domingo, 6 de dezembro de 2009

HORÁRIOS DOS PROFESSORES DO 1º CICLO

Estás cansado(a)? Achas que fazes horas a mais? Que não reconhecem o teu esforço? Que chegou a hora de dizer basta e de exigir que os professores do 1º ciclo sejam respeitados?


Caso concordes, envia o conteúdo do texto abaixo para um (ou mais que um) destes endereços:

gp_pp@pp.parlamento.pt,
bloco.esquerda@be.parlamento.pt,
gp_pcp@pcp.parlamento.pt,
geral@anprofessores.pt,
gme@me.gov.pt,
se.educacao@me.gov.pt,
se.adj-educacao@me.gov.pt,
fenprof@fenprof.pt,
geral@spn.pt,
sprc@sprc.pt,
spgl@spgl.pt,
spzs.evora@mail.telepac.pt,
secretario.geral@fne.pt,
presidente@spzn.pt,
secretariado@spzn.pt,
spzcentro@spzcentro.pt,
comissao.directiva@sdpgl.pt
cds-pp@cds.pt

TEXTO A ENVIAR


Ex.mos(as) senhores(as),

Em conjunto com outros professores do 1.º ciclo subscrevo e envio o seguinte texto. Se os aspectos mencionados forem tidos em consideração numa revisão do Estatuto da Carreira Docente, de certo que haverá condições para melhor a qualidade da educação básica em Portugal.

A especificidade dos professores do 1.º ciclo e a consequente necessidade de rever o ECD

Horário semanal de trabalho

Os professores do 1º ciclo têm 25 horas lectivas, acrescidas de duas horas lectivas para Apoio ao Estudo. Em termos práticos, estas 2 horas são trabalho lectivo, requerendo igual preparação como qualquer outro tempo de aula. Ou seja, das 35horas de horário de trabalho semanal, 27tempos são para actividades lectivas e o restante para preparação de aulas.

Nos 2.º e 3.º Ciclos e Secundário os professores têm 22 e 20 horas lectivas, respectivamente. Geralmente existem mais 2 horas lectivas de trabalho na escola, aplicadas em substituições e outras actividades. Ou seja, das 35horas de horário trabalho semanal, 22 ou 24 tempos lectivos são para aulas ou actividades equiparadas. Com a idade e anos de carreira estes professores podem ter redução da componente lectiva, o que não é possível para os professores do 1.º Ciclo.

Atendimento aos encarregados de educação

Por mês o professor do 1.º ciclo tem 1hora para atendimento aos pais, tempo esse que não conta como tempo lectivo. Qualquer professor deste ciclo sabe que este tempo é insuficiente e que é frequente receber pais e encarregados de educação todas as semanas, depois do tempo lectivo. Compreende-se que assim seja devido à faixa etária dos alunos e ao acompanhamento que muitos pais fazem, mas isto não está devidamente contemplado no Estatuto da Carreira Docente (ECD).

Nos outros ciclos o Director de Turma (apenas um professor da turma) tem o atendimento aos encarregados de educação, sendo este tempo contado como hora lectiva do horário semanal.

O professor do 1.º ciclo equipara-se também a Director de Turma no registo de assiduidade dos alunos, mas mais uma vez não tem horas específicas para tal tarefa.

Supervisão das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)

Ao professor do 1.º ciclo é pedido que supervisione as AEC. Esta supervisão passa por reuniões com os professores destas actividades não sendo considerado reunião de conselho de turma. Esta tarefa é desenvolvida durante o tempo não lectivo. A avaliação dos alunos é decidida por um conselho de docentes (reunião dos professores do 1.º ciclo de um agrupamento), com a proposta do professor titular de turma. Contudo, estas reuniões não se podem comparar aos conselhos de turma dos outros ciclos de ensino pois o número de profissionais envolvido é muito superior e a generalidade dos professores não pode sequer conhecer a realidade dos alunos dos colegas.

Nos outros ciclos existem conselhos de turma – reuniões dos professores da turma (podendo o seu número variar entre 7 a 14 elementos, sensivelmente). Estes professores suportam a avaliação de toda a turma, em conjunto, como um todo, trabalhando em colaboração para o sucesso educativo dos seus alunos.

