Lisboa, 02 Dez (Lusa) - Portugal deve aumentar rapidamente o nível de literacia da população sob pena de enfrentar dificuldades na realização dos objectivos económicos e sociais e ficar dependente de transferências financeiras comunitárias "maciças" para evitar o declínio do seu nível de vida.
Esta é uma das conclusões do estudo realizado pela Data Angel, a pedido do Plano Nacional de Leitura (PNL), e hoje apresentado em Lisboa pelo seu coordenador, Scott Murray, numa conferência com a presença da ministra da Educação, Isabel Alçada, e de alguns convidados para analisar o documento, como o economista João Salgueiro.
Com o título "A Dimensão Económica da Literacia em Portugal", o estudo aponta que o país "apresenta os níveis mais baixos de competências de literacia entre todos os países onde se realizaram inquéritos" neste âmbito.
In Lusa.









1 comentários:
Este resultado é um vórtice onde vem dar tudo o que está mal em educação e donde parte tudo o que está mal na economia.
Na educação, principalmente o mero facto dos professores, desde há muito, não ensinarem. Todos, porque não lhes sobra tempo para tal, do tempo necessário para preencher papéis, grelhas, etc. que não servem para nada e mesmo que servissem ninguém lê (para além das preocupações com modelos de carreira e avaliação completamente errados, reuniões e outras actividades totalmente inúteis, programas errados, etc.) Alguns, os mais novos, porque já são produto deste estado de coisas e simplesmente lhes falta a eles mesmos esta competência de literacia. Um efeito paralelo igualmente gravíssimo é a falta de correcção linguística e lógica no discurso social, dos mass media, o que vem desensinar ainda mais a população (chamar tromba de água a uma chuvada, etc.)
Na economia, o mais grave é o facto de em geral a literacia não ser reconhecida, exigida, utilizada, como instrumento de melhoria dos processos, e, logo, da competitividade.
A política portuguesa de língua só não é desastrosa porque é inexistente.
(Finalmente noto com imensa tristeza que mesmo que toda gente lêsse isto, só um em cinco compreenderia.)
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