sexta-feira, 16 de outubro de 2009

AGORA QUE VAI EMBORA...

Educação
Ministra da Educação diz que problemas actuais das escolas "não têm paralelo na história da educação”

A ministra da Educação afirmou hoje que as escolas enfrentam “obstáculos e dificuldades” sem paralelo na história do sector para conseguirem responder ao alargamento da escolaridade obrigatória para os 12 anos.

A ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que intervinha na cerimónia comemorativa dos 100 anos do Liceu Camões, em Lisboa, considerou o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos “uma das mais importantes medidas” do mandato que agora termina, mas admitiu que esta alteração implicará o aumento das “dificuldades e dos obstáculos hoje já sentidos” nas escolas.

“É necessário ter consciência de quais são as consequências para as escolas e para o trabalho dos professores de estarem na escola, obrigatoriamente, todos os jovens até aos 18 anos”, afirmou, sublinhando que os estabelecimentos de ensino têm hoje a missão de “acolher e integrar todos os jovens, sem excepção, com tudo o que isso significa em termos de heterogeneidade, condições, origens, motivações e expectativas em relação à escola”.

Na plateia encontrava-se Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, que interpretou as palavras da ministra como “uma espécie de testamento político”.

A ministra “conseguiu fazer um discurso completo de despedida sem ter uma referência elogiosa para os professores, o que também não é de espantar, foi assim todo o tempo, durante estes quatro anos”, disse aos jornalistas.

Maria de Lurdes Rodrigues notou que os "obstáculos e as dificuldades, a complexidade das situações que as escolas enfrentam hoje não têm paralelo na história da educação” e referiu que as escolas e a política educativa têm de responder a três desafios, entre os quais o “da autonomia e do reforço da capacidade de gestão e de liderança das escolas”.

“A autonomia corresponde à responsabilização e prestação de contas, sendo indispensável continuar a melhorar as condições de gestão e de liderança das escolas”, defendeu.

Por outro lado, as escolas devem enfrentar o “desafio da qualidade das aprendizagens dos alunos”, pelo que “serão cada vez mais solicitadas a responder pelos resultados obtidos pelos seus alunos”, disse, considerando “indispensável mitigar a desigualdade existente entre as escolas, elevar a qualidade média e garantir maior equidade na distribuição dos recursos educativos”.

Por último, as escolas devem acolher o “desafio da convicção”.

“Se aceitamos a escolaridade longa, precisamos de aceitar que todos podem aprender e ser ensinados, mesmo os que têm dificuldades ou menos motivação”, uma incumbência que disse caber também às famílias e empresas, que devem ser mais exigentes em relação ao nível de educação dos jovens.

Também o Estado tem a obrigação, sustentou, de “garantir que a escola pública tem e terá todas as condições, todos os recursos humanos e profissionais, todos os recursos físicos e tecnológicos, todos os recursos organizacionais e de gestão para cumprir as metas que hoje lhe atribui”.

“Não podemos desistir de nenhum dos nossos jovens. Nenhuma criança, adolescente ou jovem pode ser deixado para trás”, sublinhou ainda na sua intervenção.

In Público.

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