terça-feira, 22 de setembro de 2009

O CAMINHO DA DITADURA SOCIALISTA

Sem propostas alternativas para governar, descredibilizada e sem rumo, a esquerda recorre a trafulhices para conseguir ganhar as eleições. A desmontagem perfeita da máquina de manipulação orquestrada pela esquerda.

Os maestros e artistas da Operação Encomenda reclamam a demissão do Presidente da República. Se, enquanto titular de um órgão de soberania, o Presidente da República for suspeito, em Portugal ou no estrangeiro, de ter cometido crime de relevo, a questão da sua demissão deve colocar-se, porque a sua manutenção em funções prejudicaria a reputação interna e internacional do Estado e a eficácia das instituições. Mas se o Presidente não é suspeito de qualquer crime - e até se defende que a suspeita de crimes de relevo não é suficiente para a demissão de nenhum titular de cargo político, com vista à preservação da função - por que raio fulminante é que Cavaco Silva se deve demitir?... Ou a vontade do Partido Socialista, e do seu aliado Bloco de Esquerda, é suficiente para suscitar a imediata demissão do Presidente da República?!... Depois de anos à deriva, já chegámos mesmo à ditadura?

Alguém se lembra da Operação das Cassetes também tão bem montada em 2004? Na Operação das Cassetes, publicação de registos áudio violados, em Agosto de 2004, no CM, dirigido por João Marcelino, o director nacional da PJ, Dr. Adelino Salvado foi demitido e o caso usado para tentar demonstrar que as 40 (quarenta) crianças da Casa Pia que se queixaram de ter sido abusadas, e são testemunhas do processo, mentiam todas e participavam todas (com outras centenas de testemunhas) numa gigantesca conspiração contra o Partido Socialista.

Na Operação Encomenda, publicação de correspondência violada, desencadeada em 18-9-2009, a dez dias das eleições legislativas, no DN dirigido por... João Marcelino, o objectivo é a demissão... do Presidente da República e a vitimização do primeiro-ministro para provocar uma viragem no eleitorado que favoreça o Partido Socialista. Cavaco Silva tem a cabeça a prémio: o aliado Louçã, o mano Eu-Sou-Controlado-Costa, a antena António José Teixeira e nos próximos quatro dias, depois da declaração de inocência do ministro Augusto Santos Silva nos telejornais de 21-9-2009, dirigentes socialistas, reclamarem em coro que Cavaco se demita.

A demissão do assessor de imprensa da Presidência da República, Dr. Fernando Lima, em 21-9-2009, é um troféu que não satisfaz a aliança PS-Bloco. A palavra de ordem da orquestra afinada é: a demissão do assessor é uma confissão de culpa de Cavaco; portanto, Cavaco deve demitir-se.


Assim, em jogo não está apenas o condicionamento do Presidente da República para não nomear Ferreira Leite primeira-ministra se esta ganhar as eleições, e o conjunto PS e Bloco tiveram mais votos do que PSD e CDS. Nesta altura, o que está em jogo é a cabeça de Cavaco Silva no prato da deriva ditatorial socialista.

O que está em causa é neste momento é a defesa do Estado de direito, e da vontade democrática, contra esta tentativa de golpe palaciano e a manipulação mediática das próximas eleições para a Assembleia da República.

A consciência do acordo pré-eleitoral Sócrates-Louçã – Experientes, curtidos e agudos, confirmaram no afrouxamento da campanha do Bloco de Esquerda face aos socialistas, nas entrelinhas do discurso nebuloso e ambíguo de Louçã (ambíguo, mais ambíguo não há), na cumplicidade de Louçã no ataque de Sócrates da Operação Encomenda, para a demissão de Cavaco (isto já vai em Conselho de Estado e tudo...), que Sócrates tem um acordo pré-eleitoral secreto com Louçã para uma aliança governativa. Esse acordo tem duas condições: PSD e CDS terem, em conjunto, uma votação inferior ao tandem PS-Bloco; e Cavaco Silva ficar tão debilitado com a pressão socialista que aceite nomear um governo PS-Bloco. Não se cumpre por causa do falhanço da primeira alternativa (PS e Bloco teriam de subir 8% face ao resultado das eleições europeias) e, creio, da resistência da segunda.

Mas o grande capital, se se aninhou com Sócrates como talvez com nenhum outro Governo desde Marcelo Caetano, não concorda com os troskistas no poder, mesmo com PPRs, portfolio de acções e roupas de marca em vez do colarinho de Mao. Mas também sabe que Sócrates está encurralado e não tem fuga: o próximo Governo não lhe pode garantir uma saída, porque o Governo não controla os magistrados de base. Portanto, como conhecem a natureza de Sócrates, sabem que ele fará tudo (tudo!) para se aguentar no poder e resolver a pendência. Se isso exige uma troca de aliados, passando do ultra-capitalismo ao trotskismo, tanto faz - como fez.


