Mas as declarações que aparecem no final desta notícia parecem-nos desprovidas de força negocial. No mínimo, são precipatadas.
Ter-se-ão deixado seduzir pelos beijinhos?
Alçada recebeu sindicalistas com dois beijinhos
Ministra não se sentou na cabeceira da mesa, preferindo estar frente a frente com os membros dos sindicatos. Muitas diferenças para com a antecessora.
Na primeira reunião de Isabel Alçada com os sindicatos, a ministra da Educação demonstrou, desde o momento em que recebeu os professores até à forma como se posicionou na mesa, uma postura diferente comparativamente com a sua antecessora, Maria de Lurdes Rodrigues, algo que cativou Eleonora Bettencourt, do Sindicato dos Professores do Pré-Escolar e Ensino Básico (SIPPEB), e Fátima Ferreira, da Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL).
Isabel Alçada cumprimentou alguns dos presentes com dois beijinhos, o que ajudou a criar uma empatia imediata, situação que difere do que sucedeu com Maria de Lurdes Rodrigues. Na mesma sala em que decorriam as reuniões com a anterior equipa do Ministério, na mesa rectangular, a actual ministra abdicou de se sentar à cabeceira, como era habitual. "Sentou-se no centro da mesa, tendo a seu lado elementos da equipa e os membros dos sindicatos sentaram-se frente à ministra", explicou ao DN Fátima Ferreira. Antes, um atraso fez lembrar velhos hábitos: "era algo que acontecia e nunca éramos avisados, mas, desta vez fomos, informados."
A olhar nos olhos daqueles que lhe apresentaram várias propostas, Isabel Alçada ouviu sem interromper, apesar de não revelar se concordava ou não com as ideias. Mas foi realçado um facto: "é um registo diferente da anterior ministra que se mostrava inflexível, desde o início, e tinha menos paciência para nos ouvir. As ideias não eram muitas vezes bem recebidas."
Isabel Alçada não desvendou os seus planos. Porém, Fátima Ferreira destacou que a ministra "aposta na criação de melhores condições nas escolas".
Eleonora Bettencourt revelou que a ministra não se mostrou nervosa, demonstrando simpatia e "a segurança necessária" para o posto que ocupa: "É a pessoa certa para o lugar."
In Diário de Notícias









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