sábado, 28 de novembro de 2009

ESTAMOS A SER ENGANADOS

Desabafos de dois colegas devidamente identificados, sintomáticos do momento actual que vivemos.
Provavelmente, apenas estar atento e vigilante começa a não chegar...


Meus caros amigos,

Este texto em jeito de desabafo que vos reenvio (e que já recebi por interposta pessoa) diz quase tudo o que me apetecia dizer neste momento. É triste, profundamente triste, lembrar-me do 8 de Março, do 8 de Novembro, do 15 de Novembro etc. ... e confrontar-me com o momento actual, com este jogo de sombras e verdadeira fantochada, para não lhe chamar pior, a que temos assistido nestas negociações ME-sindicatos. E pensando bem... mesmo que tivesse havido a tal votação positiva da "suspensão"... o que teria mudado? Os problemas das injustiças e iniquidades resultantes do 1º ciclo, é bem verdade, mas em relação ao futuro? Teríamos ganho alguma coisa de muito diferente do que está em cima da mesa? O texto abaixo é bem sintomático da forma como estamos a ser enganados...

Grande abraço

[Assinatura]


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"Estive a ler a proposta do Ministério da educação.

Está totalmente de acordo com as propostas da Plataforma Sindical.

A Plataforma Sindical era contra o professor Titular, mas em nenhum lado diz ser contra a existência de vagas num ou mais pontos da carreira.

Tiveram a abolição do professor titular. Também em lado nenhum diz que estão contra a avaliarão pedagógica por exames ou aulas assistidas.

Diz que a carreira é única, não diz que é contínua por tempo de serviço.

Aceitam a avaliação para Muito bom e Excelente. Curiosos, pois isso divide a carreira que dizem única em duas, a dos bons e a dos muito bons e excelentes, conclusão defendem uma carreira única de progressão dividida.

"9. Existência de mecanismos de discriminação positiva (acelerações na progressão) e negativa (não progressão na carreira) decorrentes das menções que forem atribuídas em sede de avaliação de desempenho. " Retirado da proposta da Fenprof." È o que a Ministra propõe!

Se aceitam e defendem os efeitos de uma lei, não podem criticar outros efeitos da mesma lei. Esta contradição torna pouco lógico dizer que, os professores que não apresentaram objectivos individuais terão de ser avaliados e não podem ser prejudicados. Uma lei aplica-se ou não se aplica!

Penso que este ponto era para cair, ou por outras palavras até a não entrega dos objectivos individuais era dada de borla para negociar com a ministra, numa negociação a troco de quê? Este ponto é só para os sindicatos salvarem a face, eles sabiam que não iam ganhar nada. Parece que a negociação verdadeira foi entregar a nossa carreira e parar o movimento de contestação.

Verificar que a carreira única passa em todos os sindicatos a ser aceite com diferentes velocidades de progressão, positivas e negativas. Lembrar que o trabalho do professor depende também das turmas que lhe são atribuídas.

Alguns sindicatos como o SINDEP tinham mecanismos de avaliação com tantos órgãos e objectivos que a proposta da Maria de Lurdes de má memória pareceria uma maravilha!

O Ministério não conseguiu partir os professores, parece-me que os sindicatos, sim!

Quanto à não entrega da autoavaliação a plataforma sindical é totalmente omissa.

Não diz em nenhum documento da Plataforma que quem não entregou a autoavaliação devia ser avaliado. Estes casos nem foram considerados.

Talvez fossem considerados como reivindicação em caso de desespero perante a incompreensão dos professores.

Os documentos da plataforma depois da eleição do governo e até ao dia 25 do 11 nunca mais referiram a suspensão da avaliação.

Conclusão os sindicatos mudaram de opinião traíram-nos e, em política a traição não é gratuita! Alguma coisa foi pelo menos prometida senão mesmo concluída.

Verifica a mudança do tom e dos discursos nos documentos e entrevistas entre a eleição e o dia 25 do 11!

Alguém dizia e parece que era inteligente: Em Política o que parece é!

Bem, para semana vou dar ordem ao banco para não pagar mais ao sindicato.
Estou farto de pagar a traidores e canalhas."

[Assinatura]

10 comentários:

Anónimo disse...

A ignorância é o desconhecimento do conhecido e como não conheço ainda o resultado de um todo que está em equação não me permito a fazer juízos de valor nem considerações laxivas resultantes de suposições sem fundamento!Devemos pensar mais no todo que no individual pois a congeminar e a fomentar despropósitos não me parece que conduza a algum lado nem seja profícuo...mas esta é apenas a minha singela opinião!Até ao lavar dos cestos é vindima.Ninguém anda a dormir.

Anónimo disse...

Nota: A primeira proposta do ME está muito longe do que os professores podem aceitar.É urgente que em todas as escolas os professores se reunam para discutir este texto e façam chegar aos sindicatos o eco dessas reuniões.

Anónimo disse...

Eu não acredito nos sindicatos. Esta minha opinião vem da análise que eu faço nos momentos das lutas sindicais, que surgem sempre nos momentos quando pouco ou nada há para conseguir. Estratégia política? Medo de perder os cargos que ocupam?

fjsantos disse...

meus caros,
que ataquem "os sindicatos", tudo bem. Afinal, é isso o que sempre vos moveu.
Agora, por favor, não usem dos mesmos processos mentirosos e mistificadores que usa Pinto de Sousa.
Primeiro porque não podem falar de "sindicatos" como se fossem todos iguais (e o Ilídio até tem na sua escola gente que, dentro do seu sindicato, luta para mudar algumas práticas menos correctas); depois porque a posição conhecida da Fenprof é de não aceitação do que foi proposto, com excepção do fim do "título".

roxane disse...

Eu sou titular porque fiz um mestrado e fiquei com os cargos de Dt (7 turmas e 2 dt n xs) que ninguém queria. Tinha uma vaga mais perto de casa e não me deixaram concorrer por ser titular. Quem vou processar? o M.E que me criou falsas expectativas, ou os sindicatos por desorganizarem a minha vida?
Só aceito avaliação externa nas universidades públicas. Já vi que os excelentes e que tais só vão para os compadres de sempre.

Eduardo disse...

Devia-se de criar uma ordem da classe docente e acabar com os sindicatos politiqueiros que não têm em primeiro lugar defender a classe que representam. Como luta podemos sempre nos manifestar! Não esquecer isso.

jf disse...

Olhe...meu ignorante....esclareça-se.

Não há nenhuma Plataforma neste momento...arranje outros argumentos....

Anónimo disse...

Curioso haver gente tão acérrima defensora dos direitos dos excelentes.
Os prof Titulares por imposição foram passados em concurso, se calhar não são colegas.
Não vi ninguêm a defendê-los!

Os sindicatos parecem só defender alguns professores!

Já agora em democracia, considertações, incompreensões, suspeitas ainda são livres de ser públicas.
Considerações pouco fundamentadas poderão facilmente ser explicadas. Aguardo ansiosamente a explicação desses senhores.

Anónimo disse...

Não falem da Plataforma...a Plataforma nada diz pq está moribunda. A FNE saltou fora para apoiar a Isabelinha...ordens da UGT. Eu falo com conhecimento de dentro da coisa....

Anónimo disse...

Alguns pseudo-comentadores não merecem sequer comentários.Comportam-se como agitadores; sem ideias e/ou ocos na confluência de estilos e de propósitos duvidosos.Muito repetitivos! Falam...falam e não dizem nada.

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