quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ENTENDIMENTO COM QUEM?

O oportunismo político da oposição nunca chegará a ser directamente proporcional ao oportunismo político da maioria absoluta de José Sócrates, Jorge Pedreira e afins.

A acusação de Jorge Pedreira de irresponsabilidade da oposição fica a milhas da irresponsabilidade da maioria absoluta de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues que destruiu a carreira dos professores e encetou a destruição do ensino público de qualidade.

Enfim, elas começam a doer...


Educação - Avaliação de professores
Governo ainda acredita num entendimento pós-eleitoral

O tema que mais marcou um mandato fértil em mudanças no ensino continua vivo em plena campanha eleitoral. Secretário de Estado critica "oportunismo político" da oposição sobre a avaliação e as carreiras, mas ainda acredita na manutenção do actual modelo. Já a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação não tem dúvidas sobre as mudanças radicais num dos temas mais quentes da legislatura.

A semanas das legislativas, o destino da avaliação dos professores e da divisão da classe em categorias parece traçado: só nova maioria absoluta socialista impedirá uma reforma radical deste dossiê. Mas, no Ministério da Educação, ainda se acredita num entendimento que preserve o "seu" modelo de carreira docente. O tal que marcou uma legislatura que até foi fértil noutras mudanças no ensino.

"A oposição pode ser mais irresponsável quando há maioria absoluta", diz ao DN Jorge Pedreira, secretário de Estado adjunto e da Educação. "Num cenário em que as posições que assume têm consequências no País, tem de pensar duas vezes."

O governante - homem-forte das negociações com os sindicatos nos últimos anos - não esconde no entanto "muita preocupação" face ao que classifica de "oportunismo político" da oposição perante o "ruído" que a tensão entre o ministério e os professores foi produzindo na sociedade portuguesa.

A líder do PSD é particularmente visada: "É obsceno que a doutora Manuela Ferreira Leite, que introduziu o princípio da quotas na administração pública, venha agora dizer que não as quer para os professores", acusa.

Entre quem esteve do outro lado da barricada estes anos, a perspectiva é naturalmente diferente. Para João Dias da Silva, líder da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), o "consenso" da oposição em torno da necessidade de mexer na avaliação e nas carreiras reflecte a razão dos argumentos dos professores. E permite encarar com "optimismo" o futuro.

Já a manutenção da situação actual é descartada como uma impossibilidade absoluta: "Poderão vir a ser consideradas soluções mais ou menos abrangentes", admite. "Mas que se vai partir para a mudança dos pressupostos actuais não tenho dúvidas".

Para perceber como a disputa com o Governo chegou ao ponto de resultar em duas manifestações com mais de 100 mil pessoas e outras tantas greves históricas, basta analisar a forma como as partes analisam as inúmeras negociações mantidas dos últimos anos.

Jorge Pedreira admite que o diálogo "cristalizou" nas questões da organização e progressão da carreira, mas lembra as "mais de 100 reuniões anuais" e as inúmeras alterações aprovadas para contestar o "rótulo de intransigência" do Ministério. No final, defende, foi a defesa "corporativa" da "indiferenciação" que ditou o impasse.

Dias da Silva lembra que a diferenciação nas avaliações "já estava prevista no anterior modelo, só que nunca foi legislada" pelas anteriores equipas ministeriais, apesar "de ter sido exigida pelos sindicatos, nomeadamente pela FNE. Recorda ainda as "três propostas alternativas apresentadas , que permitiam assegurar a diferenciação de outra forma", que acusa o Governo de ter ignorado.

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