domingo, 6 de setembro de 2009

"MAGALHÃES" CONTINUA VEDETA

Educação
Novos Magalhães dependentes de quem ganhar as eleições

Nuno vai para o 1.º ano e já perguntou aos pais quando é que vai receber o Magalhães, igual ao das primas. Também Daniela, 12 anos, que começa as aulas no 5.º ano, já na próxima quinta-feira, planeou uma ida à secretaria da escola para saber se se pode candidatar ao programa e-escola. À partida, as escolas não terão resposta para dar aos alunos e pais porque o Plano Tecnológico da Educação também ainda não sabe qual é o futuro destes programas.

A manutenção dos programas e-escolinhas e e-escola, que permitem aos alunos comprar um computador com ligação à Internet - o famoso Magalhães para os estudantes do 1.º ciclo e os portáteis para os restantes, do 2.º ciclo ao secundário -, está dependente dos resultados das eleições legislativas e de quem será o novo Governo, diz fonte do Plano Tecnológico da Educação (PTE). "Não nos vamos pronunciar sobre isso."

No entanto, a mesma fonte, adianta que os programas foram previstos para durar mais do que um ano. Aliás, o despacho sobre as medidas de acção social escolar, publicado em Diário da República no passado dia 17 de Agosto, prevê um apoio especial para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do básico, ao programa de acesso aos computadores pessoais e à banda larga.

O PTE foi oficializado em Setembro de 2007 com o objectivo de contribuir para a "escola do futuro", como dizia na altura o primeiro-ministro José Sócrates. Com um investimento inicial de 400 milhões de euros, a meta era a de, até 2010, ter todos os computadores das escolas ligados à Internet de banda larga, certificar 90 por cento dos professores em tecnologias de informação e atingir o rácio de dois alunos por computador. Mais tarde, foi criado o programa e-escola, inicialmente só para os alunos do secundário e professores, depois alargado a todos, com uma oferta específica para os alunos do 1.º ciclo, um portátil pequeno, com uma alça azul, o Magalhães.

Em dois anos, o Governo disponibilizou quase 1,4 milhões de portáteis a alunos, professores e participantes no programa Novas Oportunidades.

Alunos vigiados

Mas o PTE é mais do que os computadores portáteis. E as metas propostas em 2007, em alguns casos, foram ultrapassadas. No final da semana, a ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues anunciava que a concretização dos projectos do plano encontra-se entre os 90 e os 95 por cento. A excepção são os sistemas de videovigilância, cartão do aluno e as redes locais.

Para já, anunciou a governante, todas as escolas estão ligadas à Internet a pelo menos 64 Mb por segundo, há algumas escolas que graças à fibra óptica a ligação é de 2100 Mb - a meta ficava-se pelos 48 Mb por segundo. Em 2005 existiam 73 mil computadores nas escolas, actualmente são mais de 228 mil. Portanto, o rácio de alunos por computador passou de 18 para 5,6, entre 2005 e 2009, nas escolas públicas. Nas privadas, o rácio era de nove e passou para 5,3. Ou seja, ainda não se conquistou a meta de dois alunos por computador, ainda assim, a ministra defende que o país está "muito perto de alcançar a situação dos melhores países no quadro da União Europeia".

O PTE é também a instalação de mais de sete mil quadros interactivos nos estabelecimentos de ensino, um por cada três salas; um computador e um videoprojector por sala de aula.

Ainda durante o 1.º período do novo ano lectivo, a tutela prevê que a generalidade dos mais de 1200 agrupamentos do básico e secundário tenham sistemas de videovigilância a funcionar. Também o cartão da escola, um cartão electrónico para controlar as entradas e saídas dos alunos, que também serve de cartão para pagar consumos na escola, vai ser generalizado.

In Público.

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