Na Assembleia da República, a bloquista Ana Drago começou por lembrar que o PSD já tinha apresentado na anterior legislatura um projecto de resolução tendo em vista a suspensão do regime em vigor e que essa medida também constava do programa eleitoral apresentado pelos sociais-democratas.
«O PSD tem neste debate a primeira oportunidade de cumprir um compromisso eleitoral que assumiu durante a campanha. Vai viabilizar os projectos de lei que pretendem suspender o modelo ou vai desde já trair os compromissos que assumiram com os professores», questionou Ana Drago.
A mesma pergunta foi feita pela deputada ecologista Heloísa Apolónia, «quando o PS já não pode estragar mais vem o PSD e estraga. O que é que se está a passar. Houve alguma conversa? O que é que se passou para a vossa proposta estar completamente alterada?».
O democrata cristão José Manuel Rodrigues não foi tão longe, mas não deixou de criticar o PSD, questionando o porquê de o partido ter deixado cair o termo suspensão.
Na resposta, o social-democrata Pedro Duarte começou por afirmar que é «elementar» que quando o partido propõe 30 dias para a definição de um novo modelo «não faz qualquer sentido que procedimentos administrativos que as escolas estejam a iniciar em relação ao segundo ciclo prossigam».
O parlamentar social-democrata reiterou depois que o diploma do partido pede a «substituição e revogação do actual modelo», acusando os restantes partidos de estarem «agarrados» à palavra "suspensão", garantido que o PSD está agarrado «à palavra solução», rematou.
In TSF.









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