sábado, 19 de setembro de 2009

BREVE RELATO DA JORNADA DE 19 DE SETEMBRO

Breve Relato da Manifestação Nacional de Professores de 19 de Setembro de 2009

Uma jornada memorável de unidade e luta, que vai ter seguimento em breve!

Eram dezenas frente ao ME, mas foram engrossando, de todo o País, dirigindo-se também para Belém e para S. Bento. Contratados e efectivos. Com e sem movimento. Com e sem sindicato. Com e sem partido. Novos e "velhos", que velhos são os trapos, e só estamos velhos quando nos demitimos da luta. Quando nos pomos de pantufas, e somente esperamos, como a nêspera de Mário Henrique-Leiria. Mas todos ferreamente unidos na diversidade.

Neste momento somos já uma centena. Revêem-se amigos, trocam-se abraços e beijos com companheiros das lutas ou meramente com colegas de escolas onde já leccionámos. E conversa-se. Muito. Conversas fraternais em que todo este calvário destes 4 anos é passado a pente fino. Mas em que também é escalpelizada a estratégia que foi imprimida à maior movimentação de sempre da classe docente em Portugal, como um todo, e que conduziu a resultados francamente insatisfatórios. A mesma determinação e confiança espelhada em todos os rostos, professores, homens e mulheres dignos, de um rosto só, que não perdoam ao seu inimigo deste últimos quatro anos. E para todos, o inimigo tem um rosto: Sócrates e o seu sinistro terceto da 5 de Outubro: MLR, Valter e Pedreira. Quase cadáveres políticos mas que mesmo moribundos ainda provocam danos à classe, à Educação, às novas gerações e ao futuro de Portugal como nação viável e soberana.

Entrevistas à comunicação social, mais que muitas. As estações televisivas fazem o pleno. A mesma disposição de dar a cara, de marcar posição e de prosseguir a luta. Sempre. Sem desfalecimentos ou vãs ilusões em mágicas "saídas eleitorais para a crise".

Ainda frente ao ME: um minuto de impressionante silêncio em memória duma Educação vilipendiada, infinitamente mais pobre e, sobretudo, de luto. Depois o grito em uníssono: "Não esquecemos! Não esquecemos!" e a seguir a partida colectiva rumo a S. Bento, para a concentração única frente à Assembleia da República, uma casa maltratada e instrumentalizada pela mesma maioria totalitária para uns, para o governo mais à direita desde 25 de Abril de 1974, para outros.

Lá, um mar de gente. Rostos conhecidos, Caras amigas. Os camaradas contratados marcaram presença forte, entre outros, destacados membros da lendária comissão de contratados 1999/2000, como Aurora Lima, Gil Garcia, Carlos Vasconcellos. Outros companheiros da luta brava mais recente: José Carlos Vinagre, André Pestana, Amílcar Calvinho, Alda Arraia. Dirigentes ou ex-dirigentes, já históricos do SPGL, como Maria do Céu Fazenda, Jaime Pinho, Eduardo Henriques, João Paulo Maia, José Matias, Isabel Guerreiro, Carlos Silva, para citar só alguns (que me perdoem ou outros). Delegados como Emília Cerqueira, João Medeiros entre tantos. Gente digna cuja presença ali reduz à mera lama acusações (de grau zero de argumentação política e ideológica), de "colagem com a extrema direita" (!).

Muito saudada a presença de uma carrinha de directos de uma estação que embora amordaçada pelo poder ainda vai resistindo, a TVI.

Frente à AR, breves alocuções, muito minimalistas, em que se reforça a realidade duma classe docente disposta a não esperar passivamente e muito menos disposta a dar tréguas aos novos senhores do poder que sairá de 27 de Setembro, sejam eles quem forem.

Por fim, as despedidas emotivas, mas conscientes do dever cumprido, dever com a classe e com o País, e um rápido: Até à próxima!".


Texto de Paulo Ambrósio
(professor presente na concentração frente ao ME e frente à AR)

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