sábado, 19 de setembro de 2009

PROFESSOR, PARA ONDE QUERES IR?

"Não há aqui profissionais de defesa de direitos"

Os movimentos independentes de professores saem novamente à rua em protesto. A manifestação está marcada para amanhã [dia 19] às 15 horas junto a três locais diferentes: Assembleia da República, Ministério da Educação e o Palácio de Belém, em Lisboa.

"Professor, para onde queres ir?" É este o mote do protesto. Cada professor escolhe um local onde se manifestar, numa alusão simbólica de protesto dirigida a vários interlocutores: José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e Cavaco Silva.

Mais do que pelo número dos participantes, os movimentos independentes de professores querem marcar a diferença pela forma de organização assumidamente fora das estruturas sindicais e partidárias. Saem em protesto em época pré-eleitoral para avivar a memória aos políticos.

"Não esquecemos a forma como fomos tratados por este Governo, nem a destruição causada na qualidade do ensino", acusa Ilídio Trindade, coordenador do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP).

Usam a blogosfera como meio de divulgação das suas actividades
[http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/] e juntam forças entre professores bloguistas. Apelam essencialmente ao voto útil contra o Partido Socialista, mas também querem lançar desde já um aviso ao próximo Governo.

"Queremos demonstrar ao Primeiro-Ministro, José Sócrates, que não acreditamos nesta sua inversão de última hora em termos de palavras e que só acreditamos em mudanças de políticas e aproveitar para dizer ao próximo Governo, seja ele de que partido for, que estaremos atentos!", garante Ilídio Trindade.

Ilídio Trindade não espera que a manifestação assuma proporções mediáticas como outras organizadas pelos sindicatos de professores. "Não temos estruturas montadas que se dediquem a isto, todos nós somos professores que estamos nas escolas, não há aqui profissionais de defesa de direitos."

Para além do MUP, integram este protesto a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) e o Movimento PROmova. Sem previsões para o número de participantes no protesto de amanhã, os movimentos independentes de professores preferem relembrar algo que consideram mais importante: a espontaneidade da sua origem. "Nascemos nas bases", reclama Ilídio Trindade. Ou seja: nas escolas.

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