quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

QUESTÕES PERTINENTES

Embora devidamente assinado, optamos por omitir a identidade desta colega que coloca alguns questões aos seus dirigentes sindicais.

Caros dirigentes,

Eu sou titular numa escola que fica a mais de 100 Km de minha casa. Por ser titular, não pude concorrer para uma escola que fica a 6 Km de casa e com vaga aberta para o meu grupo. Por ter a melhor graduação profissional, poderia ter ficado perto. Dessa forma gastaria menos gasolina e menos tempo para me deslocar.

Se a divisão carreira vai acabar, como é que o ME está a assegurar os meus direitos nas negociações que está a fazer?

Vão compensar os titulares com uma subida automática de escalão?

Pretendo recorrer ao tribunal administrativo. Mereço ser compensada pela perda do estatuto de titular. Vou receber apoio jurídico de quem? De um advogado pago por mim?

Agradeço respostas e salvaguarda dos direitos que deveria ter numa carreira dividida que não fui eu que inventei.

Não posso é ser penalizada pela distância, pela perda de uma oportunidade de concorrer, pela perda de estatuto, pela perda de expectativas profissionais que me foram oferecidas como titular...

Os melhores cumprimentos

[Assinatura]

15 comentários:

Anónimo disse...

Cada um sabe de si...é um ditado bem antigo. A colega perdeu direitos por ser extinguida a titularidade e então por acaso já pensou de que forma se tornou titular, considerou ser um concurso justo...? Neste ministério injustiças é o que há mais...seremos então muitos a recorrer, pois também eu criei expectativas profissionais que vi desmoronarem-se ao ser "passada" por colegas que com menos tempo de serviço e menos provas dadas se tornaram titulares por um concurso que teve em conta sete anos numa carreira de vinte e muitos...

Anónimo disse...

Cara colega, também eu sou velha, mas de um grupo difícil. Apanhei sempre as sobras e ainda duas direcções de turma por ano, fiz especializações e assumi 7 e 6 turmas e cargos que ninguém queria. Por isso fui titualar, não pedi para ser . A velha autora

velhatitular disse...

eu não pedi para ser titular, mas se fui que culpa tenho? Andei sempre de escola em escola a apanhar muitas turmas ,duas direcções de turmapor ano, cargos que ninguém queria...fiz mestrado,cursos de especialização, fui a todas as manifestações, abaixo-assinados...fui ofendida e invejada por conseguir o lugar de titular, não alinhei nos procedimentos para muito bom e excelente..agora sou gozada porque vou deixar de ser. NaS escola os excelentes foram para os caciques da parvónia...estou com 7 turmas, 3 niveis, 23 anos serviço, secundário, básico e profissional, uma família que não me entendeu enquanto sofri nestes últimos 4 anos, AINDA hoje mesmo me DISSERAM que só olho para o meu umbigo e a familia que não entende esta inquietação..PORRA, ESTOU EGOTADA, andam a gozar com a minha saúde mental!
Publique, PUBLIQUE POR FAVOR, JÁ ESCREVI A DEUS MAS ELE NÃO RESPONDE.
Também velha mas de um grupo difícil

Anónimo disse...

A colega comeu do seu próprio veneno...quem a obrigou a concorrer a titular? Ninguém a obrigou: concorreu porque quis. Em vez disso, se se tivesse colocado ao lado dos professores que lutaram estaria a esta hora a 6 km de casa...Tenha vergonha e deixe de se queixar pois deitou-se na cama que fez! O ano passado existiam professores titulares que criticavam e pressionavam os colegas para não pedirem aulas assitidas quando eles poderiam também ter-se negado a concorrer à categoria de professor titular (que grande moral!). Eu estou à vontade para falar porque não pedi aulas assistidas...lutei até ao fim!

Xprof disse...

Caríssima colega:

Não podemos ver só o lixo que está à nossa porta!!!

A sua titularidade foi justa?

Sejamos honestos, primeiro para connosco!!!

Anónimo disse...

Cada um continua a saber de si...
Se lhe servir de consolo devo dizer que a minha vida de professora nunca foi, nem é, um mar de rosas, mas sei, pois sou muito consciente, que não estou sozinha. Já pensou que não foi a única que teve todo "esse trabalho" que mais ninguém queria?!!
Contudo recebeu um título como recompensa e sentiu-se bem durante dois ou três anos, não?
Não me parece que alguém a vá gozar porque deixou de ser titular, quando se tem valor não são precisos títulos. Na minha escola os titulares, são apenas titulares e só isso, porque quem sempre trabalhou e gosta de o fazer, continua a fazê-lo e a ser respeitado seja titular ou não!!! Deve perceber que os outros não tiveram culpa quando não conseguiram ser titulares por não haver mais vagas...quando tinham mais pontos do que a colega...
Consegue perceber? Ou será que só olha mesmo para o seu umbigo?

