quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

NO QUE PODE DAR A MUNICIPALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Tarefeiras desempregadas exigem reintegração

Cerca de 40 tarefeiras de escolas do concelho de Guimarães manifestaram-se, ontem, segunda-feira, em frente aos Paços do Concelho, reivindicando a integração nos quadros da Autarquia.

Depois de vários anos a trabalhar nos estabelecimentos de ensino, as tarefeiras vêem-se agora a poucos dias de deixar as escolas, tudo porque as regras do concurso público proporcionaram outras escolhas para os lugares. "Isto é gozar com a cara das pessoas. A nossa prenda de Natal foi ir para a rua", afirmou, indignada, Esmeralda Oliveira, tarefeira que vai ficar sem emprego. "Em Setembro, se não fôssemos nós, as escolas não abriam e agora deitam-nos fora", queixa-se.

Solidárias com as funcionárias estiveram algumas mães de crianças da Educação Especial com quem as tarefeiras lidam mais de perto. "Estou revoltada. O meu menino está habituado a estas tarefeiras e agora vão aparecer pessoas novas. Como é que vai ser?", questionou Maria Carneiro, mãe de um jovem com paralisia cerebral. Aquela mãe equaciona também deixar o emprego para cuidar do filho que se deve recusar a ir para a escola.

A Câmara Municipal de Guimarães diz compreender a situação das pessoas, mas lamenta nada poder fazer para alterar a situação.

O vereador José Augusto Araújo frisou que aqueles funcionários não tinham qualquer vínculo com o Ministério ou a Autarquia "e por terem muitos anos de serviço criaram expectativas", mas defende que se trata de um procedimento público de contratação e a Câmara tem de cumprir regras.

"O município não pode discriminar positivamente", frisou, lembrando que concorreram 1500 candidatos para 48 lugares e os desempenhos não foram todos iguais.

In Jornal de Notícias.

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu trabalho numa Unidade de Apoio à Multideficiência e "tenho" uma tarefeira há 11 anos, que é uma excelente profissional que agora vai para o desemprego. Vão ficar a perder os alunos e eu por que sai alguém muito competente em quem era possível confiar um grupo de alunos com problemas gravíssimos.
E não é verdade que foram elas que criaram expectativas, deram-lhas (sub secretário de Estado), quando o ano passado foram fazer uma Formação de uma semana e lhe garantiram que teriam lugar assegurado.
Como concorreram muitos a Câmara, por despacho interno, decidiu que só contaria a prova de conhecimentos (Novo modelo de gestão) e não o currículo.
Que interesse tem para desempenhar as funções numa sala com alunos multideficientes conhecimentos sobre gestão? Não seria mais lógico atenderem à experiência?
A resposta de um elemento da Câmara é que "as nova também precisam de ganhar experiência" e com estes argumentos vão para o desemprego óptimas profissionais.

Enfim...

ana

Desde 01-01-2009


Este blog vale $140.000.00
Quanto vale o seu blog?

eXTReMe Tracker

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Twingly BlogRank
PageRank
Directory of Education Blogs

RSSMicro FeedRank Results
Add to Technorati Favorites
Locations of visitors to this page