Este chumbo assume ainda maior gavidade atendendo a que esta proposta de acção tinha sido já ratificada por unanimidade pelo Plenário de Contratados e Desempregados do SPGL de 14 de Novembro.
Reproduzo aqui o mail que a este propósito enviei hoje a todos os camaradas da Frente de Trabalho, com conhecimento da Direcção do SPGL:
----- Original Message -----
From: Paulo Ambrósio
To:
Sent: Saturday, December 05, 2009 2:31 PM
Subject: Re: acção do dia 12
Malditos "milhares de professores"!
Pensava que a cassete dos "milhares de professores" já estava gasta, pois a última vez que tínhamos escutado esse "argumento" (aliás sem convencer a maioria) foi na reunião de 7 de Julho do Grupo de Precariedade e Desemprego Docente da FENPROF, como arma de argumentário para que a concentração de 16 de Julho frente ao ME não se realizasse. Mas realizou-se, felizmente. E bem!
Mas, com esse mesmo "argumento" já não se realizou a espera a Lurdes Rodrigues na inauguração do ano lectivo 2009/10.
A seguir, também a comemoração do Dia Internacional do Professor a 5 de Outubro, em vez de uma forte acção de rua, foi afunilada, num exíguo espaço fechado.
E assim, durante o longo ciclo eleitoral assistimos à passividade das direcções sindicais e da classe, somente quebrada a 19 de Setembro pelos Movimentos de professores, que muito justamente mobilizassem (estes sim) milhares de Professores nas ruas de Lisboa.
E lá fomos, cantando e rindo, na mais completa e narcotizante letargia, até agora, com os consequentes danos para a classe docente e para a sua dinâmica de luta, aliás como se comprova agora por estas propostas miseráveis do ME da já apelidada Isabel "sorrisos".
Vendo bem as coisas, o pseudo-argumento dos "milhares de professores", mais não é que o equivalente`ao "quebra-canelas" da pista de combate do serviço militar: só serve para partir as pernas (ou cortar as asas, se preferirem) a quem quer partir para a progressão e para a luta de forma decidida e corajosa - longe de quaisquer pantanosas miragens negociais de "sucesso"...
De facto, em 1999 e 2000, não foram precisos "milhares de professores" a acampar frente ao ME, "milhares de professores" a acampar frente à Cimeira Europeia, ou "milhares de professores" a ocupar os Centros de Emprego. Se não arregaçássemos as mangas e fôssemos à luta com as forças de que então dispúnhamos, ainda hoje, nós, contratados e desempregados, andaríamos a penar sem subsídio de desemprego. Idem idem, com a luta pela Profissionalização e com a luta dos docentes contratados pós-graduados em NEE's. E outras...
Enfim, perdoai-lhes senhor pois não sabem o que dizem - e muito menos o que fazem - impedindo os outros de fazer alguma coisa - e isto o nosso povo adjectiva com uma expressão vernácula que me inibo de escrever aqui!
Saudações sindicais
Paulo Ambrósio
PS: e depois, à semelhança do passado, não nos admiremos farisaicamente que a luta transborde por outras vias e siga o seu curso próprio, como a notícia abaixo deixa já entrever (eu pela minha parte lá voltarei a estar):
Citação de: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1438562
In Sala dos Professores









1 comentários:
Por isso meus amigos é que a resposta foi NÃO por parte da direcção do SPGL a um pedido dos autores da petição pela vinculação de professores contratados de longa duração (que já deu entrada na AR com quase 4500 assinaturas.
É obvio que os professores contratados deixaram de ser uma prioridade destes sindicatos da fenprof. O mundo mudou... e a Fenprof também!para pior, muito pior... mas os frutos serão imediatos.
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