Anónimo disse...

Lamento que as pessoas pensem somente nelas. Também era titular e nunca concordei com o processo, estou feliz por ter acabado a divisão.

Fernando Godinho disse...

1.Sou titular e fico satisfeito por ir deixar de o ser.
2.Não beneficiei absolutamente nada com o "estatuto" de titular, antes pelo contrário : ganho o mesmo e tenho que desempenhar cargos que preferiria não ter.
3.Felizmente, para mim, não pretendi mudar de escola, porque nesse caso, sentiria o mesmo que a colega : revolta por ter sido impedido de me aproximar de casa enquanto isso era permitido a professores com muito menos anos de serviço.Um dos maiores atropelos feitos aos professores (a alguns...) desde, pelo menos, o 25 de Abril!
4.Os sindicatos deixaram que esta enorme injustiça acontecesse, sem dizerem água-vai...e agora andam todos felizes com os sorrisos da ministra.
5.Vai tudo ficar na mesma. Ou alguém (ainda) tem dúvidas?!

Ex-titular, graças a Deus!! disse...

Claro que tem culpa. Não concorresse!
Isto cheira-me a discurso de quem está com dificuldade de descer do pedestal!!

Anónimo disse...

Também era titular e nunca senti nada de bom por ter esse titulo, pelo contrário, tinha mais trabalho sem ser remunerada.
Infelizmente os nomes mudam, mas a vida do professor não vai mudar para melhor. Há um ponto muito importante que faz com que esta polémica continue que é o carácter economicista dos nossos governantes.
Gostava de acrescentar outro ponto que ninguém fala: a diferença horária lectiva (8h para quem tem mais de 27 anos de serviço) que existe entre os educadores de infância e os professores do 1º ciclo e os colegas do 2º,3º ciclos e secundário, com mais de 40 anos de idade e 10 anos de serviço.
Será que é justo? Há professores com mais de 25 anos de serviço que sempre trabalharam sem redução lectiva. A compensação era aposentação mais cedo. Mas agora, não só trabalhamos as mesmas horas lectivas como os colegas em início de carreira, como aumentaram mais de 10 anos de serviço aos educadores de infância/profs do 1º ciclo em confronto com 5 anos de aumento para os colegas dos outros ciclos atingirem a reforma.

Anónimo disse...

Lamento os comentários mauzitos relativamento aos desabafos de uma ex-titular. Na verdade, o ministério tem andado a fazer pouco de todos nós que, de uma maneira ou outra, não passamos de vítimas. É inútil mordermos uns nos outros, quando o que é preciso é virar as nossas energias para o verdadeiro inimigo.
E que tal começar por exigir o tempo de serviço que nos foi congelado a todos?

Nicha

Anónimo disse...

Os desabafos são bons na medida em que expurgam. Também são bons na medida em que alertam para o futuro. Como é possível que as pessoas não vejam as vantagens destes desabafos num blog de professores onde é suposto contribuir-se para a busca de soluções? Falta de Classe, maldade pura, umbiguismo de quem , afinal? exageros de linguagem? Mas essas são as técnicas usadas quando se pretende chamar a atenção (publicidade, por ex) ...Bem-haja aquele que não se importa de fazer de advogado do diabo!
Cada um sabe de si sabendo para todos!(Tem mais lógica naqueles que se dizem muito conscientes!Pois quem não se sente, não é boa gente e eu diria mais: quem se acha muito muito estoico, bom e zelador da justiça, raramente está de cabeça limpa )

Anónimo disse...

Claro que devemos expor os nossos medos e as nossas preocupações!
Só pedradas porquê? Sendo professores, já todos sentiram a injustiça.
Até nos sindicatos se aconselharam os colegas a concorrer a titular...Quem foi o mago, adivinho,ou sábio que podendo não concorreu? Não temos culpa das injustiças que acontecem com os outros, mas temos o dever de as compreender e a obrigação falar alto quando nos toca e também quando toca aos outros.
bubble

Um parvónio disse...

Por muito que procure não consigo ter pena ou compaixão por alguém que se queixa de deixar de ser titular e ter de ficar a 100 km de casa, sobretudo quando há colegas que estão a 200, 300, ou mais...
Menos pena tenho ainda quando essa pessoa consegue dizer que os excelentes da escola foram para os "caciques da parvónia"...
Não admira que a possam vir a gozar...
Devemos expor os nossos medos sim mas devemos sobretudo saber respeitar...talvez assim haja respeito de volta!!

Anónimo disse...

estes o ordenado e garantia de emprego,ainda os deixa desabafar...mas eu...pouco me sobra da gasolina,nem força para piar.

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