domingo, 8 de novembro de 2009

NÃO SERIA MELHOR UM "RESET" A TUDO ISTO?

Avaliação
Fenprof exige que notas altas não sejam usadas em concursos

A três dias da primeira reunião com a nova ministra, sindicatos voltam a exigir suspensão do modelo mas não querem deitar fora a classificação deste ano. Fenprof diz que sinais dados até agora não são positivos, e dá um mês à nova equipa para mostrar que quer negociar. Depois ameaça voltar à luta

A Fenprof voltou ontem a exigir a suspensão do modelo de avaliação e a revisão do Estatuto da Carreira Docente, de modo a acabar com a divisão dos professores em duas categorias. Mas a três dias de reunir pela primeira vez com a ministra da Educação, o maior sindicato de professores considerou ainda "pouco positivos" os sinais já dados pelo Governo. E deu um mês à nova equipa para demonstrar que seguirá políticas diferentes do passado. Senão, ameaça avançar com acções de luta conjuntas.

Apesar de terem criticado fortemente o modelo de avaliação aplicado nos últimos dois anos - e que foi sujeito a duas simplificações - os sindicatos da Fenprof consideram que todo o trabalho feito até agora não deve ser deitado fora.

"Não queremos a suspensão do ciclo que termina em Dezembro, como tem tentado fazer passar o primeiro-ministro. Queremos é que não se prossiga no novo ciclo (que começou neste ano lectivo e vai até 2011) com o modelo anterior", afirmou o secretário geral, Mário Nogueira.

Por isso, todos os professores deverão concluir a sua avaliação deste ano e conhecer a nota o mais depressa possível, defendeu Mário Nogueira, no final de uma reunião do secretariado nacional. Mas a Fenprof impõe condições: quem teve "Excelente" ou "Muito Bom" não poderá usar a nota para concorrer, e todos os professores, mesmo os que não entregaram objectivos individuais, terão de ser avaliados.

Para Mário Nogueira, esta será a única forma de garantir "que não são cometidas mais injustiças". Porque, acrescenta, neste ciclo avaliativo, "não houve condições para avaliar as pessoas como deve ser e, entre escolas, houve muitas discrepâncias".

A utilização da nota do ano passado na progressão da carreira também não se deverá colocar, diz Mário Nogueira. Porque esta classificação seria apenas utilizada para o concurso de titular, algo que a Fenprof acredita que deixará de existir com a abolição da divisão da carreira docente entre professores e titulares.

Durante este mês, os sindicatos vão colocar a ministra Isabel Alçada à prova e avaliar ainda quatro aspectos da nova liderança: a relação com os sindicatos, a abertura para alterar o estatuto e modelo, o Orçamento de Estado, e ainda o comportamento do Governo face às decisões do Parlamento. Por exemplo a forma como reagirá á aprovação de um projecto de resolução que recomende a suspensão do modelo mas não seja acatada pelo Governo.

Para já, os sinais não são positivos, diz a Fenprof, que lamenta ainda não ter sido recebida pelo grupo parlamentar do PS.

In Diário de Notícias

3 comentários:

celeste caleiro disse...

Se calhar é melhor prepararmo-os para o pior...E o melhor mesmo seria um "delete" a tudo!

Acabar com a divisão disse...

Mais urgente do que suspender este modelo simplificado de avaliação é acabar com a injusta, estúpida e criminosa divisão na carreira criada apenas para roubar e despromover 120 mil professores por não terem nascido mais cedo...
Penso que o PP vai ajudar o governo a manter esta porcaria só para dizer que ajudou a resolver o problema (mantendo-o).

Anónimo disse...

140 MIL PARA A RUA OUTRA VEZ...O POVO É QUEM DECIDE PROFISSIONALMENTE

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