioria nas costas a inscrição "Don't fuck my job".
Notícia do Público.
Parlamento
Estivadores fazem manifestação com petardos e insultos a Sócrates
Cerca de duas centenas de estivadores manifestaram-se hoje frente à Assembleia da República, com insultos a José Sócrates e lançamento de petardos. A polícia esteve presente em grande número, mas não identificou ninguém.
O Porto de Lisboa está paralisado há quatro dias e outros, no resto do país, poderão vir a suspender toda a actividade. Esta é uma consequência da greve decretada pelos estivadores, que lutam contra a criação das plataformas logísticas nas zonas portuárias, dizendo que as mesmas vão contribuir para aumentar o desemprego no sector e que servem apenas para colocar a actividade nas mãos de empresas ligadas ao Governo, nomeadamente a Mota-Engil, do ex-ministro socialista Jorge Coelho. Motivos que os levaram hoje a manifestar-se frente à Assembleia da República.
“Um porto é como uma cadeia. É um espaço fechado de que pouco se sabe, e as pessoas não sabem que os cerca de 400 estivadores do Porto de Lisboa estão em greve há quatro dias. Está tudo parado. É um sector de milhões e milhões de euros que está parado e que o Governo pretende por nas mãos de empresas amigas, mandando para o desemprego os actuais estivadores para os substituírem por outros sem qualquer experiência e aos preços que eles [empresas proprietárias das plataformas logísticas] entenderem”, sintetizou ao PÚBLICO um dos cerca de 200 manifestantes.
Ao som de apitos e de petardos, as palavras de ordem visaram, sobretudo, a honra do primeiro-ministro, da secretária de estados dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e de Jorge Coelho, presidente da Mota-Engil.
Os dois primeiros, como governantes, são acusados de terem elaborado uma proposta de lei sem a negociarem com os sindicatos. “Que lei é esta que é aprovada sem qualquer negociação e que, ainda por cima, não se aplica às regiões autónomas da Madeira e Açores mas apenas aos portos do continente”, perguntou o presidente da Assembleia Geral do Sindicato dos Estivadores, Conferentes e deo Tráfego de Lisboa, António Mariano.
Os protestos, convocados pela Confederação de Sindicatos Marítimos e Portuários, poderão repetir-se em breve. Os estivadores do Porto de Lisboa já entregaram novo pré-aviso de greve, desta feita para o período compreendido entre os dias 21 e 24 deste mês. Portos como Setúbal (onde já há estivadores a receberem cartas de despedimento), Sines, Aveiro e Figueira da Foz também poderão aderir.
Notícia substituída às 19h14









3 comentários:
Sócrates, apesar de tudo, é o primeiro-ministro. Deve-se-lhe, nem que seja apenas por isso, respeito!
Esses xuxas continuam um nojo, sem respeito por ninguém e sem vergonha!
O povo abriu os olhos, e alguem não se deu ao respeito, depois temos disto.
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