sábado, 5 de dezembro de 2009

AVALIAÇÃO DE DIRECTORES

Pois... pois...

Avaliação
Directores querem garantias de que não serão penalizados

Cerca de 3900 responsáveis de escolas vão receber as suas notas até ao final do ano, com base num regime transitório que apenas considera o currículo e a experiência

Numa altura em que a avaliação dos professores centra todas as atenções, os cerca de 3900 directores e vice-directores das escolas públicas do País também se preparam para ser classificados, até 30 de Dezembro, com base num modelo muito contestado. A Associação Nacional de Directores Escolares (ANDE) defende que, como tem sido exigido para os docentes, nenhum dirigente escolar deve sair prejudicado ou beneficiado deste primeiro ciclo.

"Tal como os professores, os directores têm consequências deste ciclo de avaliação, contou ao DN Pedro Araújo, presidente da ANDE. "Por exemplo, no caso de obterem classificações de 'muito bom' ou 'excelente', e as confirmarem numa segunda avaliação, progridem mais rapidamente na carreira."

O modelo encontrado para as chefias escolares - um regime transitório, publicado em Outubro - está longe de agradar: "É um mecanismo de recurso, e não lhe damos mérito algum", disse o director da secundária de Felgueiras.

O diploma, assinado pelo antigo secretário de Estado da Educação Valter Lemos - actualmente na pasta do Emprego -, prevê uma avaliação dos directores baseada apenas em dois critérios: as habilitações (académicas e profissionais), que representam 60% da nota; e a experiência profissional, onde-se inclui uma bonificação para os líderes de escolas que tenham cursos profissionais.

A atribuição das classificações, entre o insuficiente e o excelente, fica a cargo dos directores regionais da área educativa a que a escola ou agrupamento pertence.

Muitos directores consideram que esta solução está longe de permitir fazer um "retrato justo" do trabalho realizado nas escolas. E segundo Pedro Araújo, há mesmo quem esteja ainda a pensar se vai submeter-se a estas regras: "A maioria das direcções regionais de educação ainda não definiu o prazo para a submissão da avaliação."

A associação aconselha os colegas a participarem no processo, "para que ninguém seja prejudicado". Mas espera poder ainda discutir com o Governo todas as implicações da avaliação.

Criada há apenas alguns meses, mas já com mais de cem associados, a ANDE tem estado a apresentar-se às instituições do sector: "Já tivemos uma reunião no Conselho Nacional de Educação e, no próximo dia 9 deste mês, seremos recebidos na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.

A próxima meta do organismo é "ver acertada uma data para reunir com a senhora ministra da Educação".

In Diário de Notícias.

4 comentários:

Anónimo disse...

A solução era voltar à situação existente antes do governo anterior. De outra forma sempre vai haver injustiça para alguém. Esse governo só fez merda em cima de merda. Não há nada que se aproveite.

Anónimo disse...

Isto dos directores mete nojo. Andam todos como se tivessem o rei na barriga.
Faz-me lembrar a altura dos reitores? Lembram-se?

Denúncia disse...

Uma escandaleira a que os sindicatos fecharam os olhos. Os hipocritas que avaliaram os professores todos de "Bom" com o argumento que seriam contra a avaliação agora enchem a sacola de muito bons e excelentes. E sem quotas! Mas o que é isto?!!!

Anónimo disse...

Não me falem em avaliação!!
Era bom que os ditos Directores fossem avaliados da mesma forma que avaliaram os professores; por amizade, por serviços prestados nas suas casas , por familiaridades, enfim por tudo menos por mérito.

Desde 01-01-2009


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