Independentemente dos resultados eleitorais de amanhã e do cenário governativo que se desenhar, encerra-se um ciclo difícil nas relações entre o poder político e os professores.
O fim deste ciclo não significa necessariamente o início de uma fase dourada e a resolução de todos os problemas que estiveram na base de uma luta sem precedentes. As razões que mobilizaram toda a classe de professores e educadores mantêm-se intactas, pois nada de essencial foi alterado.
Foi nesse contexto invulgar e imprevisível que, face à inépcia das estruturas tradicionais de representação dos professores, estes se constituíram em movimentos independentes, de carácter espontâneo e genuíno, nascidos nas bases, para dar voz ao seu verdadeiro sentir e a um protesto que consideraram justo.
O papel dos movimentos de professores foi fundamental na luta. Desenvolveram um conjunto de acções que ultrapassaram a sua capacidade logística e não baixaram os braços nos momentos de maior desmotivação. Apoiaram e estiveram presentes em todas as acções desenvolvidas pelos sindicatos. Foram abnegados na procura da unidade da luta, mas viram-se sozinhos e às vezes combatidos por aqueles que deveriam ter percebido que a sua luta era exclusivamente a luta dos professores que, em cada estabelecimento de ensino, sofriam (e sofrem) as consequências da aplicação de leis cegas e das políticas impostas.
Como é do conhecimento de todos, o papel dos movimentos é limitado e as suas acções exigem demasiadas energias para que se consigam os mais pequenos ganhos.
Assim, o MUP, assente no princípio sagrado da independência que o caracteriza e de que não abdica, torna público que inicia hoje um processo de reestruturação, com vista a poder ter um papel mais activo e interventivo nas verdadeiras causas da Educação e na defesa dos professores portugueses.
Em breve, daremos conta do projecto e auscultaremos os colegas que queiram dar o seu contributo para que não mais seja possível uma luta tão dura com tão pouco retorno.
Contamos, para isso, com as sugestões e a colaboração de todos.
MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!










4 comentários:
Reflexão ... tem sido feita ao longo dos últimos 4 anos.
Mudámos o nosso voto cá de casa .... agora que funcione a democracia.
Pela primeira vez mudei o meu voto.
Ilídio,
Mas vai reestruturar exactamente o quê?
Vá lá, quanto membros tem o MUP para reestruturar?
Andamos a brincar aos proto-sindicatos?
Nem quero acreditar nisso.
Alguém hoje vai apanhar uma banhada na noite eleitoral!!!
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