Francisco Pinto Balsemão é uma espécie de porta-voz desse grande capital. A entrevista de Balsemão, hoje, 21-9-2009, ao Público (!...), a José Manuel Fernandes (!...), significativamente situada pelos narradores algures na semana passada, confirma essa fractura. Segue-se à decisão de impedir a utilização no Expresso na Operação Encomenda, conforme se percebe da edição de 19-9-2009 - depois deste jornal, o primeiro a quem foi passada a história, se ter movimentado para explorar o caso junto dos jornalistas do Público. Aliás, o furo, preparado com muito cuidado e antecedência, era para o Expresso, jornal de maior prestígio e notoriedade, mas os sinais de oposição de Balsemão obrigaram rapidamente ao emprego da alternativa da casa, o DN - em resposta, o colérico Sócrates cancelou a entrevista prevista no Expresso, alegando dificuldades de agenda... Balsemão não se ficou pela recusa de emprestar o seu jornal para a Operação Encomenda, que visa a destituição do Presidente da República, e nessa mesma edição do Expresso, de 19-9-2009, mandou atacar o Bloco, em manchete de primeira página, denunciando o contraste do discurso troskista com as carteiras de investimento dos seus dirigentes, em PPRs e acções dos seus dirigentes, com máximo alvo em Louçã.


Mas Balsemão, e o grande capital, continuaram, dentro desta campanha, presos à dependência financeira do Governo Sócrates e provavelmente de um ou de outro negócio em impasse (veja-se, por exemplo, o caso Sonaecom-Zon...) que o primeiro-ministro deixou propositadamente a marinar. Os grandes capitalistas pronunciam-se agora face a um maior perigo: a agenda radical do Bloco aplicada ao Governo e o consequente ambiente de confronto nacional.


Sócrates perdeu o favor do grande capital por causa do entendimento pré-eleitoral secreto com Louçã. A onda rosa, montada na orquestra sinfónica das sondagens dependentes, das operações negras, da radicalização do discurso, da amplificação das mensagens e casos e silenciamento dos adversários, termina com a autonomia do império Impresa. Veremos se Balsemão ainda manda ou se mandam as antenas socialistas. Ou se Sócrates tem agilidade para um novo tratado com Balsemão.

Decidirá o povo, neste ambiente de eleições condicionadas pela manipulação da informação. Mas o povo, que sabe mais do que crêem, está a compreender: um voto no Bloco é um voto em Sócrates. A agulha bloquista mudou com a doideira do poder (do mando): «É Sócrates, é Sócrates, é Sócrates de esquerda»...

Bloco de Sócrates - Apesar (e por causa) de todos os desmentidos, a cumplicidade de Francisco Louçã na Operação Encomenda indica que existe um acordo pré-eleitoral secreto entre José Sócrates e Francisco Louçã. Nestas eleições legislativas, um voto no Bloco é um voto em José Sócrates.


A «Operação Encomenda» - A Operação Encomenda não foi montada por amadores, nem foi montada por jornalistas. Os jornalistas do DN que, como o Carlos Enes diz, denunciam as fontes dos outros e não indicam as suas, são apenas verbos de encher de uma operação que os transcende e a cujo autor-mor cedem o aparo que lhes mantém o salário (Balsemão, à última hora, roeu a corda do Expresso, que tinha contactado o Público sobre a história, e não alinhou na Operação Encomenda). Foi uma operação montada por profissionais das informações, com mandado e supervisão de topo.


Importa menos saber a forma: se a violação de correspondência foi feita por intrusão electrónica no servidor ou no provedor nacional de acesso à internet ou por compra (pagamento à peça, além de contrato futuro).


Foi uma operação organizada e executada por quem dispunha de preparação, meios, dinheiro, protecção e salvo-condutos judiciais. Foi uma operação meticulosa, arranjada com muita antecedência, discutida com vários decisores, avaliada ex-ante nos seus efeitos, com estratégia de saída para a eventualidade de fornecer um culpado para o meio de intrusão em conversas particulares.


Foi uma operação realizada para criar um escândalo artificial com o objectivo perceptível de suscitar, pelo coro dos indignados, a impugnação ou condicionamento do Presidente da República, ao mesmo tempo que permite maior vitimização e congregação de forças dispersas. Na prática, se sucedesse na remoção de Cavaco Silva, um efectivo golpe de Estado.


Finalmente, foi uma operação ordenada e dirigida pela única entidade que tem, no Portugal actual, o poder de atacar frontalmente o Presidente da República e o atrevimento de o enxovalhar.


O Presidente da República como alvo do socratismo – O caso da «vigilância irregular» do Governo sobre a Presidência da República teve hoje uma evolução dramática. Dramática porque as verdadeiras sondagens são tão preocupantes para o Governo que tem de agravar o estatuto de vítima para congregar votos dos seus apoiantes abstencionistas pela desgraça da política governativa.


O DN de 18-9-2009, recupera o caso a uma semana das eleições e titula: «Homem forte do presidente encomendou caso das escutas». O DN acusa o Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, de encomendar (!!) - sic, foi esse mesmo o verbo escolhido por João Marcelino, director do DN - por via do seu assessor, Dr. Fernando Lima, a notícia do caso da «vigilância irregular».


