sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SUBSTITUIÇÃO?

Professores
PSD apresenta diploma para novo modelo de avaliação

O PSD entregou hoje no Parlamento um diploma que prevê a criação de um novo modelo de avaliação dos professores, mas deixa cair a palavra "suspensão", preferindo agora falar em "substituição".

"Nós não prevemos a suspensão, prevemos a substituição, o que eu diria que ainda é mais e melhor do que aquilo que numa fase inicial chegámos a defender, quando o primeiro ciclo avaliativo ainda estava a meio do campeonato", afirmou o vice-presidente da bancada social-democrata Pedro Duarte, em declarações aos jornalista no Parlamento.

No projecto de resolução que o PSD entregou hoje na mesa da Assembleia da República a palavra "suspensão" não aparece, com os sociais-democratas a recomendar ao Governo que "no prazo de 30 dias" estabeleça "um novo modelo de avaliação do desempenho docente".

Um modelo que, segundo os sociais-democratas, deve ser "justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes e que contribua para a autonomia das escolas".

Por outro lado, lê-se ainda no diploma, devem também ser criadas condições para que no primeiro ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação".

Questionado se esta recomendação do PSD, que chegou a defender a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores, não representa um "recuo", Pedro Duarte rejeitou a ideia, sublinhando que o partido pretende "é que se esqueça o modelo de avaliação que vigorou até hoje e que foi muito mau em todos os aspectos para a dignidade dos professores e para o funcionamento das escolas".

"Nós não falamos expressamente em suspensão por uma razão simples: porque a suspensão fazia sentido se precisássemos de um hiato de tempo para partirmos para um novo modelo de avaliação", acrescentou, lembrando que agora há já um dado adicional, que é o abertura do processo negocial entre os professores e o ministério da Educação.

Desta forma, continuou, neste momento a suspensão "não teria qualquer efeito prático nas escolas".

"Para bem da serenidade e da estabilidade, faz sentido que rapidamente se conclua o que se tem de concluir deste primeiro ciclo avaliativo e que se parta imediatamente para um novo modelo de avaliação", sustentou, considerando existirem "todas as condições" para existir no início de 2010 um novo modelo de avaliação.

O projecto de resolução do PSD refere também explicitamente que "não compete à Assembleia da República interferir nas negociações que decorrem entre o ministério e as estruturas representativas dos professores".

"Contudo, é da responsabilidade do Parlamento expressar posições políticas e contribuir construtivamente para a melhoria da qualidade do ensino nas escola do nosso país", é ainda referido no diploma.

Relativamente ao Estatuto da Carreira Docente, no projecto de resolução os sociais-democratas recomendam ao executivo socialista que "elabora as normas do Estatuto da Carreira Docente e legislação complementar, designadamente, extinguindo a divisão da carreira docente entre as categorias hierarquizadas de 'professor' e 'professor titular'".

In Diário de Notícias.

5 comentários:

odnamra disse...

Nâo me surpreende que o PSD "roa a corda".
Continuo a achar um erro acreditar nos partidos instalados e muito mais erro acreditar no centrão.
Qualquer coisa que mantenha as asneiras que se fizeram com esta (oportunista para alguns)avaliação, é injusto exactamente pelas injustiças que produziu. Uns oportunistas bem avaliados, outros ditos lutadores, ficaram lixados.
A avaliação anterior e todos os seus efeitos deveriam ser considerados nulos, a bem da chamada democracia,da justiça e pelo fim dos oportunistas.

Anónimo disse...

Bloco Central em acção. Uma coisa é campanha eleitoral, outra coisa são depois os factos.

Gerofil disse...

Não queria acreditar mas parece real; o que ontem era política de verdade para o PSD, hoje já pode ir para o caixote do lixo porque vale mais o Bloco Central. Efectivamente este PSD parece que já não dá uma para a caixa. Por esta groseira e outras não me causará surpresa se este PSD der origem a dois ou três partidos dentro de alguns anos.

Anónimo disse...

Por favor Ilídio, não pode redigir um texto para enviarmos a cada um dos deputados do PSD, lembrando todos os compromissos que assumiram relativamente à avaliação de professores? Poderá publicar no Blogue o correio electrónico de cada um dos deputados eleitos pelo PSD? Eu ainda acredito na política de verdade e é isso que cada um de nós terá de fazer lembrar a cada um dos deputados do PSD.

Anónimo disse...

Se realmente acabar imediatamente com a estúpida divisão da carreira já é um passo bem largo... Penso que os coordenadores de departamento deveriam voltar a ser eleitos: Ou se confia na democracia ou não...
Imaginem o que seria escolher o Primeiro-Ministro por antiguidade... (se calhar até aparecia um melhor do que o que foi eleito, "mas não era a mesma coisa"!!!)

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