terça-feira, 11 de agosto de 2009

PORQUE A PREPOTÊNCIA COMANDA...

Sócrates "zangou-se com toda a gente"
O líder do CDS contestou hoje o artigo de opinião do primeiro-ministro publicado no Jornal de Notícias, considerando que foi José Sócrates quem se "zangou com toda a gente" ao longo da governação.

Reagindo ao artigo de opinião hoje publicado, onde José Sócrates aponta a atitude na governação, o investimento público e as políticas sociais como os três pontos fundamentais que separam o PS da direita, Paulo Portas rejeitou em absoluto a tese do primeiro-ministro.

"Quem não o conhecer que o compre. Vem-me falar em atitude na governação, mas há político mais arrogante que este, que não ouve nada do que se lhe diz e não responde a nada do que se lhe pergunta?" - questionou Paulo Portas.

Para o líder do CDS, Sócrates "zangou-se com toda a gente" e o "país ficou exangue de conflitos sociais" porque o Governo "esticou a corda com todas as classes profissionais"

No que respeita às políticas sociais, "José Sócrates achará que as pessoas não sabem que ele pôs os pensionistas com 400 e poucos euros por mês a pagar IRS" com aumentos das pensões abaixo do poder de compra "durante três anos"? - questionou também Portas.

O líder do CDS, que hoje visitou o grupo HUBEL, em Olhão, concordou apenas que existem diferenças em matérias económicas já que o seu partido propõe um "Estado eficiente que responda rapidamente às empresas" em vez de apostar no investimento público.

"Ouço muitas vezes a extrema-esquerda a falar nos desempregados mas nunca os vi criar um emprego. Quem cria empregos são os empresários que ou tem condições para criar empregos ou não têm", considerou.

"Vencer a batalha do emprego" implica uma política económica "virada para as micro, pequenas e médias empresas", afirmou Portas que elencou uma série de propostas como a redução do Pagamento Especial por Conta, devoluções mensais de IVA, pagamento de juros por dívida do Estado ou a redefinição de linhas de créditos para os empresários.

"É aqui que o crescimento de Portugal se pode fazer", salientou Portas, que reclama um "Governo que favoreça quem trabalha" e "modere a carga fiscal", com um "aproveitamento pleno" dos fundos comunitários.

Paulo Portas defendeu igualmente um "Estado eficiente" que "não pode constituir um obstáculo ao desenvolvimento da economia", nomeadamente na "aplicação dos fundos comunitários", dando, mais uma vez, como exemplo os atrasos no sector da agricultura.

No artigo publicado no Jornal de Notícias sob o título "Uma escolha decisiva", o primeiro-ministro e secretário-geral do PS lança críticas a toda a oposição, considerando que existe uma "velha lógica de coligação negativa, em que forças políticas de sinal contrário, como a direita conservadora e a esquerda radical, convergem no objectivo comum de atacar o PS e dizer mal de tudo o que se tenta fazer para melhorar o país".

No entanto, no desenvolvimento do artigo, o secretário-geral do PS centra a sua crítica na direita, que considera "herdeira de um certo espírito do salazarismo", apelando a que "não haja ilusões: para Portugal, a alternativa real é entre o PS ser chamado de novo a formar Governo ou regressar a um Governo de direita. Por isso, os que querem um PS fraco e vencido, digam o que disserem, preferem de facto a direita no poder".

In Destak.

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