O professor do 1.º ciclo é o único responsável pelo Projecto Curricular de Turma (PCT), esse documento tão importante para o trabalho do docente. Nos restantes ciclos de ensino tal não acontece e a responsabilidade da execução do PCT recai em todo o conselho de turma.

Avaliação dos alunos

Apesar dos normativos legais referirem que a avaliação é dos alunos do 1.º ciclo é do Conselho de Docentes, o professor do 1.º ciclo é o primeiro e último responsável pela avaliação e aprendizagem dos seus alunos. Quando existem alunos com necessidades educativas especiais ou dificuldades de aprendizagem, nem sempre há a possibilidade de outro professor apoiar os alunos. Quando essa possibilidade existe, muitas vezes a prioridade recai nos casos de alunos que necessitam de apoio permanente, deixando a possibilidade de outros serem acompanhado.

Preparação do trabalho

Apesar de se fomentar a colaboração entre professores, no 1.º ciclo este aspecto nem sempre é concretizável devido às restrições de tempo semanal. A estes professores é pedido que trabalhem em conjunto de acordo com os anos de escolaridade dos seus alunos. Assim, devem planificar, preparar materiais, fichas diagnósticas, formativas, sumativas, de recuperação, e respectivos critérios, matrizes, etc. Contudo, muitas vezes os professores do 1.º ciclo têm dentro da sala de aula um grupo de alunos heterogéneo, com vários níveis de ensino, o que requer trabalho redobrado.

De referir que os professores do 1.º ciclo são responsáveis por todas as áreas do currículo, necessitando por vezes de trabalho suplementar para fomentar a motivação e o interesse por assuntos que aos alunos nem sempre agrada.

Os professores dos outros ciclos de ensino estão organizados em departamentos com menos elementos, quando comparado com os Conselhos de Docentes. Aglutinam-se nestes departamentos professores de algumas áreas específicas, havendo a possibilidade de partilha de informação de forma efectiva e diferente dos professores do 1.º ciclo, que trabalham, inevitavelmente, muito sozinhos na sua sala com os seus alunos.

Muitos professores dos outros ciclos têm várias turmas, muitas delas do mesmo ano de escolaridade, o que facilita a preparação das aulas.

No 1.º ciclo o professor tem que adaptar e preparar as actividades todos os dias, de forma diferente e em consequência do trabalho realizado.

Gestão das escolas do 1.º ciclo e projectos

A gestão das escolas do 1.º ciclo com número de alunos reduzido fica a cargo dos professores titulares de turma, que para além das suas tarefas com os seus alunos têm de responder a inquéritos para avaliar cada actividade (realizada por iniciativa própria ou por convite) e fazer o tratamento estatístico de dados solicitados pelo Ministério da Educação e pela própria direcção do agrupamento.

Em muitas escolas os professores registam e vigiam almoços, registam o leite escolar que os alunos bebem, vigiam os alunos nos intervalos, fazem requisição de materiais, de livros, de equipamentos. Respondem a ofícios para a administração da escola e outras entidades locais (autarquias, associações, etc.). Fazem sozinhos relatórios para psicólogos, terapeutas da fala, médico de família, psiquiatras, carecendo muitas vezes de urgência no tratamento desta informação pois é a saúde dos seus alunos que está em causa.

É ainda solicitado aos professores do 1.º ciclo que participem em vários conselhos criados pelos agrupamentos para dinamização de actividade e acompanhamento do trabalho realizado (projectos de autonomia da escola, projectos de avaliação da escola, conselho geral, reuniões de acompanhamento das AEC ao nível do agrupamento, etc.)


As mudanças necessárias

O anterior ECD previa a reforma a partir dos 52 anos de idade, mas não é essa a solução nem podemos sequer pensar em voltar atrás.

Contudo, o actual ECD equipara os professores em funções e trabalho, o que em termos práticos não acontece. Não é apenas um exercício de boa ou má gestão dos agrupamentos de escolas, são realidades distintas e que merecem mais atenção do poder político.

