quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O CASO DO JORNAL DA TVI



A apresentadora do Jornal Nacional, de sexta-feira, da TVI, revelou que o noticiário que estava a ser preparado para amanhã incluía novos dados sobre o caso Freeport. À TSF, Manuela Moura Guedes confirmou que não lhe foi explicada a razão pela qual este jornal foi suspenso.



A apresentadora do Jornal Nacional, de sexta-feira, da TVI, suspenso pela Administração da Media Capital, revelou, esta quinta-feira, que o noticiário que estava a ser preparado para amanhã incluía um trabalho com novos dados sobre o caso Freeport.
Ouvida pela jornalista Ana Catarina Santos, da TSF, Manuela Moura Guedes explicou que não foi apresentada qualquer razão para a suspensão do Jornal Nacional, de sexta-feira, e que regressava amanhã aos ecrãs da TVI depois de um período de férias.
Depois de confirmar a demissão da direcção de informação e da chefia de redacção da TVI, da qual também fazia parte a própria Manuela Moura Guedes, a jornalista adiantou que o noticiário que estava a ser preparado tinha «várias cachas».
«Temos inclusivamente vários desenvolvimentos do processo Freeport com documentação que desdiz informações que têm sido veiculadas nas últimas semanas, informações bastante importantes sobre o caso Freeport», explicou.
A até agora directora adjunta de Informação da TVI acrescentou ainda que foi apenas informada que o noticiário que apresenta à sexta-feira não iria para o ar, uma informação que lhe foi dada por João Maia Abreu, director de Informação demissionário.
«Há bocadinho veio aqui o Bernardo Bairrão, da administração, dar-me um beijinho e que tinha muita pena», acrescentou Manuela Moura Guedes que lembrou o trabalho de um grande número de jornalistas para este noticiário que deveria regressar esta sexta-feira.
Moura Guedes frisou ainda que até agora não tinha recebido qualquer sinal no sentido da suspensão do Jornal Nacional, de sexta-feira, tendo mostrado-se triste com esta situação que não sabe se será irreversível.
«Neste momento, a única coisa que sei é que o jornal que estávamos todos a preparar e que tudo indicava que ia para o ar a 4 de Setembro, como foi veiculado e estava previsto e como foi anunciado, hoje foi suspenso», concluiu.





Citação de: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/erc-azeredo-lopes-jornal-de-sexta-tvi24/1086645-4071.html

ERC: «Cancelamento do Jornal de Sexta é inaceitável»Azeredo Lopes chocado com «total ausência de oportunidade»Por: /FC 03-09-2009 17: 33

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), considera «absolutamente inaceitável» e de «total ausência de oportunidade» o cancelamento do Jornal de Sexta da TVI, anunciado pela administração da estação esta quinta-feira.
«Tenho por absolutamente inaceitável e de uma total ausência de sentido de oportunidade com uma consequência objectiva de interferência num processo eleitoral a decisão que foi hoje tornada pública e tomada pela administração da TVI», afirmou à Lusa José Azeredo Lopes.
O presidente da ERC salientou a «estupefacção» que sentiu perante as notícias que dão conta do cancelamento do Jornal de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes.


Citação de: http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=7575&idselect=3&idCanal=3&p=0
2009/SET/03 Situação na TVI preocupa SJ


O Sindicato dos Jornalistas (SJ), em comunicado hoje divulgado, considera que eventual extinção do serviço noticioso “Jornal Nacional”, da TVI, constitui uma ingerência inaceitável da Administração na esfera da competência exclusivamente reservada à Direcção de Informação. Segundo o SJ, a Administração deve dar explicações sobre o que se está a passar na estação, e que já motivou a demissão em bloco da Direcção de Informação.
É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:


Demissão de Direcção de Informação da TVI preocupa SJ

1. A Direcção do Sindicato dos Jornalistas tomou conhecimento de notícias dando conta da demissão da Direcção de Informação da TVI e de que tal atitude terá sido tomada após a comunicação, pela Administração, da decisão de extinguir o serviço noticioso “Jornal Nacional”.
2. A ser verdadeira, tal extinção só pode ser recebida pelo SJ com indignação e repulsa, pois representaria uma ingerência ilegítima e completamente inaceitável da Administração na esfera da competência exclusivamente reservada à Direcção de Informação.
3. Por outro lado, as notícias estão a lançar sobre a TVI e a sua Administração uma suspeição de tal modo grave que exigem da parte desta, desde logo em nome da transparência, um cabal esclarecimento das circunstâncias que conduziram à demissão verificada.
4. O SJ considera igualmente que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deve agir de modo a esclarecer cabalmente as circunstâncias e as razões da demissão da Direcção de Informação.
5. A Direcção do SJ vai continuar a acompanhar a situação na TVI.


Lisboa, 3 de Setembro de 2009
A Direcção
_____________________________________________________________________________________________________________________ Citação de: http://www.tvi24.iol.pt/economia/tvi-moura-guedes/1086538-4058.html

Direcção de Informação da TVI demite-se

Manuela Moura Guedes de saída de Queluz de BaixoPor: Redacção /CPS 03-09-2009 12: 48

A direcção de Informação da TVI demitiu-se esta quinta-feira.

