De facto, o "Compromisso Educação", posto em marcha pelos movimentos independentes de professores, revelou-se ter sido um dos factores decisivos no que foi agora conseguido, embora um pouco aquém do que seria expectável. Quem, há um ano, admitia a possibilidade de acabar com a divisão da carreira docente? Quem, aquando da introdução do "simplex", julgou ser possível acabar com este modelo de avaliação?
O MUP empenhou-se numa campanha difícil - criticada por muitos - contra o "PS de Sócrates". Os resultados eleitorais permitiram um novo desenho parlamentar e impossibilitaram o PS de prosseguir, no seu autismo e teimosia, as desastrosas políticas educativas, evitando que destruísse por completo a escola pública e, sobretudo, cilindrasse os professores.
CDS-PP, BE e PCP, honrarando os seus compromissos com os professores, apresentaram e defenderam propostas que visavam, de facto, pacificar definitivamente as escolas e criar um clima propício para que se possa encontrar um modelo de avaliação adequado e renegociar um estatuto de carreira docente digno. Os professores estão-lhes gratos e não esquecerão!
O PSD, certamente em virtude de ser um partido com "cheiro" de poder, não cumpriu totalmente os seus compromissos. Pior do que isso, ao querer transmitir a imagem pública de partido de soluções, acabou por não ser ainda a solução definitiva que se esperava. Pode ter querido conquistar muito eleitorado que se revê na política educativa introduzida pelo PS, mas perdeu, certamente, muitos professores que lhe deram o seu voto.
Queira-se ou não, o problema da avaliação não ficou definitivamente resolvido. Ao PSD deve-se, assim, a não suspensão imediata de um modelo assumidamente medíocre, injusto, burocrático e punitivo. Ao PSD deve-se o refrear de muita tensão, mas não o alcançar da tranquilidade e serenidade necessárias, no imediato, nas escolas portuguesas.
Em suma, saudamos os passos que hoje foram dados, que levam ao fim da divisão dos professores em duas categorias e que abrem a porta a um novo modelo de avaliação. Não ficámos tranquilos com a continuidade, mesmo que a prazo, de alguma incerteza que continua a afectar o dia-a-dia de muitos professores.
Congratulamo-nos com as posições do CDS-PP, do PCP e do BE. Sinceramente, não gostámos da mãozinha dada, pelo PSD, ao partido que criou o mais nefasto clima nas escolas portuguesas e que tem um nome: "PS de Sócrates"!









7 comentários:
Concordo inteiramente com a reflexão apresentada!
É absolutamente imperioso encontrar soluções e, quaisquer que sejam, já deviam ter vindo. Este adiar faz perder tempo precioso para a reorganização das escolas e para a (re)instauração de um melhor ambiente de trabalho.
Não podia estar mais de acordo!
Temos que continuar atentos e intervir quando é preciso, os sindicatos têm a bola na mão!E não se esqueçam que os sindicatos somos nós.Estejamos atentos, continuemos alerta. Não confiem totalmente nos sorrisos...
Caro Ilídio
Concordo com tudo. Esta solução não tranquiliza e aqueles senhores falharam ... pior o PS agora sente-se confortável para "engonhar" ou cozinhar soluções tais que entre umas e outras venha o diabo e escolha
Então o Mário N já admite que a avaliação tenha efeitos nos concursos?
O Centrão a funcionar!
Nunca mais votes no PSD.
Eles são iguais ao PS.
Não têm palavra. A palavra deles é de mentirosos e politico aldrabões!
Nesta avaliação que não foi suspensa, fica muita injustiça feita pelos oportunistas, ditos professores, que se aproveitaram para obterem muito bom e excelente, já que os outros estavam a lutar para que eles no futuro venham a ter uma valiação justa e imparcial.
Devia ser tudo anulado,
para que se pudesse começar uma nova avaliação limpa.
Assim ficarão sempre as nódoas!
Infelizmente tinha razão. O PSD não era de confiança para merecer o meu voto... Tenhamos esperança, mas... não esqueçamos a vigilância dos partidos mas, igualmente, dos sindicatos.
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