É necessário repensar e equilibrar as funções docentes:

1. Os Conselhos de Docentes deverão poder organizar-se com um número inferior de professores do que o previsto, para que o trabalho possa ser efectivo e real.

2. Legalmente, e nos órgãos dos agrupamentos, deve estar prevista a representação dos docentes do 1.º ciclo tendo em conta o seu número por agrupamento e não o seu ciclo, já que actualmente estes professores fazem todos parte do mesmo departamento tendo apenas um único representante no Conselho Pedagógico.

3. As AEC, e os seus professores, devem ser valorizadas e integradas nos currículos, mas tendo em atenção a carga horária semanal dos alunos em causa. Assim, poderíamos ter um conselho de turma no 1.º ciclo, com professores empenhados e com o mesmo estatuto dos professores titulares de turma. Deste modo a responsabilidade do ensino poderá ser verdadeiramente partilhada e apoiada.

4. Urge o reforço do número dos professores de Apoio Educativo nos agrupamentos, uma vez que o actual rácio destes professores por número de alunos é manifestamente insuficiente para corresponder às necessidades e auxiliar os professores titulares de turma.

5. Deve haver criação de mecanismos legais que protejam os professores do 1.º ciclo que trabalham em escolas pequenas e que têm, por inerência de funções e a pedido das direcções dos agrupamentos, que fazer muito trabalho administrativo e burocrático.

Os professores são uma classe profissional heterogénea e é importante que as especificidades dos ciclos de ensino sejam tidas em conta.

O que está em causa é a qualidade do ensino no 1.º ciclo…

É ainda de considerar que, se os Coordenadores de Departamento do 1º ciclo, que têm direito a horas para o desempenho dessa função, de acordo com Despacho n.º 9744/2009, Diário da República, 2.ª série — N.º 69 — 8 de Abril de 2009, se optarem por leccionar uma turma, não lhes é conferido o direito à remuneração por acumulação dessas horas porque, segundo o GEF, não há base legal para ser atribuída tal remuneração.

Com os melhores cumprimentos,


18 comentários:

Anónimo disse...

Já que aqui são feitas tantas comparações com os 2º, 3º ciclos e secundário, nos quais me enquadro, não posso deixar de dizer o seguinte: os professores do 2º, 3º ciclos e secundário têm normalmente 6 turmas, em média, com 150 alunos. As horas que são de substituição são, muitas vezes, em termos práticos, trabalho lectivo, requerendo igual empenho como qualquer outro tempo de aula. Por semana, o DT tem 1 hora para atendimento aos pais, sendo este tempo insuficiente e sendo frequente receber pais e encarregados de educação a qualquer hora, conveniente para ambos. Relativamente ao número de professores envolvidos nos conselhos de turma, a variedade das matérias leccionadas é substancialmente maior e também me parece que aqui o desconhecimento de cada um em relação a estas seja relevante. A responsabilidade da execução do PCT recai em todo o conselho de turma, mas cada professor tem, em média, 6 PCT para, em conjunto, executar. Não é só no 1.º ciclo que o professor tem que adaptar e preparar as actividades todos os dias, de forma diferente e em consequência do trabalho realizado, mas acho que isto não é novidade! Já agora, falta aqui falar do tempo pós-término das aulas, com exames, vigilâncias, correcções, etc., etc.
Na minha opinião, os aspectos negativos da actual carreira docente não se medem por diferenças entre ciclos. O que considero de extrema importante é a dignificação de toda a classe.

Anónimo disse...

