quinta-feira, 26 de novembro de 2009

NÓS QUEREMOS UM MODELO QUE MELHORE AS PRÁTICAS

Isabel Alçada quer sistema de avaliação que premeie a qualidade

A ministra da Educação, Isabel Alçada, disse hoje em Bruxelas estar empenhada na criação de um sistema de avaliação de professores que recompense o esforço e a qualidade.

"Estamos a tentar criar na carreira uma progressão associada ao desempenho para que os professores sintam que a exigência acaba por se traduzir numa melhor progressão e numa recompensa para o esforço e para a qualidade", disse a ministra, à margem de uma reunião com os seus homólogos dos 27.

Isabel Alçada sublinhou, também, que o executivo quer que "aquilo que ficar definido seja mesmo estimulante".

"Se as pessoas tiverem estímulo nas suas careiras, vão mais longe", lembrou, acrescentando saber que "o trabalho na escola é muito exigente".

"No que respeita ao estatuto e à carreira dos professores e ao sistema de avaliação que está associado, estamos a trabalhar com os sindicatos, temos uma agenda, um calendário e está tudo a correr conforme o previsto", acrescentou a ministra.

Isabel Alçada, disse ainda em Bruxelas, que Portugal "progrediu em todos os parâmetros" fixados para a educação e formação pela Estratégia de Lisboa para 2010, apesar de estar abaixo da média europeia.

Um dos temas debatidos em Conselho de Ministros da Educação da União Europeia foi o reforço da formação de docentes e também das direcções das escolas.

"O nosso país progrediu em todos os parâmetros, progrediu em toda a linha", disse Isabel Alçada, que hoje participou numa reunião com os seus homólogos da União Europeia (UE).

A ministra destacou ainda que "as medidas estruturais estão a ter efeitos muito positivos e que já se notam na aproximação dos nossos níveis de desenvolvimento em relação às médias europeias".

A criação do programa Novas Oportunidades - que permite o regresso à escola de pessoas que a tinham abandonado precocemente - e a generalização da educação pré-escolar foram medidas destacadas pela governante.

A Comissão Europeia divulgou na quarta-feira um relatório que mostra que Portugal está abaixo da média da UE no que respeita ao cumprimento dos objectivos da Estratégia de Lisboa para a educação e formação até 2010, mas destaca progressos entre 2000 e 2008.

A Estratégia de Lisboa foi adoptada em 2000 e estabelece uma série de metas que visam transformar a Europa "na economia do conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo, capaz de um crescimento económico sustentável, acompanhado da melhoria quantitativa e qualitativa do emprego e de maior coesão social".

In Público.

2 comentários:

Vieira disse...

Quando o diagnóstico é errado a doença permanece. O problema da escola portuguesa não está nos docentes mas sim nas políticas e nos alunos indisciplinados e preguiçosos. Isto é dinheiro deitado fora, pois por mais que o professor faça o alunos não aprende se não trabalhar e estiver atento. Por outro lado estamos a d criar vândalos que não respeitam nada nem ninguém. É dinheiro derretido na (de)educação, é dinheiro derretido nas prisões, é dinheiro derretido com tribunais, é dinheiro derretido com drogados, é dinheiro derretido com polícia, é dinheiro derretido com hospitais, etc. e tudo melhoraria se se educasse nas escolas. Bastava dar autoridade aos professores e permissão para usar a palmada na altura certa. Assim não, andamos a criar selvagens, inúteis e parasitas da sociedade.

Anónimo disse...

Tem toda a razão do Mundo. Por isso já há PAÍSES A MUDAR DE IDEIAS...veja-se o caso de Espanha.
Educação requer rigor, trabalho, disciplina, e autoridade de quem Ensina.

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