João Maia Abreu, Manuela Moura Guedes e Mário Moura, director e subdirectores de Informação apresentaram todos demissão em bloco.


Media Capital afunda e Impresa dispara

Em causa está o cancelamento do «Jornal Nacional de Sexta», apresentado por Manuela Moura Guedes.
Em comunicado ao regulador da bolsa (CMVM), o grupo Media Capital adiantou que «o administrador delegado recebeu do jornalista Dr.João Maia Abreu pedido de demissão do cargo de Director de Informação da TVI e, de seguida, pedidos de demissão dos jornalistas Engº Mário Moura e Drª Manuela Moura Guedes dos cargos de director e directora, respectivamente».
O mesmo comunicado diz ainda que João Maia Abreu aceitou manter-se «interinamente em funções até ser nomeada uma nova Direcção de Informação».
O jornal «Correio da Manhã» já tinha noticiado na edição desta quinta-feira que o spot de promoção do regresso do telejornal de Moura Guedes estava pronto desde sexta-feira mas ainda não tinha ido para o ar.
Recorde-se que José Eduardo Moniz, que saiu recentemente da TVI, disse no Jornal Nacional em que se despediu da estação, que seria um «escândalo» uma eventual retirada de Manuela Moura Guedes do ar.
«Não faz sentido eliminar um bloco informativo que hoje é referência em Portugal», avançou.
_______________________________________________________________________________________________ Citação de: http://www.tvi24.iol.pt/politica/tvi-moura-guedes-ps-jornal-de-sexta-censura-tvi24/1086628-4072.html

TVI: oposição fala em «acto de censura»PSD, CDS, PCP e BE apontam o dedo ao Governo. «É um dos maiores atentados à liberdade de informação depois do 25 de Abril»Por: Redacção /CR 03-09-2009 16: 51

Os partidos da oposição já se pronunciaram sobre o cancelamento do Jornal de Sexta da TVI, associando a decisão a interferência do Governo. O vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco considera que a demissão da Direcção de Informação da TVI «consubstancia um dos maiores atentados à liberdade de informação de que há memória depois do 25 de Abril» e diz mesmo que «Portugal e a democracia portuguesa estão de luto».
Esta demissão «é a prova acabada de uma estratégia contínua e intencional de condicionamento, interferência e silenciamento de um órgão de comunicação social, próprio de uma sociedade que vive um cada vez mais insuportável clima de asfixia democrática».
«Temos um primeiro-ministro e um Governo que convivem mal, mesmo muito mal, com as liberdades e que não olham a meios enquanto não conseguem controlar ou silenciar quem os critica ou ousa pensar diferente», acusou.


Ordem socialista

Foi «ordem socialista» refere Paulo Portas, que classifica como um «acto de censura» que afecta a liberdade de expressão.
«Parece evidente que se trata de um acto de censura a três semanas das eleições. É uma ordem socialista através do seu aliado, a PRISA. É uma ordem vinda de Espanha mas que afecta directamente uma liberdade essencial dos portugueses», declarou Paulo Portas.
O líder do CDS-PP considera que o cancelamento do Jornal de Sexta é «a todos os títulos grave» e põe em causa a liberdade de expressão.
«Uma ordem de um certo poder económico que acha que pode controlar uma eleição política e democrática. A todos os títulos é grave. Goste-se ou não do tom e do estilo do Jornal Nacional. Há uma coisa mais importante, a liberdade de pensar e a liberdade de expressão», acrescentou Paulo Portas.



PCP lembra o «incómodo» de Sócrates

Por seu lado, o PCP refere que a «avaliação sobre a decisão de suspensão do Jornal Nacional da TVI e a subsequente demissão apresentada pela Direcção de Informação desta estação não é separável do conhecido e notório incómodo que, quer o Governo quer o primeiro-ministro, vinham demonstrando face aos conteúdos e critérios dominantes na edição deste serviço noticioso nas noites de sexta-feira».
Os comunistas acrescentam que, a «confirmar-se uma qualquer relação entre estes acontecimentos e eventuais pressões para influenciar num sentido favorável a interesses políticos e eleitorais do partido do governo», tal seria «um factor da maior gravidade no plano da liberdade de imprensa mas também do próprio ambiente e condições do debate eleitoral».
O PCP sublinha que o quadro político actual e, em particular, a fase de campanha eleitoral «exige de todos os órgãos de comunicação social uma linha de informação pautada por critérios de igualdade e de tratamento não discriminatório», factores a que o comunista promete «manter-se atento».



Comparação com a saída de Marcelo

O Bloco de Esquerda comparou o caso com o afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa da mesma estação de televisão. «O que tivemos hoje faz-nos lembrar um episódio que ocorreu durante o Governo PSD e CDS-PP na mesma estação de televisão que levou ao afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa porque os seus comentários incomodavam o Governo da altura. As pressões foram imensas e resultaram exactamente no seu afastamento», disse a deputada do BE Helena Pinto.
«A suspensão do Jornal Nacional que nada previa que acontecesse tem lugar num contexto muito especial marcado pelo facto do primeiro-ministro ter escolhido como alvo de críticas este programa e esta estação de televisão e, por outro lado, ocorre a três semanas de se realizarem eleições importantíssimas no país», sublinhou
.


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