Pegando no comentário anterior (que não é meu!)...começo por reforçar que não é comparando ciclos que se chega a algum lado, é o eterno defeito dos portugueses.
Começo por dizer que conheço profundamente o 1ºciclo e o Secundário. Ambos estão revestidos de especificidades que não têm mesmo pontos de comparação, não vale a pena bater nessa tecla é gasto desnecessário de energias.
Assim sendo aqui deixo o que penso sobre esta matéria: em primeiro lugar não existe, desde o novo ECD, lugar a 20 horas lectivas é sempre 22h de base; em 2º as tais duas horas de tempo na escola não lectivo…pois, são mais muito mais, no horário, claro…não me estou a referir as actividades que vão surgindo e as que fazem parte do plano de actividades e que têm de ser preparadas e dinamizadas e que estão presentes em todos os ciclos. Quando há lugar a redução por idade (o 1º ciclo pelo facto de ser mono docência não pode usufruir) digamos, por exemplo, 18 horas lectivas, já com muita idade, pelo novo ECD (a 1ª redução, 2 tempos, começa aos 50 anos), contando com horas de estabelecimento (reuniões e afins), projectos, aulas de substituição, reforço de aprendizagem e aulas de apoio, por exemplo, pode ir até 9 tempos (variável se se tem acima ou abaixo dos cem alunos, ah pois, muito pessoal!)
Quanto ao papel de Director de turma recebem-se os pais semanalmente, dentro e fora do horário preestabelecido, e a diversidade de “papéis” que um DT tem de desempenhar nos nossos dias é uma carga invulgarmente pesada. Convém salientar que devido às especificidades da faixa etária do secundário seria de esperar algo de diferente pois muitos dos alunos são maiores de idade … mas muitos continuam a não ser EE deles próprios..são os pais!
Escusado será dizer que atingindo o nº limite de faltas que a lei definiu os professores têm de aplicar medidas de remediação e, em seguida, marcar um teste de recuperação. Aí o papel do DT é contactar o EE dar-lhe a conhecer a situação do filho (que já deve estar informado)…é claro que por vezes não é só um aluno que está nessas condições e pode acontecer que depois de todo este processo se regresse, novamente, à estaca zero pois, o aluno volta a prevaricar… e por aí fora.
Claro que um professor pode leccionar um só nível mas em determinado grupos de recrutamento é mesmo difícil pois, com a oferta de cursos que existe hoje em dia nas escolas (Regular, profissionais,…) não é raro haver dois e três níveis e, por vezes, mais , o que pode significar disciplinas com conteúdos bastante diversificados, e muito trabalhosos, caso da existência, por exemplo de laboratórios (tudo tem de ser preparado e experimentado).
Quanto a reuniões nem é bom falar: de grupo de recrutamento, de disciplina de ano…conselhos de turma(s)…de projectos…de período, intercalares, disciplinares,
Claro que existe trabalho acrescido e muito, as disciplinas são de exame nacional, a maior parte… e a heterogeneidade das turmas?! Por vezes nem o mesmo teste serve para duas turmas têm de haver adaptação às realidades …
Quanto a redução de horas para ser coordenador de grupo ou subgrupo deixou de existir, mesmo antes deste novo ECD.
Recolhemos a casa, extensão da escola, onde nos espera um trabalho demolidor: preparar aulas, elaborar e preparar teste e fichas, protocolos de trabalhos experimentais (aulas de laboratório), relatórios de actividade prática…. A noite é nossa companheira, com alguma frequência. O ano transacto era frequente encontrar-me na net com uma colega (através de mail) cerca das quatro da manhã …e no dia a seguir lá estávamos às 8h e 15m.
Nestas matérias o que interessa mesmo é focarmo-nos no que interessa e não ir buscar exemplos a casa alheia ainda por cima sem ser detentor de informação crucial para, a ser possível, efectuar uma comparação com rigor.
O importante é a união e a luta pela dignidade de toda a classe docente.

Anónimo disse...

Assim não vamos a lado nenhum. Porque será que cada um não pode expôr as suas ideias, sem os outros ficarem tão ofendidos? Fica mal colegas!
Eu por acaso sou educadora de infância e também sinto na pele muitas injustiças. Aliás, nós não temos alternativa para ter um dia livre por semana como os outros colegas e redução de horário lectiva, nem pensar.Pois com a minha idade já eram 8h de redução lectiva. Já para não falar de o aumento de mais 10 anos de serviço e os outros colegas do 2º, 3º ciclos e secundário 5 anos.

Anónimo disse...

Os professores do Secundário têm 22(e não 20 como é referido)horas lectivas + 2 de apoio + 2 para substituições e 2 para trabalho na escola.
Os professores do Secundário têm níveis que exigem preparação mais aprofundada, especialmente no 12º ano.
Há turmas de 28 alunos.
Tal como o anónimo anterior referiu, há ainda a D.T., os exames, vigilâncias, correcções.
Por isso, a revisão do horário de trabalho deve ter em consideração todos os níveis e não só o 1º ciclo.