Quando o caso foi lançado no Público, de 18-8-2009, foi estranha a fonte usada, São José Almeida, uma jornalista ligada à facção férrica do Partido Socialista. Agora confirma-se: a alegada filtragem para o Público teria ocorrido em Abril de 2008, mas a notícia do Público só surge em 18-8-2009, complementada no mesmo jornal em 19-8-2009.

Francisco Louçã (em conluio objectivo com Sócrates, com o fito de uma aliança governativa PS-Bloco)
apontou em 9-9-2009, na SIC, o Dr. Fernando Lima como a fonte do Público. A 13-9-2009, o Provedor dos Leitores do Público, o jornalista Joaquim Vieira contesta o modo de produção da notícia sobre este caso da «vigilância irregular». E no dia 18-9-2009, mais este caso, dois dias depois da notícia da Sábado, com alegadas fontes pagas, sobre alegado pagamento de votos, por Helena Lopes da Costa e António Preto, na distrital de Lisboa do PSD, um dia depois da divulgação da sondagem da Universidade Católica (ainda?!...) onde o PS surge com 6 (seis) por cento de vantagem sobre o PSD, mais este caso.


Este escândalo sediço é montado em cima da violação de correspondência no principal jornal de referência do País, o Público - e com mails adulterados -, por sinal apontado como independente do controlo governativo geral. O seu director, José Manuel Fernandes acusa os serviços de informações (que dependem directamente do primeiro-ministro) de responsabilidade por esta intrusão. Belmiro de Azevedo perdeu a complacência com as manobras e apontou o dedo ao Governo de Sócrates pela manobra, no Diário Económico, de 18-9-2009: «alguns governantes que querem mandar no Público sem pôr lá dinheiro forte" e que «não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal»...


O SIS procedeu ao desmentido habitual (como aliás na vigilância sobre o juiz de instrução do Freeport), mas ninguém acredita - ainda gostava de perceber como o Conselho Superior de Magistratura consente que um juiz de direito, como o Dr. Antero Luís, e um procurador-geral adjunto, como o Dr. Júlio Pereira, dirijam serviços de espionagem?!... Sócrates, lobo com pele de cordeiro, acusa José Manuel Fernandes de «comportamento muito indigno e consequência de uma imaginação delirante» (sic!) - se José Manuel Fernandes usasse a táctica do primeiro-ministro de colocar processos aos opositores ainda gostaria de ver como um tribunal lidaria com a defesa do bom nome, da honra e consideração pessoal ofendida pelos juízos de valor do primeiro-ministro e que qualquer cidadão tem direito, segundo a lei e jurisprudência nacional... E o austero Presidente da República não comenta, senão para dizer que depois das eleições irá tentar «obter mais informações sobre questões da segurança»...


Não é o Dr. Fernando Lima que é o alvo desta orquestração, mas o próprio Prof. Cavaco Silva, para o constranger à nomeação de um governo PS-Bloco, se o PSD, apesar de ganhar as eleições, não tiver maioria no Parlamento com o CDS. Nem sequer é o PSD o alvo desta campanha; o alvo é o Presidente, como último órgão de soberania independente do Governo. Sócrates não quer vencer apenas o PSD, quer vencer também Cavaco Silva, conquistando o poder absoluto. E, no caso de perder, como sabe que acontece, quer condicionar a liberdade do Presidente na interpretação dos resultados eleitorais para a nomeação de um novo Governo.


Temos motivos sérios para ficar preocupados com a violação ostensiva de correspondência de um jornal e a tentativa de envolvimento do Presidente na República na intoxicação descarada do regular funcionamento das instituições democráticas. O povo não acredita e a manobra de ataque e vitimização falhou. Porém, o gesto é tudo e o atentado ficou para ilustrar o desrespeito pelas instituições.


Mas o mais grave deste caso é o atrevimento da intrusão electrónica nas comunicações e correio de um jornal e o desassombro de acusar o Presidente da República de encomendar a intoxicação usada contra... si próprio. Na verdade, o escândalo não é a pretensa encomenda; o escândalo é a alegada intrusão electrónica num jornal livre com o objectivo de comprometer o Presidente da República. Lembre-se que o Watergate foi um escândalo de colocação de escutas pela administração Nixon na sede de campanha do candidato da oposição. Aqui, neste Estado socratino, em deriva ditatorial, nem o Presidente da República é respeitado?... Que eleições democráticas são estas, que ocorrem debaixo de um controlo extremo dos meios de comunicação e as manobras de intoxicação sobre opositores e órgãos de soberania, como os tribunais e, agora, Presidente da República?...


Acredito que, neste caso, o feitiço se virará contra o feiticeiro.


Fonte: http://doportugalprofundo.blogspot.com

1 comentário:

Anónimo disse...

eehehehehehheheheheheheheh.
kakakkakakakakakakakakakkakakakakakakakakakakakakakakkakakaka. Queriam a asfixia democrática, e ficaram asfixiados.

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