Anónimo disse...

POR QUE SERÁ QUE QUANDO OS PROFESSORES DO 1.º CICLO SE REORMAVAM NA FLOR DA IDADE, 52 anos de idade (POR ASSIM DIZER, COM ALGUM EXAGERO)NÃO APARECERAM A REIVINDICAR ESSA MEDIDA PARA OS PROFESSORES DOS OUTROS CICLOS E DO SECUNDÀRIO? SERÁ QUE A JUSTIÇA (?) SÓ FUNCIONA PARA O LADO DOS NOSSOS INTERESSES?

Anónimo disse...

Se os professores tinham aquilo que hoje se chamam regalias era porque se percebeu que era necessário! Hoje, esfolam-se todos os professores. Ignora-se selvaticamente a erosão que a idade provoca. A redução da componente lectiva pela idade tem de ser recuperada urgentemente.
Depois há todas as tarefas que nos atribuem sem a mínima noção do tempo necessário para as cumprir.
Há ainda a forma desavergonhada com que se marcam reuniões a qualquer hora, criando-nos conflitos de deveres inaceitáveis e incontitucionais. Com que direito sou obrigada a estar numa reunião até as 21 horas, com filhos para criar e sem qualquer contrapartida monetária, depois de ter começado o dia de trabalho às 8.30.
Em vez de morderem uns nos outros, lutem na luta certa!

Anónimo disse...

Para o anónimo da 1h44
Porque é que os prof do 2º, 3º ciclos e secundário nunca reivindicaram ate agora 25h efectivamente lectivas e sempre ficaram calados com as suas 22h (quando tinham mais que 22h eram-lhe pagas como extraordinárias)enquanto para educadores e prof do 1º ciclo sempre tiveram no minimo 25h lecivas? Eu, educadora sou do tempo em que cheguei a trabalhar
30h lectivas. Nunca até hoje nós educadores reclamamos um dia livre por semana como têm a maioria dos professores do 2º,3ºciclos e secundário, principalmente quem, como eu,tem 28 anos de serviço sempre a trabalhar com crianças,todos os anos com turmas de 25 alunos e a coordenar o estabelecimento, com cantina, há 23 anos, montada em colaboração com a comunidade,com 40 crianças a frequentar o prolongamento no pós lectivo e 12 adultos a trabalhar no Jardim de infância...etc.
Como diz o anónimo das 17h18: Em vez de morderem uns nos outros, lutem na luta certa!

Anónimo disse...

Anónima (8.Dez:20:57):

Por acaso já parou para pensar que enquanto se encontrava a ganhar dinheiro, estavam os os alunos das licenciaturas universitárias, com destino à docência do ensino secundário, a queimarem as pestanas e a onerarem o orçamento familiar durante longos e trabalhosos anos?

E o que dizer, por exemplo, da carga de trabalho de um professor de português ou de filosofia, por exemplo,que em casa, depois de um dia e trabalho tem que ver e classificar testes sem conta? E isto já para não falar com os exames para vigiar?

Fico-me por aqui, mas não sem dizer que a petição em causa quer o mesmo número de horas lectivas que as dos professores do ensino secundário mas com muito menos trabalho. Ser tolerante é uma coisa, ser parvo é outra totalmente diferente. Ou seja para os peticionários estabelecer confrontos é positivo. Para os outros professores, negativo.

Será esta a luta certa de que fala?

Anónimo disse...

Eu sou educadora tenho um grupo de 25 crianças,entre os 3 e os 6 anos,com uma N.E.E.
Tenho 25h lectivas, 2h de supervisão das actividades de animação e apoio à família, 1h de atendimento aos encarregados de educação, grupos de trabalho de departamento, grupos de trabalho de agrupamento, conselho geral...
29 anos de serviço, 50 anos de idade.
Idade para reforma? SESSENTA E CINCO ANOS!
Anos de trabalho(se lá chegar)? QUARENTA E QUATRO!

Anónimo disse...

Anónimo (8.Dez:23:34):
O colega insinua mas não argumenta com objectividade.
Daqui podemos recolher alguma vantagem: acrescenta-se alguma informação e ficamos a saber muito mais uns dos outros.

Anónimo disse...

Ler com ideias preconcebidosdá azo a que afirmações documentadas sejam tomadas por insinuações.

Dizer que os educadores de infância com 29 anos de serviço (portanto com um curso médio) estudaram menos que um licenciado universitário é uma insinuação?

Dizer que os professores do secundário têm testes que levam horas a corrigir é uma insinuação?

Dizer que os professores do secundário tem exames para vigiar é uma insinuação?

Qualquer pessoa, perante a realidade dos factos, dirá que contra factos não há argumentos.

Anónimo disse...

Os educadores de infância com 29 anos de serviço fizeram aos 40 anos de idade e em horário pós-laboral licenciaturas nas ESES por todo o país.
Iniciavam as aulas às 17h3om e terminavam às 23h30m.No meu caso a 50km de distância e durante 4 semestres.
Informem-se antes de comentarem...

Anónimo disse...

Quer dizer, uma licenciatura universitária é igual a um curso médio (antigo 5.º ano dos liceus mais dois anos de magistério infantil) e mais dois anos de uma escola superior oficial ou privada? É questão de fazer uma simples conta de somar, uma máquina de calcular pode ajudar.

Mas, ainda, é pouco. Reivindicam, agora, as mesmas horas lectivas de leccionação dos professores dos outros graus de ensino não superior sem terem a sobrecarga de verem testes,classificarem trabalhos, vigiarem exames, etc. O que virá a seguir?

Anónimo disse...

Anónimo (11 de Dezembro de 2009 16:299

Temos mesmo aquilo que merecemos!
A classe docente é mesmo mesquinha.
Será que as reivindicações de alguns colegas irá prejudicar o sistema aos que não estão no mesmo grau de ensino?
E fique sabendo que (antigo 5.º ano dos liceus mais dois anos de magistério infantil e mais dois anos de uma escola superior oficial ou privada) a maioria destes colegas já foram para a aposentação. Os outros podem ter o antigo 7º e mais 3 anos de curso. Além disso têm a licenciatura e alguns mestrado que pode ser tão duvidoso como o vosso.
Quanto ao "trabalhinho", só demonstra poucos conhecimentos em relação à classe dos educadores e prof do 1º ciclo. Eu também tenho em casa os senhores doutores como V. Exa e por conseguinte estou à vontade para falar.

Anónimo disse...

Ao anónimo de 12.Dez., 13:03:

Plenamente de acordo: "A classe docente é mesmo mesquinha", palavras suas.

Calou-se quando obteve benefícios como, por exemplo, a reforma aos 52 anos de idade.

Barafusta, agora, em nome de uma "igualdade de direitos" a que não correspondem os mesmos deveres académicos: "é questão de fazer uma simples conta de somar,uma máquina de somar pode ajudar", palavras minhas.

O que virá a seguir?

Anónimo disse...

Anónimo de 12 de Dezembro de 2009 16:02

Realmente o(a) colega não sabe dos deveres académicos dos edu. e prof. do 1º ciclo, isso tenho a certeza.
Não necessito de uma máquina de somar para contar os deveres académicos dos diferentes ciclos, muito obrigada.
Podia citar-lhe os nossos deveres académicos, administrativos, de apoio à família, de segurança das instalações , de contactos com as autarquias, com a GNR quando acontecem furtos...etc, mas estava a perder o meu precioso tempo.
Vocês têm dentro da vossa escola uma Direcção e uma secretaria que trata de várias coisas que vos passam ao lado, apesar de pertencermos também a um Agrupamento.
Fique bem e desejo-lhe muito sucesso na sua vida.

Anónimo disse...

Anónimo (12.Dez. 18:03):

A forma correcta, embora discordante, como decorreu esta troca de impressões obriga-me a retribuir ao (ou à) Colega "os votos de sucesso na vida" e de Boas-Festas. Siceramente.

Anónimo disse...

Anónimo(13 de Dez.16:42):
Desejo também ao (ou à)Colega um Feliz Natal e um 2010 com muitos momentos felizes.

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